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Grok Restringe Geração de Imagens no X Após Reações Negativas e Críticas Internacionais

Grok limita geração de imagens no X após reações negativas e críticas internacionais

O Grok, inteligência artificial da xAI, implementou restrições significativas em suas funcionalidades de geração e edição de imagens na plataforma X (antigo Twitter). A partir desta sexta-feira, esses recursos passaram a ser exclusivos para assinantes pagantes do serviço.

Essa alteração busca frear a capacidade do Grok de criar e publicar automaticamente imagens em resposta a publicações ou comentários de usuários no X. A medida surge em um contexto de intensas reações negativas e preocupações levantadas por governos e órgãos reguladores internacionais.

Apesar da restrição, usuários ainda conseguem gerar imagens, incluindo conteúdo sexualizado, através da interface direta do chatbot Grok dentro do X. O aplicativo independente do Grok, que opera separadamente, também continua a permitir a criação de imagens sem a necessidade de assinatura paga.

A resposta da xAI aos pedidos de comentários, enviada à Reuters, foi uma mensagem automática: “Legacy Media Lies” (mentiras da mídia tradicional). A X, por sua vez, não comentou imediatamente a situação. Conforme informação divulgada pela Reuters, Elon Musk, proprietário do X, afirmou na semana passada que qualquer indivíduo que utilizasse o Grok para criar conteúdo ilegal enfrentaria as mesmas consequências de quem fizesse o upload direto desse material.

Repórter do X Testou a Nova Restrição do Grok

Um repórter da Reuters tentou converter uma foto pessoal em uma imagem de biquíni utilizando o Grok no X, repetindo um pedido comum entre os usuários na última semana. O bot não atendeu à solicitação e informou que a ferramenta de geração de imagens agora está disponível apenas para assinantes pagantes da plataforma de mídia social.

Comissão Europeia Critica Medidas e Mantém Preocupações

A Comissão Europeia, que declarou ilegais e chocantes as imagens de nudez infantil compartilhadas no X, afirmou que as novas restrições do Grok não resolvem suas preocupações fundamentais. “Limitar a geração e a edição de imagens aos assinantes pagantes não muda nossa questão fundamental: com ou sem assinatura paga, não queremos ver essas imagens”, declarou um porta-voz da Comissão.

Outros governos e órgãos reguladores também condenaram o conteúdo explícito gerado pelo Grok no X e alguns iniciaram inquéritos. Eles pressionam a plataforma a detalhar as medidas que está adotando para impedir e remover conteúdo ilegal, especialmente o gerado por ferramentas como o Grok.

Alemanha Classifica Conteúdo como “Industrialização do Assédio Sexual”

O ministro alemão de mídia, Wolfram Weimer, descreveu a onda de imagens de nudez como a “industrialização do assédio sexual”. Essa declaração reflete a gravidade com que o conteúdo gerado e disseminado pelo Grok no X tem sido tratado por autoridades internacionais, evidenciando a complexidade do debate sobre a responsabilidade das plataformas de mídia social na moderação de conteúdo.

Ciência brasileira em risco: Verbas desviadas para emendas e Fundo Eleitoral sufocam pesquisas e futuro do país, alertam especialistas

A comunidade científica brasileira manifesta profunda preocupação com a atual política de cortes orçamentários destinada à ciência e tecnologia. A situação é descrita como “triste”, com um cenário onde o investimento deveria aumentar, mas vem sendo drasticamente reduzido.

A Academia Brasileira de Ciências (ABC) e a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) emitiram um comunicado conjunto criticando veementemente a decisão. Elas ressaltam que essas reduções afetam diretamente a formação de profissionais altamente qualificados, além de fragilizar a capacidade de inovação e a soberania tecnológica do Brasil.

O orçamento público é, de fato, um recurso limitado, mas a ciência deveria figurar como uma prioridade estratégica. Em vez disso, os recursos destinados à pesquisa são frequentemente cortados para abrir espaço a outras alocações de caráter político. Um exemplo claro dessa distorção é a aprovação de vultosos valores para emendas parlamentares e para o Fundo Eleitoral.

Conforme informação divulgada pelas entidades científicas, foram aprovados R$ 61 bilhões para emendas parlamentares e quase R$ 5 bilhões do Fundo Eleitoral para financiar campanhas eleitorais neste ano. Esse movimento evidencia uma alarmante falta de visão estratégica para o desenvolvimento do país a longo prazo.

O futuro de uma nação depende da geração de conhecimento

O futuro de qualquer nação está intrinsecamente ligado à sua capacidade de gerar conhecimento, atrair e reter talentos e fomentar a inovação. Nesse contexto, a ciência atua como um pilar estruturante fundamental para todo esse processo evolutivo.

É comum ouvir críticas de que o Brasil perdeu tempo e ficou para trás em relação a outros países. Muitas nações que eram consideradas mais pobres há algumas décadas alcançaram a vanguarda tecnológica antes do Brasil. A análise de tais casos revela um ponto em comum: um projeto de longo prazo e um investimento robusto em ciência e tecnologia.

Coreia do Sul: Um exemplo de investimento em ciência e tecnologia

A Coreia do Sul é frequentemente citada como um exemplo emblemático de sucesso nesse quesito. Na década de 1970, o Brasil possuía uma economia mais industrializada. No entanto, os sul-coreanos conseguiram realizar uma transição acelerada, saindo de uma economia predominantemente agrária para se tornarem uma nação na fronteira tecnológica, superando o Brasil em quase todos os indicadores econômicos e de desenvolvimento.

Esse salto notável foi o resultado direto de um planejamento de longo prazo e de uma política de industrialização consistente, sustentada por investimentos contínuos e significativos em educação e ciência. Essa abordagem demonstra a importância de priorizar a pesquisa para garantir um futuro próspero e competitivo.

Impacto da falta de investimento na inovação brasileira

A redução de verbas para a ciência tem um impacto direto na capacidade do Brasil de inovar e de desenvolver novas tecnologias. Isso pode levar à dependência de outros países, comprometendo a soberania nacional e a competitividade no cenário global.

A formação de pesquisadores e cientistas também é prejudicada. Bolsas de estudo podem ser cortadas, laboratórios podem ter suas atividades suspensas por falta de insumos e a atração de jovens talentos para a área científica se torna cada vez mais difícil, criando um ciclo vicioso de declínio.