Trump suspende tarifas contra Europa após acordo sobre Groenlândia: Entenda o “Domo de Ouro” e a reviravolta diplomática

Trump desiste de tarifas contra Europa após acordo sobre Groenlândia e foca em “Domo de Ouro”

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, surpreendeu o cenário internacional ao anunciar o cancelamento de tarifas extras que ameaçavam diversos países europeus. A decisão vem após um suposto avanço em negociações relacionadas à Groenlândia, território que Trump manifestou interesse em adquirir.

As tarifas, que seriam de 10% e teriam início em fevereiro de 2026, visavam pressionar nações europeias que se opunham à ambição americana de comprar a Groenlândia. A medida gerou forte reação e aumentou as tensões diplomáticas entre os EUA e o bloco europeu.

Em publicação na sua rede social, Trump declarou ter tido uma reunião “muito produtiva” com o secretário-geral da OTAN, Mark Rutte. Segundo o presidente, dessa conversa surgiu a “estrutura de um futuro acordo” que envolve a Groenlândia e toda a região ártica.

“Com base nesse entendimento, não vou impor as tarifas que estavam programadas para entrar em vigor em 1º de fevereiro. Discussões adicionais estão em andamento sobre o Domo de Ouro no que se refere à Groenlândia”, escreveu Trump, conforme divulgado em sua plataforma Truth Social. Conforme a divulgação, informações adicionais serão compartilhadas conforme as conversas avançam.

A ambição pelo “Domo de Ouro” e a controvérsia sobre a Groenlândia

A ideia de Donald Trump em adquirir a Groenlândia não é nova, sendo uma constante em seu discurso desde o início de seu segundo mandato. Para o republicano, a ilha é considerada “vital” para a construção do que ele chama de “Domo de Ouro”, um projeto que, segundo ele, visa proteger os Estados Unidos.

Anteriormente, em fórum econômico, Trump já havia afirmado que não usaria “força” para tomar a Groenlândia, mas reiterou a defesa da proposta de aquisição. Na ocasião, ele elevou o tom contra a Europa e a OTAN, chegando a chamar a Dinamarca de “ingrata” e afirmando que a Europa “não está indo na direção correta”.

Durante seus discursos, Trump se referiu à Groenlândia diversas vezes como “um pedaço de gelo”, e defendeu que a ilha deveria ter passado ao controle americano após a Segunda Guerra Mundial, período em que tropas dos EUA ocuparam o território para protegê-lo de forças alemãs.

Reação europeia e o interesse estratégico da Groenlândia

Apesar das declarações de Trump, o governo dinamarquês reiterou que não há negociações em curso para a venda do território. A Groenlândia, estrategicamente localizada entre os EUA e a Rússia, é historicamente vista como uma área de grande importância para a segurança do Ártico.

Em resposta às ameaças de Trump, países como Alemanha, França, Reino Unido, Noruega, Holanda e Suécia chegaram a enviar tropas militares para a Groenlândia, demonstrando a relevância e a preocupação internacional com a região. Os Estados Unidos já possuem uma base militar na ilha, mas sua presença foi drasticamente reduzida.

Novos negociadores e o futuro do “Domo de Ouro”

O presidente americano informou que o vice-presidente JD Vance, o secretário de Estado Marco Rubio e o enviado especial Steve Witkoff, entre outros, serão responsáveis pelas futuras negociações sobre a Groenlândia e o “Domo de Ouro”, reportando-se diretamente a ele. A expectativa é que novas informações sejam divulgadas à medida que as conversas progridem.

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