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Estudantes de IA da UFG Faturam até R$ 23 Mil Criando Soluções Inovadoras para Grandes Empresas

UFG Forma Jovens Prodígios em IA: Faturamento Alto e Conhecimento na Vanguarda da Tecnologia

A Universidade Federal de Goiás (UFG) está reescrevendo o futuro da educação tecnológica no Brasil. Lar da primeira graduação em Inteligência Artificial (IA) do país, a instituição se tornou um celeiro de talentos, onde estudantes não apenas absorvem conhecimento, mas também faturam quantias expressivas desenvolvendo soluções de ponta para grandes empresas. Essa sinergia entre academia e mercado tem gerado resultados impressionantes, com alunos alcançando remunerações que superam expectativas e impulsionam suas carreiras.

Esses jovens promissores atuam em projetos grandiosos, muitas vezes colaborando com gigantes da tecnologia e associações renomadas. Um exemplo notório é Daniel Fazzioni, estudante de IA na UFG, que participou da construção do Gaia, um modelo de IA desenvolvido em parceria com o Google e outras entidades. Sua trajetória demonstra o potencial de ganhos e aprendizado na área.

O modelo de aprendizado da UFG, focado na prática e na resolução de problemas, permite que os alunos ganhem experiência real enquanto ainda estão na graduação. Essa abordagem, conhecida como Aprendizado Baseado em Problemas (PBL), prepara os estudantes para os desafios do mercado de trabalho, oferecendo uma formação que vai além da teoria. Conforme informação divulgada pela UFG, esse modelo tem atraído a atenção de outras universidades, interessadas em replicar o sucesso.

A iniciativa da UFG não é apenas um marco para a instituição, mas também para o avanço da tecnologia no Brasil, descentralizando o desenvolvimento de ponta e mostrando o potencial do país em formar profissionais altamente qualificados em IA. A colaboração entre universidade, empresas e órgãos públicos tem sido fundamental para o sucesso deste ecossistema de inovação.

O Caminho da Meritocracia e da Remuneração Progressiva

Os alunos da UFG que se destacam em sala de aula e demonstram aptidão para a IA são convidados a participar de projetos por meio do Centro de Excelência em IA (CEIA) da universidade. Inicialmente, a remuneração, em forma de bolsas, varia entre R$ 500 e R$ 1.200, dependendo do nível de habilidade e da complexidade do projeto. Essa estrutura visa a estimular o desenvolvimento contínuo.

“Trabalhamos a meritocracia do desempenho do discente, o que dá a ele a percepção de que a evolução e o aumento da remuneração dependem do seu próprio desenvolvimento”, explica um porta-voz do CEIA-UFG. Com o acúmulo de experiência e conhecimento, os estudantes são elegíveis para projetos mais qualificados e, consequentemente, mais bem remunerados.

Daniel Fazzioni, de 27 anos, compartilha sua experiência: “Eu cheguei com o desejo de um dia na vida ganhar pelo menos R$ 10 mil depois da graduação. Houve meses em que, somando bolsas e projetos, o valor passou de R$ 23 mil. Jamais imaginei galgar desse modo”. Sua fala evidencia o potencial financeiro e de crescimento profissional que a graduação em IA da UFG oferece.

Aprendizado Baseado em Problemas: Uma Abordagem Inovadora e Críticas

O curso de IA da UFG adota o modelo de Aprendizado Baseado em Problemas (PBL), que prioriza a resolução prática de questões reais em detrimento de aulas puramente teóricas. Essa metodologia incentiva os alunos a estudarem o conteúdo antecipadamente e a utilizarem o tempo em sala para debater dúvidas e soluções. André Martins Dantas, que concluiu o curso em 2025, relata que não é raro os estudantes se aprofundarem nos temas antes mesmo de serem formalmente expostos a eles.

O professor Anderson Soares defende essa abordagem: “O curso foi planejado intencionalmente com poucas disciplinas teóricas, para ter espaço para aprender com exercícios.” Ele argumenta que cursos de tecnologia se tornaram excessivamente teóricos devido a falhas de investimento e falta de inovação pedagógica, e que o modelo da UFG busca resgatar a centralidade do exercício prático na formação.

Apesar de ser uma metodologia eficaz, o PBL não está isento de críticas, com alguns apontando um possível esvaziamento do conteúdo teórico e a monetização do aprendizado. Soares, no entanto, discorda, comparando a situação a um curso de medicina sem hospital, ressaltando que a tecnologia, por sua natureza, necessita de aplicação prática para ter sentido e valor.

CEIA-UFG: Um Polo de Inovação com Forte Investimento Público

O Centro de Excelência em IA da UFG (CEIA-UFG) é um fruto de investimento significativo de recursos públicos, provenientes do Governo de Goiás, via Fapeg, e da administração federal, por meio da Embrapii. Esse aporte financeiro, inclusive, atenuou o risco de diversos projetos desenvolvidos no centro.

Em 2025, o CEIA-UFG movimentou R$ 71 milhões apenas nos 44 projetos financiados pela Embrapii, totalizando R$ 101 milhões em atividades no ano. Essa robustez financeira permite à UFG se consolidar como um expoente em ensino de ponta em IA, com uma nota de corte para o bacharelado que supera a de Medicina e é a mais alta da instituição.

O CEIA-UFG se destaca por ser a unidade Embrapii que mais atrai negócios, fortalecendo iniciativas de alta tecnologia em outras regiões do país, como Paraíba, Paraná e Pernambuco, e contribuindo para o desenvolvimento tecnológico fora do eixo Rio-São Paulo. A colaboração entre universidade, empresas e estudantes gera benefícios mútuos, impulsionando a inovação e a formação de capital humano qualificado.

Estudantes Encontram Independência Financeira e Foco no Conhecimento

A possibilidade de obter independência financeira durante a graduação é um dos grandes atrativos do curso de IA da UFG. Priscila Maia, de 22 anos, relata a preocupação inicial de seu pai, que temia que o trabalho a afastasse dos estudos, assim como aconteceu com ele. No entanto, após entender a dinâmica dos projetos acadêmicos, a família se tranquilizou.

“Logo no primeiro projeto, Priscila já ganhava um valor superior aos rendimentos do pai e da mãe juntos. Hoje, a aluna no terceiro ano está para receber R$ 12 mil, somando as bolsas dos quatro projetos em que atua”, conta uma fonte próxima à estudante. Essa realidade financeira permite que os alunos se dediquem aos estudos com mais tranquilidade e foco.

Apesar da alta remuneração, os estudantes ressaltam que o aprendizado continua sendo a prioridade. “Apesar de a gente ter um salário que é muito alto, tem muitas coisas que importam além disso. Quando eu saí do projeto anterior e entrei no de agora, meu salário desceu um pouquinho. Eu vi que era mais interessante aprimorar uma parte em que eu não era tão boa”, afirma um aluno que prefere não se identificar.

Daniel Fazzioni, recém-formado, mesmo com ofertas de emprego tentadoras, incluindo propostas de R$ 25 mil mensais mais ações, optou por seguir na academia com um mestrado. “No final das contas, o que me faz levantar cada dia é essa busca por conhecimento”, declara ele, evidenciando a paixão pela área que vai além do retorno financeiro imediato.

Influenciadores e Banco Master: Marketing de Massa Vira Milícia Digital? Entenda o Caso

Influenciadores e Banco Master: Marketing de Massa Vira Milícia Digital? Entenda o Caso

O uso de influenciadores digitais para promover produtos e serviços tem se tornado uma tática comum no marketing. No entanto, quando essa estratégia se volta para a defesa de instituições financeiras e o questionamento de órgãos reguladores, como o Banco Central, o debate se intensifica. O caso envolvendo o Banco Master e influenciadores pagos levanta sérias preocupações sobre a linha tênue entre publicidade e manipulação.

A polêmica gira em torno da suposta contratação de influenciadores para defender o Banco Master e criticar a atuação do Banco Central. Essa mobilização artificial nas redes sociais, com a disseminação de conteúdos que podem ter sido criados para influenciar a opinião pública, está sob investigação em órgãos como o Tribunal de Contas da União (TCU) e o Supremo Tribunal Federal (STF).

A prática, conhecida internacionalmente como “astroturfing” – em referência à grama artificial – consiste em criar a ilusão de que um movimento ou opinião é espontâneo e popular, quando na verdade é orquestrado e pago. O que chama a atenção no caso do Banco Master é o alto grau de coordenação e a falta de transparência, aproximando-se de táticas de milícias digitais.

Conforme apurado, o Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar) já analisou situações similares, onde a natureza patrocinada de publicações em redes sociais não é explicitada. Contudo, a gravidade se acentua quando tais campanhas parecem impactar a percepção pública sobre instituições financeiras e a solidez do sistema financeiro nacional. As informações foram divulgadas em reportagens sobre o caso.

A Linha Tênue Entre Opinião e Manipulação

É fundamental distinguir entre a livre expressão de opinião e a disseminação de informações com o intuito de manipular. Pessoas e profissionais têm o direito de expressar suas opiniões sobre o Banco Central ou qualquer outra instituição, e muitas vezes são remunerados por pareceres técnicos especializados. O problema surge quando campanhas organizadas adotam práticas como a divulgação de informações falsas ou enganosas, a ocultação de riscos relevantes, a criação de uma falsa percepção de segurança e o ataque a órgãos de fiscalização.

Quando essas ações ocorrem, o debate transcende o campo da opinião e adentra o território da publicidade enganosa, concorrência desleal e, em casos mais graves, crimes econômicos. A Lei nº 7.492/86, que tipifica crimes contra o Sistema Financeiro Nacional, prevê punições para a divulgação de “informação falsa ou prejudicialmente incompleta sobre instituição financeira”, com pena de reclusão de dois a seis anos e multa.

Embora a lei não tenha sido originalmente concebida para campanhas em redes sociais, ela pode ser aplicada em conjunto com outros dispositivos legais. A manipulação, embora central na discussão, não é expressamente tipificada na lei de crimes financeiros. No entanto, o Código de Defesa do Consumidor prevê punições para quem promove “publicidade que sabe ou deveria saber ser enganosa ou abusiva”, com detenção de três meses a um ano e multa.

Investigação e Lições para o Futuro

A Polícia Federal está conduzindo as investigações sobre o caso do Banco Master. Independentemente do desfecho, o episódio já aponta para tendências preocupantes. A lógica de campanhas coordenadas e inautênticas, antes restrita ao cenário político, migrou definitivamente para o mundo corporativo, adaptando-se às dinâmicas de consumo de conteúdo nas redes sociais.

Um segundo ponto de atenção é o fator confiança. Assim como campanhas anteriores exploraram a desconfiança sobre o sistema eleitoral, o caso do Banco Master parece ter se apoiado na dúvida e no questionamento da atuação do Banco Central. Vídeos de influenciadores, em vez de oferecerem respostas claras, frequentemente lançavam questionamentos, minando a confiança no órgão regulador.

Essas estratégias têm o potencial de afetar mercados, a confiança institucional e as decisões financeiras de milhões de pessoas. No setor financeiro, onde a confiança é um ativo sistêmico, os riscos são amplificados. Milhões de clientes investiram nos fundos do Banco Master, e as práticas da instituição foram investigadas, culminando na decisão do Banco Central de liquidá-la, dada a gravidade das irregularidades apuradas.