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Humans& levanta US$480 milhões em rodada inicial e é avaliada em US$4,5 bilhões com apoio da Nvidia

Startup de IA Humans& atinge impressionante avaliação de US$4,5 bilhões após levantar US$480 milhões em rodada inicial

A corrida pelo desenvolvimento de inteligência artificial de ponta ganha um novo capítulo com o expressivo aporte de US$480 milhões na startup Humans&. A rodada inicial, que atraiu o interesse de grandes investidores, como a Nvidia, uma das maiores impulsionadoras do setor de chips para IA, avaliou a empresa em US$4,5 bilhões.

O movimento financeiro demonstra a confiança do mercado no potencial da Humans& para revolucionar o campo da inteligência artificial. A empresa visa criar sistemas de IA com capacidades aprimoradas de planejamento, aprendizado de longo prazo e memória contextual.

Com uma equipe fundadora que reúne talentos de peso de instituições renomadas como OpenAI, Anthropic, Google DeepMind e Meta, a Humans& se posiciona para acelerar a pesquisa e a aplicação prática de suas inovações.

A ambição da Humans& é clara: desenvolver sistemas de IA que não apenas processem informações, mas que também consigam planejar e aprender por períodos mais extensos, interagir de forma colaborativa com outros sistemas de IA e reter memórias de interações passadas. Conforme divulgado, a empresa pretende vincular estreitamente seu trabalho de pesquisa com os produtos que constrói, garantindo uma aplicação direta e eficaz de suas descobertas.

Fundadores com histórico comprovado em IA e tecnologia

A força motriz por trás da Humans& conta com nomes de peso no cenário da tecnologia e inteligência artificial. Um dos fundadores, por exemplo, é Mohammad Harik, que teve um papel crucial no crescimento inicial do Google, sendo o sétimo funcionário da empresa. Sua experiência inclui o lançamento do Gmail, a idealização do Google Docs e a liderança na aquisição do Android pelo Google.

Outro nome de destaque é Eric Zelikman, cofundador e presidente-executivo. Zelikman possui um histórico relevante no desenvolvimento de IA, tendo trabalhado na xAI de Elon Musk, onde contribuiu com dados de treinamento para o Grok-2. Sua pesquisa se concentra em métodos de aprendizado por reforço, com foco particular em raciocínio.

Nvidia reforça seu papel como investidora estratégica em IA

A participação da Nvidia como uma das principais apoiadoras da Humans& não é surpreendente. A empresa tem se destacado cada vez mais como uma investidora estratégica em startups de IA, impulsionada pela crescente demanda por seus avançados chips, que são essenciais para o treinamento e operação de modelos de inteligência artificial.

O investimento da Nvidia na Humans& sinaliza um alinhamento de interesses, com a startup buscando utilizar a infraestrutura computacional de ponta oferecida pela Nvidia para viabilizar seus ambiciosos projetos em IA.

O futuro da IA com sistemas mais inteligentes e capazes

A Humans& se propõe a ir além das capacidades atuais da IA, buscando criar sistemas que demonstrem um nível de compreensão e autonomia sem precedentes. A capacidade de planejar a longo prazo, aprender continuamente e lembrar de experiências passadas são pilares fundamentais para o desenvolvimento de uma inteligência artificial mais robusta e adaptável.

Com o capital recém-adquirido e uma equipe de especialistas renomados, a Humans& está preparada para enfrentar os desafios e explorar as oportunidades que moldarão o futuro da inteligência artificial. A expectativa é que a startup traga contribuições significativas para o avanço da área.

Europa Prepara Grande Peneira: Tecnologia Chinesa de Alto Risco, Incluindo Huawei, Será Gradualmente Eliminada de Setores Críticos

UE mira Huawei e outras gigantes chinesas em plano de eliminação gradual de tecnologia de alto risco

A União Europeia está se preparando para implementar novas medidas de segurança cibernética que visam reduzir a dependência de tecnologias consideradas de alto risco, com um foco particular em equipamentos e sistemas provenientes da China. Embora o nome de empresas e países não tenha sido explicitamente mencionado pela Comissão Europeia, o órgão executivo do bloco de 27 nações sinaliza um endurecimento significativo na sua postura em relação a fornecedores chineses.

Essa movimentação ocorre em um contexto global de crescentes preocupações com a segurança de infraestruturas críticas e a potencial vulnerabilidade a ciberataques e espionagem. Países como a Alemanha já têm dado passos nessa direção, com a criação de comissões para reavaliar políticas comerciais com Pequim e a proibição de componentes chineses em futuras redes 6G.

Os Estados Unidos, por sua vez, já haviam proibido a aprovação de novos equipamentos de telecomunicações da Huawei e da ZTE em 2022, incentivando a Europa a seguir um caminho semelhante. A nova estratégia da UE busca, portanto, fortalecer a resiliência de suas cadeias de suprimentos de tecnologia da informação e comunicação (TIC).

A chefe de tecnologia da UE, Henna Virkkunen, destacou a importância do novo Pacote de Segurança Cibernética, afirmando que ele fornecerá os meios necessários para proteger as cadeias de suprimentos críticas e combater ataques cibernéticos de forma decisiva. Essa iniciativa promete redefinir o cenário tecnológico dentro do bloco europeu, com implicações significativas para o mercado global de tecnologia. Conforme informação divulgada pela Comissão Europeia, o novo pacote visa aumentar a segurança cibernética em 18 setores-chave.

Setores Críticos Sob Revisão e a Reação Chinesa

O plano da União Europeia abrangerá uma vasta gama de 18 setores considerados essenciais para a segurança e o funcionamento do bloco. Entre eles estão equipamentos de detecção, veículos conectados e automatizados, sistemas de fornecimento e armazenamento de eletricidade, sistemas de abastecimento de água, e drones, juntamente com sistemas anti-drones. Além disso, serviços de computação em nuvem, dispositivos médicos, equipamentos de vigilância, serviços espaciais e semicondutores também foram identificados como áreas críticas.

A China, através de seu Ministério das Relações Exteriores, já manifestou sua insatisfação com os planos europeus. Em resposta a notícias anteriores sobre essas restrições, Pequim declarou que tais medidas não possuem base legal e representam um mero ato de “protecionismo puro e simples”. O ministério chinês solicitou à União Europeia que promova um ambiente de negócios justo, transparente e não discriminatório para as empresas chinesas.

A Europa Endurece a Posição Contra Tecnologia de Alto Risco

A decisão da União Europeia de mirar gradualmente a tecnologia de alto risco, com potencial envolvimento de empresas chinesas como a Huawei, reflete uma tendência crescente de cautela em relação à segurança nacional e à soberania digital. A Europa busca, com essas novas diretrizes, garantir que suas infraestruturas mais sensíveis não estejam sujeitas a riscos inaceitáveis.

Essa abordagem europeia visa não apenas mitigar ameaças cibernéticas, mas também fortalecer a autonomia estratégica do bloco no setor de tecnologia. A eliminação gradual de equipamentos considerados de alto risco promete impulsionar a inovação local e a diversificação de fornecedores, reduzindo a dependência de um único país ou empresa.

O Papel dos Estados Unidos no Incentivo à Europa

A pressão exercida pelos Estados Unidos para que a Europa adote uma postura mais restritiva em relação a empresas de tecnologia chinesas tem sido um fator relevante nesse processo. A proibição de equipamentos da Huawei e ZTE em 2022 nos EUA serviu como um sinal claro de que as preocupações com a segurança cibernética são uma prioridade global.

Ao incentivar a Europa a seguir um caminho semelhante, os EUA buscam criar um frente unida contra o que consideram riscos à segurança nacional e à integridade das redes de comunicação. Essa colaboração transatlântica pode ter um impacto significativo no futuro do mercado global de tecnologia e nas relações comerciais entre a Europa, a China e os Estados Unidos.