Petrobras reduz preço da gasolina para distribuidoras em 5,2%, primeira queda do ano
A Petrobras anunciou uma importante mudança em sua política de preços, com a redução do valor da gasolina vendida às distribuidoras. A partir desta terça-feira, 27 de janeiro, o preço médio da gasolina A cairá para R$ 2,57 por litro, representando uma diminuição de R$ 0,14 por litro. Esta é a primeira vez que a estatal ajusta o preço da gasolina para baixo em 2024.
Essa decisão da Petrobras representa uma queda de 5,2% no preço da gasolina que chega às mãos das distribuidoras. A empresa destacou em nota oficial que, desde dezembro de 2022, os preços da gasolina para as distribuidoras já haviam sofrido uma redução acumulada de R$ 0,50 por litro. Considerando a inflação do período, esse valor corresponde a uma diminuição de 26,9%.
No que diz respeito ao diesel, a Petrobras informou que os preços de venda para as distribuidoras serão mantidos inalterados neste momento. A estatal ressaltou que, desde dezembro de 2022, o diesel já acumula uma redução de 36,3% em seus preços, também descontada a inflação.
É fundamental compreender que o preço final pago pelos consumidores nos postos de combustível é influenciado por diversos fatores. Conforme explica a Petrobras, o valor cobrado pela estatal representa aproximadamente um terço do custo total. A informação foi divulgada pela própria Petrobras.
Entenda a composição do preço da gasolina
O preço da gasolina nas bombas é um reflexo de uma cadeia complexa de custos e adicionais. Além do valor que a Petrobras repassa para as distribuidoras, outros elementos compõem o preço final que chega ao consumidor. Estes incluem os custos e as margens de lucro das próprias distribuidoras e dos revendedores nos postos.
Outro componente significativo é o custo do etanol anidro, que é obrigatório em sua mistura com a gasolina A para formar a gasolina C, aquela que efetivamente abastece os veículos. A variação no preço deste biocombustível também impacta o valor final.
Impostos: um peso considerável no bolso do consumidor
Os impostos representam uma parcela expressiva do preço da gasolina. A carga tributária inclui tributos federais, como a Cide (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico), o PIS/Pasep (Programa de Integração Social e de Formação do Patrimônio do Servidor Público) e a Cofins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social). Estes impostos incidem diretamente sobre o combustível.
Além dos impostos federais, o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) estadual também contribui para o preço final. A alíquota deste imposto varia de acordo com cada unidade da federação, o que pode gerar diferenças significativas no valor da gasolina entre os estados brasileiros.
Impacto da redução da Petrobras nos preços de revenda
Embora a Petrobras tenha anunciado a redução de 5,2% no preço da gasolina para as distribuidoras, é importante notar que essa diminuição não se traduzirá, automaticamente, em uma queda proporcional nos postos. A Petrobras reitera que seus preços representam apenas um terço do valor final. Portanto, os custos de distribuição, revenda, a mistura do etanol e a carga tributária estadual e federal são fatores determinantes para o preço que o consumidor paga na bomba.
A empresa continua monitorando o mercado e suas políticas de preço, buscando equilibrar a competitividade com a rentabilidade. As futuras variações no preço da gasolina dependerão da dinâmica desses diversos componentes, bem como das decisões das distribuidoras e revendedores em repassar ou não os ajustes promovidos pela estatal.