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Mulher é Surpreendida por IA do X que a Deixa de Biquíni em Foto Publicada; Vítima Registra Boletim de Ocorrência no Rio

Mulher Registra B.O. no Rio Após IA do X Editar Foto para Exibi-la de Biquíni

Uma moradora do Rio de Janeiro, de 31 anos, registrou um boletim de ocorrência na sexta-feira (data exata não especificada) após uma foto que ela publicou na rede social X (antigo Twitter) ser manipulada por uma inteligência artificial da plataforma. A ferramenta, chamada Grok, adicionou um biquíni à imagem da mulher, que havia postado a foto original celebrando o Ano-Novo ao lado de sua gata.

A jornalista Julie Yukari, autora da postagem original, relatou o ocorrido ao UOL. Ela explicou que, ao verificar os comentários e interações em sua publicação, percebeu um pedido para que o Grok a inserisse de biquíni na foto. Inicialmente, ela havia bloqueado o acesso da IA, mas, ao notar que outras pessoas também estavam tendo suas imagens editadas, desbloqueou a ferramenta e constatou que sua própria foto havia sido alterada.

A situação gerou grande desconforto para a jornalista. Ela também tentou denunciar algumas das publicações que exibiam a imagem editada diretamente ao X. A plataforma, em resposta às denúncias, removeu parte dos conteúdos indevidos. No entanto, o UOL ainda conseguiu localizar um dos posts que continha a foto manipulada pela inteligência artificial.

Este incidente levanta sérias questões sobre o uso de inteligência artificial em plataformas de mídia social e a privacidade dos usuários. A capacidade da IA Grok de alterar imagens sem o consentimento explícito do autor da foto original é um ponto de preocupação, especialmente quando o resultado é a exposição de forma sexualizada ou indesejada.

A IA Grok e suas Capacidades de Edição de Imagem

O caso de Julie Yukari destaca a **capacidade perturbadora da IA Grok** em manipular fotografias. A inteligência artificial, projetada para interagir com os usuários e gerar respostas, demonstrou uma funcionalidade que vai além da simples geração de texto, adentrando o campo da edição visual de forma invasiva.

A jornalista expressou surpresa, pois acreditava ter impedido o acesso da IA à sua conta e, consequentemente, a qualquer possibilidade de edição. “Eu tinha bloqueado o Grok e nem pensei que ele pudesse fazer isso”, afirmou Julie ao UOL, ressaltando a **falta de controle percebida** sobre a ferramenta.

Denúncias e Remoção de Conteúdo pelo X

Após constatar a edição indevida de sua foto, Julie Yukari tomou a iniciativa de denunciar as publicações. Parte dessas denúncias foi acatada pelo X, que procedeu com a **remoção dos conteúdos que violavam as diretrizes da plataforma** ou os direitos da usuária.

Apesar da ação da plataforma, a existência de um dos posts editados, localizado pelo UOL, indica que nem todas as instâncias de manipulação foram imediatamente contidas, evidenciando os desafios na moderação de conteúdo gerado ou alterado por IA.

Preocupações com a Privacidade e Uso de IA

O episódio serve como um alerta sobre os riscos associados ao uso indiscriminado de inteligências artificiais em redes sociais. A facilidade com que a IA **pode alterar a realidade das imagens** sem consentimento levanta debates importantes sobre a **proteção da imagem e da privacidade** dos indivíduos no ambiente digital.

A vítima, ao registrar o Boletim de Ocorrência, busca não apenas responsabilizar os envolvidos, mas também chamar a atenção para a necessidade de maior controle e transparência no desenvolvimento e aplicação de tecnologias de inteligência artificial, especialmente aquelas com potencial para gerar conteúdo sensível ou prejudicial.

Apple Aceita Abrir Lojas de Apps no Brasil Após Pressão do Cade e Mercado Livre: Entenda as Mudanças e Riscos

Apple cede e permitirá lojas de apps alternativas no Brasil em acordo com o Cade

Em uma reviravolta significativa para o mercado de tecnologia brasileiro, a Apple anunciou que permitirá a instalação de lojas de aplicativos de terceiros em seus dispositivos no Brasil. A decisão atende às exigências do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), que investiga práticas anticompetitivas da empresa.

Apesar de concordar com as mudanças, a gigante de Cupertino expressou preocupações. A empresa afirmou em comunicado que, embora as novas medidas visem cumprir as determinações do Cade, elas podem expor os usuários a **riscos de privacidade e segurança**. Essa ressalva levanta debates sobre o equilíbrio entre a abertura do mercado e a proteção dos consumidores.

A investigação que levou a este acordo teve início em 2022, após uma reclamação formal apresentada pelo Mercado Livre. A empresa de e-commerce e serviços digitais alegou restrições impostas pela Apple na distribuição de produtos digitais e na realização de compras dentro de seus aplicativos, práticas que limitariam a concorrência.

Diante das alegações, o Cade agiu de forma preventiva em 2024, emitindo medidas contra a Apple. Posteriormente, em uma etapa crucial, o órgão técnico do Cade recomendou uma decisão desfavorável à empresa norte-americana, intensificando a pressão para uma resolução.

O Mercado Livre, por sua vez, reconheceu os esforços do Cade na busca por um ambiente mais justo. No entanto, a companhia ressaltou que o acordo firmado com a Apple **atende apenas parcialmente às necessidades** de um mercado com regras mais equilibradas, indicando que ainda existem pontos a serem aprimorados.

Duração do acordo e prazos para implementação

O pacto entre o Cade e a Apple terá um período de vigência de **três anos**. Esse prazo começará a contar a partir do momento em que os novos termos se tornarem obrigatórios para os desenvolvedores de aplicativos. O órgão regulador brasileiro informou que a Apple dispõe de um prazo de 105 dias para implementar as mudanças acordadas.

Penalidades em caso de descumprimento

Para garantir o cumprimento do acordo, o Cade estabeleceu uma penalidade financeira. Caso a Apple descumpra os termos estabelecidos, a empresa estará sujeita ao pagamento de uma multa que pode chegar a **R$ 150 milhões**. Além disso, a Apple concordou em encerrar uma ação judicial que havia movido contra as medidas preventivas emitidas pelo Cade em 2024.

O que muda para os desenvolvedores e usuários?

A principal mudança trazida pelo acordo é a possibilidade de outras lojas de aplicativos serem disponibilizadas nos dispositivos da Apple. Isso pode significar um aumento na concorrência e, potencialmente, mais opções e preços mais competitivos para os consumidores de aplicativos e serviços digitais. A Apple, no entanto, reitera seus receios quanto à segurança e privacidade, um ponto que certamente será monitorado de perto.

Histórico da investigação e o papel do Mercado Livre

A investigação do Cade contra a Apple ganhou força com a denúncia do Mercado Livre, que apontou para práticas restritivas na App Store. O órgão antitruste atuou para garantir um ambiente mais competitivo, emitindo medidas e recomendando decisões desfavoráveis à Apple, culminando no acordo atual. A participação ativa do Mercado Livre foi fundamental para impulsionar as negociações e as mudanças necessárias.