Professor suíço apaga 2 anos de pesquisa acadêmica no ChatGPT após clique em configuração de dados

Professor suíço perde dois anos de pesquisa acadêmica por erro no ChatGPT

Um descuido aparentemente pequeno pode ter consequências devastadoras para a vida acadêmica. O professor suíço Marcel Bucher, pesquisador de ciência vegetal na Universidade de Colônia, na Alemanha, viveu essa dura realidade ao perder dois anos de trabalhos acadêmicos após um clique equivocado em uma configuração do ChatGPT.

Bucher utilizava a inteligência artificial diariamente para diversas tarefas, como redigir e-mails, revisar textos, elaborar provas, analisar respostas de alunos e preparar aulas. A ferramenta havia se tornado uma aliada indispensável em sua rotina profissional, otimizando seu tempo e auxiliando em suas pesquisas.

O incidente, relatado pelo próprio professor na revista Nature, ocorreu em agosto do ano passado, mas só foi divulgado publicamente em 22 de janeiro. A perda total dos dados ocorreu após Bucher desativar um recurso de controle de dados na plataforma, buscando testar os limites das funcionalidades da IA.

Contudo, o que parecia um teste inofensivo resultou na **perda irrecuperável de todos os seus chats e trabalhos armazenados** na plataforma. A opção em questão, localizada em “Configurações > Controlar Dados”, teve um efeito drástico e inesperado sobre o acervo de pesquisa do cientista.

A importância do backup e a fragilidade dos dados digitais

O caso de Marcel Bucher serve como um **alerta importante** para todos os usuários de ferramentas digitais, especialmente aquelas que armazenam grandes volumes de informações. A facilidade de uso e a aparente segurança dos sistemas online podem mascarar a fragilidade dos dados se não houverem medidas de segurança adequadas.

O pesquisador de ciência vegetal, que dedicou dois anos de sua carreira à coleta e análise de dados, agora se vê diante do desafio de reconstruir parte de seu trabalho. A situação ressalta a **necessidade crítica de realizar backups regulares** de toda informação importante, independentemente da plataforma utilizada.

ChatGPT: ferramenta poderosa com ressalvas de segurança

O ChatGPT, desenvolvido pela OpenAI, tem se consolidado como uma ferramenta revolucionária em diversas áreas. Sua capacidade de processar e gerar texto, traduzir idiomas e responder a perguntas complexas o tornam um recurso valioso para estudantes, profissionais e pesquisadores.

No entanto, como o episódio demonstra, é fundamental que os usuários compreendam as **configurações de privacidade e controle de dados** oferecidas pela plataforma. A desativação de recursos de segurança, mesmo que com a intenção de testar funcionalidades, pode levar à perda de informações valiosas.

Lições aprendidas com o erro do professor suíço

A experiência de Bucher na Universidade de Colônia é um lembrete de que a tecnologia, por mais avançada que seja, exige **atenção e responsabilidade** por parte de seus usuários. A perda de dois anos de pesquisa acadêmica é um prejuízo imensurável, que pode desmotivar e impactar significativamente a carreira de um cientista.

A comunidade acadêmica e os usuários em geral devem tomar nota deste incidente. A **importância do backup de dados** e a compreensão aprofundada sobre como funcionam as configurações de privacidade em ferramentas como o ChatGPT são essenciais para evitar que erros semelhantes se repitam e causem prejuízos irreparáveis.

BRB pode precisar de R$ 5 bilhões para cobrir perdas com Banco Master, revela diretor do BC em depoimento à PF

BRB pode ter que provisionar até R$ 5 bilhões devido a operações com Banco Master, aponta Banco Central

O Banco de Brasília (BRB) pode ter que separar uma reserva de recursos que pode atingir até R$ 5 bilhões para cobrir eventuais perdas em operações realizadas com o Banco Master. Esta estimativa foi revelada pelo diretor de Fiscalização do Banco Central (BC), Ailton Aquino, em depoimento prestado à Polícia Federal.

O valor é consideravelmente superior aos R$ 2,6 bilhões inicialmente solicitados pelo BC à instituição financeira. A necessidade de um provisionamento maior surge após a análise da qualidade dos ativos que o BRB conseguiu resgatar do Banco Master, que teve sua liquidação extrajudicial decretada pelo BC em novembro.

Aquino explicou que, devido à qualidade dos ativos, o BC está ponderando a necessidade de uma provisão adicional de R$ 2,2 bilhões. Isso eleva o montante total a ser provisionado pelo BRB para mais de R$ 4 bilhões, com a probabilidade de ultrapassar os R$ 5 bilhões em ajustes no balanço da instituição.

O depoimento de Aquino à Polícia Federal ocorreu no final de dezembro e faz parte de um inquérito conduzido pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A investigação apura, entre outros pontos, suspeitas de fraudes nas transações entre o BRB e o Banco Master. O caso ganhou destaque após a liquidação do Banco Master e a prisão de seu proprietário, o empresário Daniel Vorcaro, em novembro, sob suspeita de fraudes bilionárias. Vorcaro foi posteriormente liberado, mas responde a medidas cautelares.

Histórico de preocupações e veto à aquisição

O Banco Central já havia demonstrado preocupação com as operações do BRB com o Banco Master desde março, quando o BRB anunciou a intenção de comprar a instituição. Na época, o BC rejeitou a aquisição após analisar a capacidade financeira do BRB para realizar o negócio. As sinalizações de alerta sobre as transações se intensificaram ao longo do ano.

Defesa de Daniel Vorcaro contesta informações

Em nota, a defesa de Daniel Vorcaro afirmou que as carteiras de crédito negociadas com o BRB foram efetivamente substituídas por outros ativos. Segundo os advogados, todos os ativos estão regularmente registrados no balanço do Banco Master, foram auditados e precificados conforme metodologias formais de classificação de risco, sob supervisão do BC. A defesa alega que o BRB aprovou a aquisição dos ativos dentro dos parâmetros técnicos e contábeis vigentes à época.

A defesa de Vorcaro lamentou a divulgação de trechos de depoimentos fora de contexto e reafirmou a colaboração integral com as autoridades. Confia que a apuração técnica completa dos fatos afastará interpretações equivocadas sobre a realidade das transações.

BC e BRB não comentam o caso

Procurados pela reportagem, o Banco Central e o BRB não forneceram um comentário imediato sobre o depoimento do diretor Ailton Aquino e as estimativas de perdas divulgadas. As investigações sobre as operações entre as duas instituições financeiras seguem em andamento.