A diretoria do Santos reafirma o prestígio e a confiança em Juan Pablo Vojvoda apesar do jejum de vitórias e da pressão frente ao desempenho instável no Campeonato Paulista
Quatro partidas sem vitórias, um aproveitamento abaixo do esperado e um ambiente de torcida impaciente colocam em xeque o trabalho do técnico Juan Pablo Vojvoda no Santos. Mesmo assim, a diretoria do clube mantém plena confiança no treinador argentino, encarando este momento difícil como uma etapa necessária da reconstrução do time.
O Peixe estreia na Série A do Campeonato Brasileiro enfrentando a Chapecoense sob desconfiança, e a sequência inclui um clássico decisivo contra o São Paulo pelo Paulista. A contestação da torcida, que se manifestou com vaias e protestos direcionados principalmente ao presidente Marcelo Teixeira, reflete a pressão crescente sobre o clube.
No entanto, a diretoria argumenta que os resultados atuais são frutos de um processo mais amplo e que a responsabilidade não recai somente sobre Vojvoda, destacando a importância de dar tempo para consolidar um novo projeto e montar um elenco competitivo dentro da realidade financeira.
Conforme informação divulgada pelo ge Santos, o presidente Marcelo Teixeira reafirmou publicamente, em 2026, total confiança no trabalho do treinador, frisando que essa trajetória requer paciência e equilíbrio entre as expectativas esportivas e as limitações financeiras.
Processo de reconstrução e mudanças no elenco do Santos
Juan Pablo Vojvoda assumiu o Santos em meio à ameaça de rebaixamento na última temporada, encarregado de salvar o clube da queda à Série B. O argentino promoveu uma profunda reformulação no elenco, com 11 jogadores contratados e mais de 20 saídas, buscando encontrar um novo equilíbrio para o time.
O trabalho do técnico garantiu a permanência na Série A na última rodada com uma vitória decisiva contra o Cruzeiro na Vila Belmiro, que também assegurou a vaga do Santos na próxima Copa Sul-Americana.
Para 2026, o Santos contratou apenas Gabigol e Gabriel Menino até o momento, e busca reforços pontuais para suprir lacunas, como a saída de Guilherme para os Estados Unidos, priorizando nomes como Rony. O clube evita gastos excessivos para não comprometer as finanças.
Confiança da diretoria mesmo após o desempenho irregular
Apesar do retrospecto recente, que inclui apenas uma vitória em cinco partidas e jejum de quatro jogos, o presidente Marcelo Teixeira enfatizou que a confiança em Vojvoda é total. Ele destacou que exigir resultados imediatos sem dar suporte ao técnico, que enfrenta uma reconstrução complexa com material humano limitado, seria irresponsável.
Teixeira ressaltou que a responsabilidade pelo momento do clube é compartilhada com a diretoria e demais envolvidos, e que a troca constante de treinadores não resolve as questões estruturais.
Equilíbrio financeiro e objetivo de resgatar o DNA vencedor do Santos
O presidente ainda afirmou que o Santos está buscando equilibrar suas finanças para evitar endividamento, e que o clube trabalhará para retomar seu DNA vencedor com condições sustentáveis. A prioridade é reconstruir a competitividade com planejamento e responsabilidade, preparando o clube para voltar a disputar títulos quando houver estabilidade.
Com essa filosofia, a diretoria aposta que Vojvoda terá tempo para consolidar o trabalho e melhorar os resultados, enquanto o elenco é ajustado para a sequência da temporada.