União Europeia considera apoio a projeto francês para banir redes sociais de menores de 15 anos, visando a saúde mental e segurança online de jovens.
A França deu um passo significativo na proteção de seus jovens usuários de internet. Deputados franceses aprovaram na madrugada de terça-feira uma proposta que visa proibir o uso de redes sociais por menores de 15 anos.
Esta iniciativa, impulsionada pelo presidente Emmanuel Macron, tem como principais objetivos a proteção da saúde mental dos adolescentes e o combate ao assédio virtual, problemas cada vez mais presentes na vida online dos jovens.
A proposta ainda precisa ser votada e aprovada pelo Senado, a Câmara Alta do parlamento francês, para que se torne lei. Caso seja sancionada, a França se alinha a outros países que já buscam regulamentar o acesso de menores às plataformas digitais.
A União Europeia manifestou apoio à medida, indicando que, se a lei francesa for aprovada e estiver em conformidade com a legislação europeia, a Comissão Europeia se encarregará de garantir que as grandes plataformas digitais a apliquem em todo o bloco. Conforme informação divulgada, vários países europeus, incluindo a França, já estão testando aplicativos para verificar a idade dos internautas.
Um movimento global pela segurança online dos jovens
A iniciativa francesa não é um caso isolado. Em dezembro, a Austrália já havia tomado uma medida inédita ao vetar o acesso às redes sociais para menores de 16 anos. Essa decisão australiana abriu um precedente importante no cenário mundial.
A preocupação com o impacto das redes sociais na saúde mental de crianças e adolescentes tem crescido globalmente. Estudos apontam para ligações entre o uso excessivo dessas plataformas e o aumento de casos de ansiedade, depressão e problemas de autoestima entre os mais jovens.
Como funcionará a proibição e a verificação de idade?
Embora os detalhes de implementação ainda estejam sendo definidos, a ideia é que as plataformas digitais desenvolvam mecanismos eficazes para **verificar a idade dos usuários**. A França, assim como outros países europeus, está explorando o uso de aplicativos e tecnologias que possam auxiliar nesse processo de autenticação.
A União Europeia, ao demonstrar apoio, sinaliza a possibilidade de uma **abordagem coordenada em toda a Europa**. Se a lei francesa for considerada compatível com as normas europeias, a Comissão se compromete a fiscalizar a aplicação pelas gigantes da tecnologia, garantindo que a proibição seja respeitada.
O impacto esperado nas redes sociais e na vida dos adolescentes
A expectativa é que a restrição de acesso para menores de 15 anos possa **reduzir significativamente a exposição de crianças e pré-adolescentes a conteúdos inadequados**, discursos de ódio e cyberbullying. Além disso, busca-se promover um desenvolvimento mais saudável, incentivando atividades offline e interações sociais mais diretas.
A decisão francesa e o potencial apoio da União Europeia marcam um **momento crucial na regulamentação do ambiente digital**. O debate sobre a proteção de menores online ganha força, e a pressão por plataformas mais seguras e responsáveis tende a aumentar.