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Editoras Americanas Buscam Participar de Processo Contra Google por Uso Indevido de Livros no Treinamento de IA Gemini

Editoras dos EUA querem se juntar a processo contra Google por treinamento de IA

A Association of American Publishers (AAP), representando grandes editoras dos Estados Unidos, solicitou permissão para intervir em um processo judicial em andamento contra o Google. O litígio acusa a gigante da tecnologia de usar indevidamente obras protegidas por direitos autorais para treinar seus modelos de inteligência artificial, especialmente o gerador de imagens e o modelo de linguagem grande Gemini.

A decisão sobre a participação das editoras caberá à juíza distrital dos EUA, Eumi Lee. A AAP acredita que sua entrada no caso trará uma perspectiva crucial, fornecendo argumentos legais e factuais sólidos que fortalecerão a posição dos autores e criadores de conteúdo.

Atualmente, o processo foi iniciado por um grupo de artistas plásticos que alega o uso indevido de suas obras para treinar um gerador de imagens por IA. Este caso se insere em um contexto maior de ações judiciais movidas por diversos setores criativos, incluindo autores e gravadoras, contra empresas de tecnologia por conta do uso de seus trabalhos no desenvolvimento de inteligência artificial.

A busca por participação das editoras reflete a crescente preocupação com a proteção dos direitos autorais na era da IA. Elas argumentam que sua expertise é fundamental para abordar as complexidades legais e probatórias envolvidas no treinamento de modelos de IA com vastas quantidades de dados, muitos dos quais são obras protegidas.

Obras Citadas e Pedido de Danos

Na última quinta-feira, as editoras apresentaram ao tribunal uma lista com dez exemplos de livros, incluindo obras didáticas, que teriam sido utilizadas indevidamente pelo Google. Entre os autores cujas obras foram citadas estão nomes como Scott Turow e N.K. Jemisin. As editoras buscam uma indenização por danos monetários, ainda não especificada, em nome próprio e de uma classe mais ampla de autores e publicadoras.

Precedentes e Acordos na Indústria

Este movimento das editoras ocorre em um momento em que a indústria de tecnologia já enfrenta escrutínio e ações legais por práticas semelhantes. Um exemplo notório foi o acordo bilionário fechado no ano passado pela Anthropic com um grupo de autores, que processaram a empresa pelo uso de seus trabalhos para treinar o chatbot Claude. O valor do acordo foi de US$ 1,5 bilhão.

A Posição do Google e o Futuro do Treinamento de IA

Porta-vozes do Google foram contatados para comentar sobre o assunto, mas não responderam imediatamente a um pedido de declaração. A posição da empresa sobre o uso de materiais protegidos por direitos autorais no treinamento de seus modelos de IA tem sido um ponto central em diversas discussões legais e éticas.

A Importância da Participação das Editoras no Processo

Maria Pallante, presidente-executiva da Association of American Publishers, destacou a importância da participação das editoras. “Acreditamos que nossa participação fortalecerá o caso, especialmente porque as editoras estão em posição privilegiada para tratar de muitas das questões legais, factuais e probatórias perante a corte”, afirmou em comunicado. A decisão da juíza Eumi Lee será crucial para definir os próximos passos deste caso e suas implicações para o futuro do treinamento de IA e os direitos autorais.

Aplicativo chinês para solteiros “Você está morto?” viraliza com proposta inusitada e atinge o topo das paradas globais

Um novo aplicativo chinês, com um nome peculiar que pergunta “Você está morto?”, está conquistando o mundo. Lançado por uma pequena equipe de três jovens empreendedores nascidos após 1995, o app se tornou um fenômeno viral, alcançando o topo das listas de aplicativos pagos na Apple Store em diversos países.

A proposta do aplicativo, que em breve será globalmente conhecido como Demumu, é oferecer um espaço para solteiros encontrarem companhia. A iniciativa surge em um contexto social chinês onde a solidão é uma realidade cada vez mais presente, com milhões de lares compostos por uma única pessoa.

O sucesso inesperado levou a equipe a considerar novas estratégias para sustentar o crescimento. Uma delas é a implementação de um esquema de assinatura, com o objetivo de cobrir os custos operacionais crescentes. A novidade gerou debate entre os usuários, que expressaram apego ao nome original.

Internautas nas redes sociais chinesas, como o Weibo, demonstraram apreço pelo nome “Você está morto?”. Muitos pediram que a equipe não o alterasse, enquanto outros sugeriram alternativas criativas que mantivessem o tom de questionamento sobre a presença e o estado de vida, como “Você está vivo?” ou “Você está online?”. Essa interação reflete o forte engajamento do público com a identidade única da plataforma. As informações sobre o aplicativo e sua repercussão foram divulgadas pelo jornal estatal Global Times.

O Fenômeno Demumu e o Mercado Chinês

A China enfrenta um cenário de crescente individualismo, com projeções indicando até 200 milhões de lares com uma só pessoa. Essa estatística, divulgada pelo jornal estatal Global Times, aponta para uma taxa de vida solitária superior a 30%, criando um terreno fértil para aplicativos que buscam combater o isolamento social.

O Demumu, anteriormente conhecido pelo seu nome provocativo, surge como uma resposta a essa demanda. A equipe de desenvolvimento, autodenominada Sileme, expressou gratidão pelo apoio entusiasmado dos internautas, destacando que eram uma equipe desconhecida até recentemente. O nome global Demumu será adotado em breve, refletindo a ambição da plataforma de alcançar um público internacional.

Estratégias de Monetização e a Opinião dos Usuários

Diante do rápido crescimento e dos custos associados, a Sileme anunciou a introdução de um esquema de assinatura. O valor de oito yuans (aproximadamente US$1,15) visa garantir a sustentabilidade do serviço. Atualmente, na versão internacional da App Store da Apple, o aplicativo já cobra 8 dólares de Hong Kong para download, o que gerou discussões sobre o modelo de negócio.

A comunidade de usuários, no entanto, demonstrou forte apego ao nome original, “Você está morto?”. Em plataformas como o Weibo, muitos internautas pediram para que a Sileme mantivesse o nome, considerando-o original e marcante. Outros usuários até sugeriram variações, como “Você está vivo?”, “Você está online?” ou “Você está aí?”, evidenciando o impacto cultural e a curiosidade que o nome gerou.

O Futuro da Conexão em um Mundo Solitário

A popularidade do aplicativo chinês para solteiros levanta questões sobre as novas formas de conexão na era digital. Em um mundo onde a solidão é uma preocupação crescente, propostas inusitadas como a do Demumu podem encontrar um eco significativo.

A estratégia de marketing, embora peculiar, parece ter sido eficaz em capturar a atenção do público. A empresa, composta por jovens talentos, demonstra um entendimento das dinâmicas sociais e da necessidade de criar laços em um cenário cada vez mais individualizado. O futuro do Demumu, com seu nome global e sua proposta de conectar pessoas, será observado de perto.