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Grok sob fogo: Entidades exigem remoção do app de lojas após gerar nudez com IA e expor crianças

Entidades pressionam Apple e Google a removerem o Grok das lojas de aplicativos

Organizações de defesa dos direitos digitais estão intensificando a pressão sobre gigantes da tecnologia como Apple e Google para que removam o Grok, a ferramenta de inteligência artificial do X (antigo Twitter), de suas lojas de aplicativos. A demanda surge após a IA ser utilizada para gerar imagens de nudez, incluindo representações de menores de idade, o que gerou forte repercussão internacional.

Jenna Sherman, diretora de campanha da UltraViolet, expressou a urgência da situação em declarações à Reuters, implorando veementemente às empresas que levem o caso a sério. Segundo ela, as lojas de aplicativos estão, inadvertidamente, facilitando um sistema que resulta no abuso sexual de milhares de pessoas, com um foco particular em mulheres e crianças.

A controvérsia ganhou força no final do ano passado, quando a rede social X foi inundada com imagens hiper-realistas de mulheres e menores de idade em trajes sumários, todas criadas com o auxílio da inteligência artificial do Grok. Essa onda de conteúdo explícito desencadeou uma série de reações por parte de autoridades e organizações em todo o mundo.

Como resultado, países como Malásia e Indonésia já implementaram proibições ao Grok, citando o conteúdo explícito como motivo. Paralelamente, autoridades na Europa e no Reino Unido anunciaram o início de investigações e exigiram explicações formais sobre o funcionamento e o controle da ferramenta de IA. Conforme informação divulgada pela Reuters, o X não respondeu às solicitações de comentários sobre a carta, enquanto sua empresa controladora, a xAI, classificou as reportagens como “mentiras da mídia tradicional”. Google e Apple também não se pronunciaram oficialmente sobre o assunto.

Afastamento de parceiros e investigações internacionais

O escrutínio em torno do Grok e do X tem levado algumas organizações importantes a se distanciarem da plataforma. Recentemente, a Federação Americana de Professores anunciou sua saída da rede social em protesto contra as imagens indecentes de crianças produzidas pela inteligência artificial. Essa decisão ressalta a crescente preocupação com a segurança e a ética no uso de tecnologias de IA.

Grok e a polêmica da IA generativa

O Grok, desenvolvido pela xAI, é um modelo de linguagem grande que se destaca por sua capacidade de gerar texto e, neste caso polêmico, imagens. A polêmica reside na falta de filtros eficazes para impedir a criação de conteúdo impróprio e ilegal, especialmente quando se trata de representações de nudez e exploração infantil. A capacidade de gerar imagens realistas levanta sérias questões sobre o potencial de abuso.

Responsabilidade das plataformas de distribuição

A pressão sobre a Apple e o Google foca na responsabilidade que as lojas de aplicativos têm na curadoria e distribuição de softwares. Ao permitirem que aplicativos como o Grok estejam disponíveis em suas plataformas, essas empresas são vistas como facilitadoras da disseminação de conteúdo potencialmente prejudicial. A exigência é que implementem mecanismos mais robustos de verificação e controle.

Futuro do Grok e da IA responsável

O caso do Grok acende um debate mais amplo sobre a regulamentação da inteligência artificial e a necessidade de desenvolvermos IA de forma responsável. A capacidade de gerar conteúdo sintético, embora promissora em muitas áreas, exige salvaguardas rigorosas para evitar que seja utilizada para fins ilícitos e prejudiciais. As ações da Apple e do Google nos próximos dias serão cruciais para definir um precedente.

Aplicativo “Você Morreu?” que monitora quem mora sozinho muda de nome após viralizar globalmente e gerar polêmica

App chinês que monitora quem mora sozinho muda de nome após viralizar e gerar polêmica

Um aplicativo que envia alertas a contatos de emergência caso o usuário não faça login a cada 48 horas anunciou que mudará de nome. A ferramenta, que ganhou notoriedade internacional, está entre os mais vendidos na App Store da Apple na China.

O aplicativo, originalmente chamado “Sileme”, teve seu nome traduzido como “Você Morreu?” e permite que pessoas que vivem sozinhas registrem um contato de emergência. Caso o usuário não acesse o app a cada dois dias, um alerta é enviado ao contato cadastrado.

A empresa informou que, após ampla consideração, o aplicativo adotará a marca global “Demumu” em sua próxima versão. A mudança ocorre após o aplicativo ter “experimentado um crescimento explosivo no exterior”, especialmente após a publicação de uma matéria pela rede britânica BBC.

Apesar da polêmica gerada pelo nome, que polarizou opiniões, muitos usuários expressaram surpresa com a mudança. Conforme relatado por um usuário da plataforma chinesa Weibo, a viralização do aplicativo se deu justamente por seu nome peculiar, que despertou a curiosidade e levou à sua instalação por muitas pessoas.

A missão de segurança do “Demumu”

Em comunicado oficial, a empresa explicou que a transição para “Demumu” visa consolidar sua presença global. A companhia reafirmou que, no futuro, a plataforma manterá sua missão fundacional de **preservar a segurança** e auxiliar pessoas que vivem sozinhas.

A repercussão internacional, impulsionada por veículos como a AFP, contribuiu para o alcance do aplicativo. A mudança de nome, portanto, busca refletir esse crescimento e a nova fase da ferramenta no mercado global.

Viralização e debate sobre o nome

O nome “Sileme”, com sua tradução direta para “Você Morreu?”, gerou intenso debate. Enquanto alguns consideraram o nome chocante ou inadequado, outros o viram como uma forma direta e eficaz de comunicar a **função de segurança** do aplicativo.

A estratégia de marketing, intencional ou não, parece ter sido um sucesso em termos de **visibilidade**, colocando o aplicativo em destaque nas lojas de aplicativos e na mídia internacional. A viralização, em grande parte, é atribuída ao nome que gerou curiosidade e discussões.

O futuro da segurança para quem mora só

A nova marca, “Demumu”, espera manter a base de usuários conquistada e atrair novos. A empresa reforça o compromisso com a **segurança e o bem-estar** de seus usuários, especialmente aqueles que residem sozinhos.

A expectativa é que a mudança de nome não afete a funcionalidade principal do aplicativo, que continua sendo um importante aliado para quem busca uma camada extra de segurança e tranquilidade no dia a dia.