Ponte Preta vive pior início de temporada da sua história no Paulistão 2026, corre risco virtual de rebaixamento após derrota no dérbi 213

Ponte Preta amarga pior começo de temporada da história com apenas 5% de aproveitamento no Paulistão 2026, situação conturbada deixa time à beira do rebaixamento

Conforme informação divulgada pelo ge, a Ponte Preta iniciou a temporada 2026 de maneira alarmante, sem registrar nenhuma vitória até o momento no Paulistão e com uma derrota recente para o Guarani no dérbi 213 por 1 a 0, consolidando o pior início da história do clube.

Em seis partidas disputadas, a Macaca obteve apenas 1 ponto em 18 possíveis, resultado de cinco derrotas e um empate, além de marcar apenas dois gols, ambos na igualdade por 2 a 2 contra o Noroeste. Essa performance representa um aproveitamento de apenas 5%, situação inédita para o time alvinegro em competições oficiais.

Esse quadro crítico se reflete diretamente na tabela, coloca a Ponte Preta na lanterna da competição, virtualmente rebaixada. A equipe enfrenta forte pressão para vencer as partidas restantes contra Portuguesa e São Paulo, precisando ainda de uma combinação de resultados favorável para escapar do descenso.

Esses números negativos e o rendimento fraco no campeonato têm relação direta com a grave crise financeira vivida pelo clube, com atrasos salariais desde 2025, processos judiciais e restrições para registrar jogadores em três rodadas, forçando o uso intenso da base para compor o elenco.

Histórico negativo e comparação com temporadas passadas

Um levantamento feito pelo ge junto a historiadores da Ponte Preta revela que nunca o clube havia tido um aproveitamento tão baixo nas seis primeiras partidas de uma temporada oficial. Em episódios anteriores, como em 1997 e 1984, a equipe também demorou a vencer, mas conseguiu pontuar mais, com empates e uma maior regularidade.

Até mesmo no conturbado ano de 1995, considerado um dos piores da Macaca com rebaixamentos simultâneos, o time não demorou tanto para conquistar sua primeira vitória como agora. O desempenho atual do time em 2026 é, portanto, um marco negativo histórico para o clube, que enfrenta um desafio muito complexo para se recuperar.

Risco de rebaixamento e cenários possíveis para escapar da degola

A Ponte Preta corre risco virtualmente certo de rebaixamento no Paulistão, estando cinco pontos atrás do primeiro time fora da zona de descenso, o Santos, com apenas seis pontos em disputa nas rodadas finais. O Velo Clube, com quatro pontos, também figura entre os ameaçados.

Para evitar a queda, a Macaca precisaria vencer os próximos dois jogos, contra Portuguesa e São Paulo, alcançando sete pontos. Mesmo com esses resultados, a permanência na elite dependeria de uma combinação de derrotas de adversários diretos, principalmente Santos e Velo Clube, além dos confrontos diretos entre outros times ameaçados como Noroeste, Capivariano e Primavera.

Além da necessidade de pontuar, o time tem a pior diferença de gols entre os ameaçados, com saldo negativo de oito, o que torna ainda mais difícil ultrapassar os concorrentes pela permanência.

Crise extracampo influencia desempenho e limita opções do elenco

A grave crise financeira da Ponte Preta impacta diretamente a performance da equipe. Salários atrasados desde meados de 2025 e processos judiciais impediram o clube de registrar reforços para as três primeiras rodadas do Paulistão, forçando o treinador a recorrer à base para completar o elenco disponível.

Esse contexto explica, em parte, a série de derrotas contra rivais como Corinthians (3 a 0), Velo Clube (1 a 0), Capivariano (2 a 0), São Bernardo (1 a 0) e Guarani (1 a 0). Além disso, o time empatou apenas uma vez com o Noroeste (2 a 2), acumulando uma campanha preocupante que assombra torcedores e dirigentes.

O próximo compromisso, contra a Portuguesa no estádio do Canindé, será decisivo. Ainda sem nenhuma vitória na temporada, uma derrota confirmaria o rebaixamento da Ponte Preta no Campeonato Paulista, agravando ainda mais a crise e a pressão sobre a equipe.

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