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Adeus à Mãe do GPS: Gladys West, a Gênio da Matemática Que Moldou a Navegação Moderna, Morre Aos 95 Anos

A contribuição de Gladys West para o GPS e sua partida aos 95 anos

O mundo da tecnologia e da ciência se despede de uma de suas figuras mais importantes. Gladys West, a matemática norte-americana aclamada como a “mãe do GPS”, faleceu aos 95 anos. O anúncio de sua morte foi feito por sua família no último domingo (data não especificada), em uma postagem emocionante nas redes sociais.

A família informou que Gladys “faleceu em paz ao lado de sua família e amigos e agora está no céu com seus entes queridos”. Embora a causa da morte não tenha sido revelada, sua partida marca o fim de uma era para a ciência e a engenharia, mas seu trabalho continua a nos guiar diariamente.

Gladys West é fundamentalmente reconhecida por sua **contribuição inestimável na criação do modelo matemático** que sustenta o funcionamento do GPS. Seus cálculos foram a base para que hoje possamos nos locomover com precisão, mesmo em lugares desconhecidos, dependendo de um sistema que se tornou indispensável em nossas vidas.

Conforme informação divulgada pela família, a genialidade de Gladys West reside na criação de um **modelo da forma real da Terra**. Essa modelagem foi essencial para calcular com exatidão as órbitas dos satélites, levando em conta as complexas variações gravitacionais e outras irregularidades do nosso planeta. Sem esses cálculos, a precisão que hoje associamos ao GPS seria impossível.

O Legado Matemático por Trás da Tecnologia de Rastreamento

A matemática, com sua profunda compreensão de geometria e física, foi a peça-chave para transformar a teoria em prática no desenvolvimento do GPS. Seus modelos permitiram que os engenheiros projetassem sistemas capazes de determinar a localização de um receptor na Terra com uma margem de erro mínima.

A capacidade de Gladys West de **traduzir conceitos complexos da geometria esférica e da gravitação** em equações aplicáveis foi um feito notável. Ela trabalhou em um período onde a computação ainda engatinhava, o que torna seu trabalho ainda mais impressionante e pioneiro. A precisão de seus modelos garantiu a confiabilidade do GPS.

A Importância da Modelagem da Terra para o Funcionamento do GPS

O Sistema de Posicionamento Global, ou GPS, funciona através de uma rede de satélites que orbitam a Terra. Para que esses satélites possam comunicar sua posição e o tempo com precisão, é necessário um **modelo matemático exato da forma da Terra**, incluindo suas anomalias gravitacionais. Gladys West foi a responsável por desenvolver esse modelo crucial.

A forma da Terra não é uma esfera perfeita, e essas imperfeições, conhecidas como geoide, afetam a forma como os sinais dos satélites se propagam. O trabalho de West permitiu que esses efeitos fossem considerados, garantindo que os cálculos de localização fossem precisos e confiáveis, um avanço que revolucionou a navegação.

O Reconhecimento Tardio de uma Gênio Pioneira

Apesar de sua contribuição monumental, o trabalho de Gladys West e seu papel fundamental no desenvolvimento do GPS só receberam o reconhecimento público merecido nas últimas décadas de sua vida. Ela se formou em matemática e trabalhou por décadas na Força Aérea dos Estados Unidos, onde desenvolveu algoritmos essenciais para o sistema.

Em 2018, Gladys West foi incluída no Hall da Fama da Inovação da Agência de Sistemas de Informação de Defesa (DISA) por seu trabalho com o GPS. Sua história é um lembrete da importância de reconhecer as contribuições de mulheres na ciência e tecnologia, muitas vezes ofuscadas ao longo da história. O legado de Gladys West, a “mãe do GPS”, continuará a nos guiar por muitos anos.

Um Futuro Guiado pela Precisão de Seus Cálculos

Hoje, o GPS é parte integrante de inúmeras aplicações, desde a navegação de carros e aviões até o funcionamento de aplicativos de entrega e serviços de emergência. A **precisão e a confiabilidade** que tornam tudo isso possível são um testemunho direto do trabalho pioneiro de Gladys West.

Sua partida é uma perda, mas sua obra permanece como um marco na história da tecnologia. Os cálculos de Gladys West nos mantêm conectados, nos ajudam a explorar e a encontrar nosso caminho em um mundo cada vez mais digital e interligado. Sua matemática é a base invisível que sustenta grande parte de nossa mobilidade e comunicação moderna.

IA no Trabalho: Geração Z é a mais apreensiva com o impacto da Inteligência Artificial nas carreiras, aponta pesquisa global.

A inteligência artificial (IA) está transformando rapidamente o ambiente de trabalho, e a preocupação com seu impacto nas carreiras é generalizada. Uma pesquisa recente aponta que a Geração Z, composta por jovens trabalhadores, é a mais apreensiva com as mudanças que a IA pode trazer para seus empregos.

O estudo, publicado pela agência de recrutamento Randstad, indica que uma vasta maioria de profissionais acredita que a IA afetará suas tarefas diárias. Este cenário se intensifica com a adoção crescente de chatbots e outras ferramentas de automação por parte das empresas em todo o mundo.

A pesquisa “Workmonitor” da Randstad, que consultou 27.000 trabalhadores e 1.225 empregadores, também analisou mais de 3 milhões de anúncios de emprego. Os resultados são claros: a inteligência artificial e a automação estão redefinindo o mercado de trabalho, especialmente em funções mais transacionais e de menor complexidade.

Diante desse cenário, a demanda por profissionais com habilidades ligadas à IA disparou. As vagas que exigem competências de “agente de IA” registraram um aumento impressionante de 1.587%, segundo o levantamento. Conforme informação divulgada pela agência de recrutamento Randstad nesta terça-feira.

Geração Z lidera preocupações com o futuro do trabalho

A Geração Z, que está entrando no mercado de trabalho ou em fases iniciais de suas carreiras, demonstra maior ansiedade em relação à inteligência artificial. Para esses jovens profissionais, a possibilidade de a IA substituir empregos ou alterar drasticamente suas funções é uma realidade cada vez mais palpável.

Essa apreensão se justifica pelo ritmo acelerado com que as tecnologias de IA estão sendo incorporadas. Ferramentas como chatbots e sistemas de automação avançada já são uma realidade em muitas empresas, e a expectativa é que essa tendência se intensifique nos próximos anos.

Aumento expressivo na demanda por “agentes de IA”

Enquanto alguns temem a substituição, outros veem oportunidades emergentes. A pesquisa da Randstad destacou um crescimento vertiginoso nas vagas que buscam profissionais com habilidades de “agente de IA”. Esse aumento de 1.587% sinaliza uma nova fronteira no mercado de trabalho, onde a colaboração entre humanos e máquinas se torna essencial.

Essas novas funções parecem estar focadas em gerenciar, otimizar e interagir com sistemas de inteligência artificial. A capacidade de trabalhar lado a lado com a IA, aproveitando suas capacidades para aumentar a eficiência e a produtividade, será cada vez mais valorizada pelas empresas.

IA e automação: o fim das tarefas repetitivas?

Os dados da pesquisa sugerem uma clara tendência: a inteligência artificial e a automação estão progressivamente assumindo funções que envolvem tarefas repetitivas e de baixa complexidade. Isso pode significar uma mudança significativa na natureza do trabalho para muitos profissionais.

Por um lado, isso pode liberar os trabalhadores para se concentrarem em atividades mais estratégicas, criativas e de maior valor agregado. Por outro lado, exige uma adaptação rápida, com a necessidade de adquirir novas competências para se manter relevante no mercado de trabalho.

O que esperar do futuro do trabalho com a IA?

A pesquisa da Randstad, realizada em 35 mercados, oferece um panorama global sobre o impacto da IA. A conclusão é que a inteligência artificial não é mais uma promessa distante, mas uma realidade que já está moldando o presente e o futuro do trabalho.

Profissionais e empresas precisam estar atentos a essas transformações. Investir em aprendizado contínuo e no desenvolvimento de habilidades complementares à IA será crucial para navegar com sucesso nesta nova era profissional. A adaptação é a chave para prosperar em um mercado cada vez mais digital e automatizado.