Strada é campeã de vendas em 2025, mas Polo e o novato Tera agitam o mercado automotivo brasileiro

Strada lidera vendas em 2025, mas Polo e o novato Tera agitam o mercado automotivo brasileiro

O cenário automotivo brasileiro em 2025 foi marcado pela consolidação da Fiat Strada como líder de vendas pelo quarto ano seguido. No entanto, a disputa pelo segundo lugar foi acirrada, com o Volkswagen Polo demonstrando força e a chegada do Volkswagen Tera impactando o mercado, especialmente no segundo semestre. O balanço final, divulgado pela Fenabrave, revela um setor em recuperação, com mais de 2,6 milhões de veículos novos emplacados, o melhor resultado desde 2019.

A Fiat Strada, com 142.891 unidades vendidas, reafirmou sua posição de destaque no mercado. A picape compacta, que lidera o ranking desde 2021, mostrou resiliência mesmo com uma leve queda de 1,24% em comparação com o ano anterior. O Volkswagen Polo, por sua vez, se manteve como forte concorrente, acumulando 122.622 emplacamentos, apesar de uma retração de 12,5%.

Um dos grandes destaques de 2025 foi o lançamento do Volkswagen Tera. Embora não tenha tido o ano completo para competir, o novo SUV de entrada da marca surpreendeu ao registrar 48.139 unidades emplacadas, superando diversos modelos já estabelecidos no mercado e mostrando um potencial promissor para os próximos anos. A chegada do Tera contribuiu para a dinâmica do mercado, influenciando as vendas de outros modelos.

Conforme informação divulgada pela Fenabrave, o mercado de veículos novos em 2025 apresentou um crescimento expressivo. Foram emplacados mais de 2,6 milhões de veículos, um aumento de 16,59% em relação a 2023. Esse resultado positivo é o melhor dos últimos seis anos e sinaliza uma recuperação robusta do setor automotivo nacional.

Evolução dos Top 5 e o Impacto do Volkswagen Tera

A Fiat Strada consolidou sua liderança em 2025, com 142.891 unidades emplacadas. O Volkswagen Polo, que chegou a liderar em alguns meses, terminou em segundo lugar com 122.622 unidades. O Fiat Argo garantiu a terceira posição com 102.630 unidades vendidas, um aumento de 12,6% em relação a 2024. O Volkswagen T-Cross se destacou com 92.837 emplacamentos, um crescimento de 10,5%, e o Hyundai HB20 fechou o top 5 com 85.029 unidades, apesar de uma queda de 12,1%.

O Volkswagen Tera, lançado no terceiro trimestre, não teve 12 meses para competir em igualdade, mas suas 48.139 unidades emplacadas o colocaram acima de modelos como o Jeep Renegade e o Fiat Pulse. O desempenho do Tera demonstra a força da Volkswagen em diversificar seu portfólio e atender a diferentes nichos de mercado, prometendo uma briga ainda mais acirrada em 2026.

Queda do Chevrolet Onix e a Dinâmica dos SUVs

Um movimento que chamou a atenção em 2025 foi a queda de posições do Chevrolet Onix, que terminou em sexto lugar com 79.886 unidades, uma redução de 18% em relação a 2024. Mesmo com uma nova versão lançada, o modelo não conseguiu manter o ritmo. Outros SUVs como o Nissan Kicks e o Chevrolet Tracker também ficaram fora do top 10, indicando uma forte concorrência no segmento.

O Volkswagen Polo, apesar de ter sido ultrapassado pelo Tera em alguns meses, mostrou resiliência. A queda em suas vendas a partir de agosto coincidiu com a aceleração do Tera, mas o modelo recuperou parte do volume até dezembro, terminando o ano como o segundo veículo mais vendido. A disputa entre hatches e SUVs continua intensa, moldando o comportamento do consumidor.

Desempenho Mensal e Projeções para 2026

Em dezembro, a Fiat Strada liderou novamente com 14.536 unidades, seguida de perto pelo Volkswagen T-Cross (10.721) e pelo Volkswagen Tera (10.448). O Volkswagen Polo (10.434) e o Fiat Argo (10.256) completaram o top 5 do último mês do ano. O total de emplacamentos em dezembro foi de 267.117 veículos, um aumento de 17,5% em relação a novembro.

Para 2026, a Fenabrave projeta um crescimento mais modesto de 3%, com a expectativa de 2.625.912 veículos vendidos. A entidade aponta o programa Carro Sustentável como um fator crucial para manter o ímpeto do mercado, caso seja ampliado para outros segmentos. Fatores externos, como conflitos globais e políticas tributárias internacionais, também foram considerados na projeção.

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