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Criador de Conteúdo dá Dinheiro? Kelvin e Theodoro Revelam a Verdade Por Trás da Fama e Riqueza nas Redes Sociais

A caixa-preta da influência: ser criador de conteúdo dá dinheiro mesmo?

Kelvin, um jovem de 20 anos, sonhava com o básico: ter uma geladeira e saborear uma barra de chocolate Milka. Ele decidiu gravar um vídeo para o TikTok, que em poucas horas viralizou, alcançando milhões de visualizações. Seus sonhos se realizaram, mas o sucesso online não se traduziu diretamente em dinheiro.

Theodoro, de 35 anos, trabalhava no varejo como gerente. A pandemia forçou o fechamento das lojas, e ele começou a produzir conteúdo para a internet, abordando diversos temas. Com o tempo, construiu uma comunidade e ganhou reconhecimento, mas os rendimentos das redes sociais não são sua principal fonte de sustento.

Kelvin e Theodoro são exemplos de influenciadores digitais no Brasil. O país conta com milhões desses profissionais, e a plataforma Influency.me registrou mais de dois milhões de cadastrados em 2025, um aumento expressivo de 64% em relação a 2024.

Apesar da aparente facilidade e da visibilidade instantânea que vídeos virais podem proporcionar, a monetização para criadores de conteúdo é um universo complexo e muitas vezes desafiador. A verdade é que nem todo engajamento se converte em renda, e a construção de uma carreira sustentável como influenciador digital exige mais do que apenas um vídeo de sucesso.

A viralização nem sempre significa lucro

O caso de Kelvin ilustra bem essa dicotomia. Seus vídeos atingiram milhões de pessoas, realizando desejos materiais, mas o retorno financeiro direto das plataformas pode ser limitado. A viralização, por si só, não é uma garantia de estabilidade financeira para muitos criadores.

A popularidade nas redes sociais é um ponto de partida, mas é preciso estratégia para transformá-la em um negócio. Muitos influenciadores precisam diversificar suas fontes de renda, buscando parcerias, publicidade e outras formas de monetização além dos ganhos por visualização.

Construindo uma comunidade como base

Theodoro, por outro lado, focou em construir uma comunidade fiel ao longo do tempo. Essa abordagem, embora possa levar mais tempo para gerar resultados financeiros significativos, tende a criar um público mais engajado e leal. Essa lealdade é valiosa para parcerias com marcas.

A construção de uma comunidade sólida permite que o criador de conteúdo estabeleça uma conexão mais profunda com seus seguidores. Isso se traduz em maior confiança e, consequentemente, em uma maior propensão a consumir produtos ou serviços indicados pelo influenciador.

O mercado de influenciadores digitais no Brasil

O número expressivo de influenciadores digitais cadastrados em plataformas como a Influency.me demonstra o crescimento e a atratividade desse mercado. Em 2025, a plataforma registrou mais de dois milhões de usuários, um salto de 64% em relação ao ano anterior.

Esse cenário competitivo exige que os criadores de conteúdo busquem diferenciação e profissionalismo. Ser um criador de conteúdo de sucesso, que gera renda expressiva, envolve planejamento, consistência e uma boa compreensão das dinâmicas do mercado digital.

Desafios e oportunidades para quem quer viver de influência

A jornada de influenciador digital é repleta de altos e baixos. Enquanto alguns alcançam o sucesso rapidamente, outros levam anos para construir uma carreira sólida e lucrativa. A chave está em entender que a viralização é apenas uma peça do quebra-cabeça.

É fundamental que aspirantes a influenciadores digitais estejam cientes dos desafios, mas também das oportunidades que o meio oferece. Com estratégia, dedicação e um bom entendimento do público, é possível transformar a paixão por criar conteúdo em uma profissão rentável.

Microsoft em Nova Mira do CADE: Investigação por Práticas Anticoncorrenciais no Mercado de Software e Nuvem no Brasil

Cade Investiga Microsoft por Suspeitas de Práticas Anticoncorrenciais no Brasil

A Microsoft está sob investigação no Brasil. A Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) abriu um processo para apurar possíveis infrações à ordem econômica cometidas pela empresa norte-americana. O foco da investigação recai sobre a atuação da companhia nos mercados de software corporativo e computação em nuvem.

A decisão do Cade, divulgada na última sexta-feira (2), atende a uma recomendação da área técnica do órgão antitruste. Essa recomendação, por sua vez, foi baseada em um relatório publicado em julho do ano passado pela Autoridade de Concorrência e Mercados (CMA) do Reino Unido. O documento britânico já havia identificado efeitos negativos à concorrência decorrentes das políticas de licenciamento de softwares da Microsoft naquele país.

Até o momento, a Microsoft no Brasil, quando procurada pela Reuters, não emitiu um posicionamento oficial sobre a abertura do processo investigativo. A ausência de resposta imediata deixa em aberto os próximos passos da empresa diante das acusações.

Este movimento do Cade sinaliza uma atenção crescente às práticas de grandes empresas de tecnologia e seu impacto no mercado brasileiro. A investigação visa garantir um ambiente de negócios mais justo e competitivo para todos os players, especialmente nos setores de software e nuvem, que são vitais para a economia digital.

Análise Detalhada das Políticas de Licenciamento

O cerne da investigação está nas políticas de licenciamento de software adotadas pela Microsoft. O relatório da CMA do Reino Unido apontou que essas políticas podem ter gerado efeitos adversos à concorrência. O Cade buscará entender se práticas semelhantes ou equivalentes ocorrem no Brasil e qual o seu impacto real no mercado nacional.

A análise técnica do órgão brasileiro avaliará como a Microsoft licencia seus produtos, se há alguma forma de condicionamento que prejudique concorrentes ou limite a escolha dos consumidores e empresas. O objetivo é verificar se a empresa está utilizando sua posição dominante para obter vantagens indevidas.

O Papel da Computação em Nuvem na Investigação

Além do software tradicional, a investigação do Cade também abrange o mercado de computação em nuvem. Este é um setor em franca expansão, onde a Microsoft é um dos principais players globais com seus serviços como o Azure. A atuação da empresa neste segmento também será escrutinada.

O órgão antitruste brasileiro buscará entender se as práticas da Microsoft na nuvem corporativa criam barreiras de entrada para novas empresas ou se há alguma forma de vinculação que force clientes a utilizarem seus serviços de nuvem em detrimento de outras ofertas disponíveis no mercado.

Impacto no Mercado Brasileiro e Próximos Passos

A abertura deste processo pelo Cade é um passo significativo para a garantia da livre concorrência no Brasil. A investigação visa proteger tanto as empresas concorrentes quanto os consumidores, assegurando que o mercado de tecnologia opere de forma saudável e inovadora.

Os próximos passos incluirão a coleta de informações adicionais, oitivas de partes interessadas e a análise aprofundada das evidências. Ao final do processo, o Cade poderá determinar a aplicação de sanções, caso as infrações sejam comprovadas, ou arquivar o caso se não houver indícios de irregularidades. A Microsoft terá amplo direito de defesa durante todo o trâmite.