Petrobras responde a questionamentos do MPF sobre incidente em poço de petróleo no Amapá
A Petrobras confirmou que atendeu à solicitação do Ministério Público Federal do Amapá (MPF/AP) referente a uma perda de fluido de perfuração ocorrida no poço Morpho, localizado em águas profundas no litoral do estado.
O MPF/AP havia pedido à companhia o envio de todos os documentos já apresentados ao Ibama e a outros órgãos de controle sobre o incidente. A empresa informou ter encaminhado as informações dentro do prazo estipulado.
Segundo a estatal, o fluido perdido é **biodegradável** e está em conformidade com os parâmetros exigidos pela legislação ambiental vigente, assegurando que não houve **dano ao meio ambiente** nem risco à segurança da operação.
Conforme divulgado pelo g1, o MPF/AP informou ter recebido a resposta da Petrobras e que o material está sob análise.
Detalhes sobre a perda de fluido e as ações tomadas
A Petrobras iniciou os procedimentos necessários para a **retirada das duas linhas** onde foram identificados os pontos de perda do fluido de perfuração. As atividades de perfuração no poço Morpho foram **temporariamente paralisadas**, com a sonda mantida em sua posição atual.
A companhia reforça que não há quaisquer problemas com a sonda ou com o poço em si, que permanecem em **condições seguras de operação**. A empresa segue rigorosamente os protocolos de segurança e ambientais.
O que é o fluido de perfuração e suas características
O fluido de perfuração é um componente essencial na abertura de poços de petróleo. Sua formulação é desenvolvida para que possa ser lançado ao mar junto com o cascalho, que são fragmentos de rochas extraídos durante a perfuração.
Devido às suas propriedades físicas específicas, o fluido de perfuração tende a se depositar no fundo do mar, onde passa por um processo de **biodegradação natural**, sem que haja qualquer afloramento à superfície, minimizando impactos.
Localização do poço Morpho
O poço Morpho está situado em uma área de **águas profundas** no litoral do Amapá, a aproximadamente 500 km da foz do rio Amazonas. A exploração nesta região exige o cumprimento de **rigorosas normas ambientais** e de segurança.