Donald Trump assina decreto para impulsionar importação de carne bovina da Argentina, buscando baratear o produto nos Estados Unidos.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou na última sexta-feira (6) a assinatura de um decreto que visa ampliar significativamente a entrada de carne bovina argentina em território americano. A medida, divulgada pela Casa Branca, faz parte de uma estratégia para tentar conter a alta dos preços da carne no país.
Segundo o comunicado oficial, a partir de 2026, os Estados Unidos deverão adquirir 80 mil toneladas adicionais de carne bovina argentina anualmente. Essa ampliação ocorrerá em quatro etapas, com incrementos de 20 mil toneladas, sendo que a primeira remessa já tem data marcada para o dia 13 de fevereiro deste ano, com a última carga prevista para ser concluída em 31 de dezembro.
A carne em questão é especificamente a desossada, destinada à produção de embutidos, que representa o principal tipo de carne bovina importada pelos Estados Unidos. A decisão de Trump surge em um cenário de preços recordes da carne bovina americana, o que tem gerado preocupação entre os consumidores e pressionado o governo.
A iniciativa, conforme declarado por Trump, tem como objetivo principal a **redução dos preços da carne bovina nos EUA**, que atingiram patamares históricos. No entanto, produtores americanos expressaram preocupação, vendo a medida como uma potencial ameaça em um momento de altos lucros devido à forte demanda e aos preços elevados do gado.
EUA Enfrentam Escassez e Preços Elevados de Carne Bovina
O rebanho bovino dos Estados Unidos registrou sua menor dimensão desde 1951, conforme dados divulgados pelo Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) no final de janeiro. Essa diminuição no número de cabeças de gado sinaliza que os preços da carne bovina devem permanecer altos para os consumidores americanos, após já terem alcançado recordes no ano anterior.
A redução do rebanho de vacas tem sido uma tendência contínua desde 2019. A seca em estados do oeste americano afetou a disponibilidade de pastagens e elevou os custos de alimentação do gado, forçando pecuaristas a enviarem mais animais para o abate. Além disso, as importações de gado mexicano foram suspensas em maio, devido a preocupações com a propagação da bicheira-do-novo-mundo, uma praga que afeta o gado.
Brasil Assume a Liderança na Produção Mundial de Carne
Em contrapartida à situação nos EUA, o Brasil consolidou sua posição como o **principal produtor de carne do mundo em 2025**, superando os Estados Unidos. Essa é a primeira vez que o Brasil alcança o topo das estatísticas do USDA nesse quesito, refletindo a força e a capacidade produtiva do setor agropecuário brasileiro.
A alta dos preços dos alimentos, incluindo a carne, contribuiu para a queda na confiança do consumidor norte-americano em janeiro, atingindo o menor nível em mais de 11 anos e meio. Essa conjuntura econômica pressiona o governo do presidente Donald Trump a buscar soluções para amenizar o impacto no bolso dos cidadãos.