Cláudio Tencati fala sobre adaptação do Botafogo-SP aos desafios do Paulistão, comparando estilo e gramado a jogos do Gauchão
Os primeiros jogos do Botafogo-SP no Campeonato Paulista apresentaram dificuldades que vão além do placar. Depois de empates contra Velo Clube e Noroeste, com gramados pesados e condições climáticas adversas, o técnico Cláudio Tencati fez uma avaliação crítica da equipe e do contexto que tem limitado o desempenho do time.
A equipe, que foi projetada para atuar com posse de bola e mobilidade ofensiva, precisou se adaptar a um estilo mais direto e físicas intensas, características que remetem ao Campeonato Gaúcho, onde Tencati tem experiência prévia. As condições do campo e do clima transformaram as partidas, principalmente o recente empate por 1 a 1 contra o Noroeste, em Ribeirão Preto, em um cenário onde não foi possível observar claramente a evolução técnica e tática do time.
Apesar dos resultados e das dificuldades impostas, o treinador enfatiza que a postura competitiva não pode ser alterada e que a equipe precisa manter uma mentalidade vencedora. Pequenos ajustes já foram feitos, especialmente nos corredores laterais, porém Tencati evita detalhar demais a estratégia para não facilitar a leitura dos adversários.
Conforme informações divulgadas pela fonte fornecida pela comissão técnica, o Botafogo-SP ocupa a 12ª posição do Paulistão com dois pontos, e busca seu primeiro triunfo na competição contra o Red Bull Bragantino, fora de casa, na próxima rodada.
Adaptação ao gramado pesado e estilo de jogo direto
O técnico Cláudio Tencati relatou a sensação de enfrentar jogos no estilo do Gauchão, com muita bola longa e disputa aérea pela segunda bola. Segundo ele, “é muita bola longa, bola direta para a segunda bola. Nossos três no meio, laterais e atacante ficaram regulando em correr para trás e para frente”. Essa dinâmica contrasta com o modelo idealizado para a temporada, que privilegia posse de bola e maior mobilidade ofensiva.
Tencati destacou que o campo pesado, aliado à forte chuva em algumas partidas, prejudicou o desenvolvimento da equipe. No duelo contra o Noroeste, ele comentou que “não dá para ter medidor de evolução por conta do clima, porque poderia ser diferente para nós, que temos equipe mais leve, mais ágil, de posse, e o Noroeste de compactação, marcação forte, jogo mais aéreo”.
Construção do elenco voltado para estilo de jogo desejado
O treinador ressaltou que foi uma exigência da diretoria montar um elenco com atletas capazes de jogar e produzir seguindo o perfil mais leve e móvel. “Nós idealizamos uma equipe para a temporada toda, e foi uma exigência da direção um perfil de atleta para jogar e produzir mais”, comentou. Essa escolha reforça o compromisso do clube em manter uma proposta consistente, ainda que as condições atuais tenham tornado esse processo mais complexo.
Manutenção da postura e mentalidade competitiva
Diante das dificuldades impostas pelo clima e pelas condições do gramado, Tencati enfatizou que o time não pode mudar seu comportamento em campo. “Quando deu para rolar, no segundo tempo, a gente ficou mais recuado, esperando mais. Não podemos mudar o comportamento. É mentalidade vencedora”, afirmou. Para ele, essa atitude é fundamental para que o Botafogo-SP supere os desafios no decorrer do Paulistão.
Pequenos ajustes e foco na próxima rodada
Sobre a evolução entre os jogos, o técnico admitiu pequenos ajustes nos encaixes e jogadas pelos lados do campo, mas preferiu manter detalhes em segredo por segurança estratégica. “De evolução foram mais os encaixes, jogadas pelo corredor principalmente em um setor, que não vou abrir muito porque tem adversário que está sempre lendo a gente”, explicou.
Com dois pontos conquistados até o momento, o Botafogo-SP enfrenta no domingo seguinte, às 18h15, o Red Bull Bragantino, fora de casa, buscando enfim a primeira vitória na competição estadual.