Nubank Conquista Aprovação para Operar como Banco nos EUA: O Que Isso Significa para o Futuro do Fintech?

Nubank Recebe Sinal Verde Condicional para Atuar como Banco nos Estados Unidos, Abre Caminho para Expansão Global

O Nubank, um dos maiores bancos digitais do mundo, anunciou nesta quinta-feira (29) um marco significativo em sua trajetória: a obtenção de uma aprovação condicional para operar como banco nos Estados Unidos. A autorização foi concedida pelo Office of the Comptroller of the Currency (OCC), um órgão regulador federal americano.

Esta decisão permite a criação de um novo banco nacional sob a denominação Nubank, N.A. Com a licença completa, a fintech poderá expandir seu portfólio de serviços no mercado americano, incluindo a oferta de contas de depósito, cartões de crédito, empréstimos e custódia de ativos digitais, consolidando sua presença global.

A expansão para os Estados Unidos não significa um abandono dos mercados onde o Nubank já possui forte atuação. A empresa reafirma seu compromisso com o Brasil, México e Colômbia, mas vê a nova licença como uma oportunidade estratégica para inovar e desenvolver a próxima geração de serviços bancários.

A notícia foi divulgada pelo fundador e presidente-executivo do Nubank, David Vélez, que destacou a importância da aprovação como um avanço na estratégia internacional da empresa. A informação foi confirmada pelo próprio Nubank, conforme divulgado em comunicado oficial.

Expansão Estratégica e Liderança no Mercado Americano

A jornada para obter a licença bancária nos Estados Unidos começou com um pedido formal ao OCC em 30 de setembro de 2025. A operação no país será liderada pela cofundadora Cristina Junqueira, que se mudou para os EUA com o objetivo de gerenciar o desenvolvimento do novo negócio. Roberto Campos Neto, ex-presidente do Banco Central do Brasil, assumirá a presidência do conselho de administração.

Cristina Junqueira ressaltou a relevância da aprovação: “Receber a aprovação federal para uma licença de banco nacional é um passo significativo em nossa jornada para nos tornarmos uma instituição regulamentada sólida e competitiva nos EUA”. A aprovação condicional marca o início da fase de organização do novo banco, que ainda depende de autorizações da Federal Deposit Insurance Corporation (FDIC) e do Federal Reserve.

Próximos Passos e Investimento para a Operação nos EUA

O cronograma estabelecido pelos reguladores prevê a capitalização da operação em até 12 meses e a inauguração oficial do banco em até 18 meses. Este processo regulatório está alinhado com o plano da empresa de estabelecer hubs estratégicos em locais-chave dos Estados Unidos, como Miami, a área da Baía de São Francisco, o norte da Virgínia e o Research Triangle, na Carolina do Norte.

Fundado em 2013 e sediado em São Paulo, o Nubank já atende aproximadamente 127 milhões de clientes em seus mercados principais. A subsidiária Nu México também está em processo de obtenção de autorização para operar como banco, aguardando aprovação para iniciar suas atividades. No Brasil, o Nubank é uma instituição financeira plenamente regulamentada desde 2016, e nos EUA, suas ações são negociadas na Bolsa de Nova York desde 2021, sob o código NU.

TikTok Acerta Acordo Bilionário nos EUA e Evita Julgamento por Vício em Redes Sociais, Snapchat Já Haviam Feito o Mesmo

TikTok e Snapchat Fecham Acordos nos EUA, Evitando Julgamento por Vício em Redes Sociais

Em uma reviravolta significativa, o TikTok, plataforma de vídeos curtos amplamente popular entre jovens, chegou a um acordo confidencial nos Estados Unidos para encerrar um processo que o acusava de desenvolver aplicativos que criam dependência.

A notícia surge uma semana após o Snapchat, outro aplicativo de grande sucesso entre o público jovem, ter anunciado um acordo semelhante. Ambos os casos apontam para as principais empresas de tecnologia como responsáveis por criar plataformas viciantes.

O acordo entre a ByteDance, empresa matriz do TikTok, e os demandantes foi anunciado ao juiz durante o início do julgamento em Los Angeles, conforme documentos obtidos pela AFP. Detalhes financeiros do acerto permanecem confidenciais.

Com os acordos firmados com a ByteDance e a Snap Inc., as únicas gigantes da tecnologia que ainda enfrentam acusações neste primeiro e aguardado caso são a Meta, dona do Instagram e Facebook, e a Alphabet, proprietária do YouTube.

A Busca por Soluções para o Vício Digital

O processo judicial buscava responsabilizar as plataformas digitais pela criação de mecanismos que, segundo os acusadores, exploram a psicologia dos usuários, especialmente os mais jovens, para maximizar o tempo de uso e, consequentemente, o engajamento e a receita publicitária.

A alegação central é que o design dos aplicativos, com notificações constantes, rolagem infinita e recompensas intermitentes, contribui para o desenvolvimento de comportamentos compulsivos e dependência, impactando negativamente a saúde mental e o bem-estar dos jovens.

A decisão do TikTok em buscar um acordo, assim como o Snapchat, sugere uma estratégia para evitar um julgamento público que poderia trazer mais escrutínio sobre suas práticas de design e algoritmos, além de potenciais prejuízos financeiros e de reputação.

O Futuro do Vício em Redes Sociais sob o Holofote

Enquanto TikTok e Snapchat buscam deixar para trás as acusações, o foco agora se volta para Meta e Alphabet. O desenrolar desses casos pode estabelecer importantes precedentes sobre a responsabilidade das empresas de tecnologia na criação de ambientes digitais mais saudáveis.

A pressão por maior regulamentação e transparência nas práticas das redes sociais tem crescido globalmente. Acordos como estes, embora confidenciais, indicam um reconhecimento por parte das empresas de que há um problema a ser endereçado.

A expectativa é que, mesmo sem a divulgação de valores, os acordos envolvam compensações financeiras e, possivelmente, mudanças nas políticas e no design dos aplicativos para mitigar os efeitos viciantes, especialmente para o público infanto-juvenil, que é mais vulnerável.

Meta e Alphabet: Os Próximos Passos no Tribunal

A permanência de Meta e Alphabet no processo demonstra a complexidade e a magnitude das acusações. Estas empresas, com seus vastos ecossistemas de redes sociais e plataformas de vídeo, são frequentemente citadas em discussões sobre o impacto do uso excessivo da tecnologia.

O caso contra elas poderá aprofundar o debate sobre a ética no desenvolvimento de algoritmos e a necessidade de salvaguardas mais robustas para proteger os usuários, principalmente crianças e adolescentes, dos riscos associados ao vício em redes sociais.

A indústria de tecnologia enfrenta um momento crucial, onde a inovação deve caminhar lado a lado com a responsabilidade social e a saúde mental de seus usuários, marcando o início de uma nova era na relação entre plataformas digitais e seus consumidores.