Atleta queniano que participa da São Silvestre deseja se tornar brasileiro e comenta diferenças nos treinos entre os dois países
Conforme informação divulgada pelo g1, Wilson Maina, um dos destaques da centésima edição da tradicional corrida de rua São Silvestre, quer obter cidadania brasileira. Apesar de se orgulhar de representar seu país de origem, Quênia, Maina revela que busca a cidadania brasileira, valorizando a cultura do país onde vive atualmente.
Morando no Brasil há alguns anos, Maina reside em Pouso Alegre, Minas Gerais, e já conquistou vitórias importantes, como a SPCity Marathon em julho e a Volta Internacional da Pampulha, realizada em dezembro. Ele também participou da São Silvestre no ano passado, terminando na sétima colocação, mesmo enfrentando dificuldades com o tênis durante a prova.
Ao falar sobre seus treinos, Maina comenta que há diferenças fundamentais entre os métodos na África e no Brasil. Segundo o atleta, o apoio coletivo é uma estratégia forte no Quênia, com corredores treinando juntos, ajudando-se mutuamente. No Brasil, ele observa uma cultura mais individualista, na qual cada atleta treina sozinho, diferente do que está acostumado na África.
Maina também revela sua esperança de que um dia um atleta brasileiro conquiste a vitória na São Silvestre, quebrando assim o jejum de atletas nacionais. O nome citado por ele como principal esperança é o do corredor Jonathas Cruz, melhor brasileiro nas duas últimas edições, com o quarto lugar em 2024 e o sexto em 2023.
Assim, a história de Wilson Maina reforça a influência da cultura de treinamentos no desempenho dos atletas brasileiros e africanos na corrida de rua. Sua busca pela cidadania brasileira mostra também a forte ligação que sente com o país, que considera seu novo lar, além de refletir o desejo de se integrar ainda mais ao cenário esportivo nacional.