Quatro técnicos são demitidos após rodada da 2ª divisão do Paulistão com Grêmio Prudente, Inter de Limeira, São José e XV de Piracicaba

Instabilidade na Série A2 do Campeonato Paulista: quatro treinadores são demitidos após desempenho ruim das equipes na quinta rodada

A quinta rodada da Série A2 do Campeonato Paulista foi marcada por mudanças drásticas nas direções técnicas de quatro clubes. Grêmio Prudente, Inter de Limeira, São José e XV de Piracicaba decidiram interromper a trajetória dos seus treinadores após resultados insatisfatórios nas últimas partidas.

O Grêmio Prudente, ainda sem vitória na competição, demitiu Rogério Corrêa após perder em casa para o Juventus por 2 a 1, mantendo um jejum prolongado na Série A2. A Inter de Limeira também está em crise, com Alberto Félix desligado após sequência sem vitórias e derrota para o Santo André.

São José, que não vence há três rodadas e atualmente possui quatro pontos, demitiu Marcelo Marelli logo após o empate em casa contra o Monte Azul. Por fim, o XV de Piracicaba anunciou a saída de Moisés Egert no domingo, depois de um período de cinco jogos sem vitória.

Conforme informação divulgada, essas movimentações evidenciam a pressão crescente sobre os técnicos na Série A2 do Campeonato Paulista em busca de resultados rápidos.

Crise profunda no Grêmio Prudente leva à demissão de Rogério Corrêa

No sábado, o Grêmio Prudente acumulou mais um resultado negativo e segue sem vencer na Série A2, com dois empates e três derrotas, ocupando a 14ª posição na tabela. Rogério Corrêa, que chegou ao clube em abril de 2025 e tinha no currículo a conquista da Série A3 de 2024 pelo Votuporanguense, foi desligado após a derrota por 2 a 1 para o Juventus em Presidente Prudente. Ao todo, ele comandou o time em 19 partidas, com sete vitórias, nove empates e três derrotas.

Sem treinador definido até o momento, o Grêmio Prudente já se prepara para enfrentar o XV de Piracicaba na próxima quarta-feira às 19h30, em busca da primeira vitória na competição.

Inter de Limeira e São José também apostam em nova direção técnica após resultados ruins

A Inter de Limeira vem de uma sequência negativa de três jogos sem vitórias, incluindo duas derrotas consecutivas. A última foi em casa contra o Santo André, por 1 a 0, resultado que custou o emprego de Alberto Félix. Em cinco partidas sob seu comando, o treinador conseguiu apenas uma vitória, na segunda rodada contra o São Bento.

Já o São José estacionou na 13ª colocação com quatro pontos e também não vence há três jogos. Após o empate em casa com o Monte Azul, a diretoria optou pela demissão de Marcelo Marelli, que esteve à frente da equipe em 19 partidas, acumulando sete vitórias, cinco empates e sete derrotas. A equipe busca reagir na próxima partida contra o São Bento em Sorocaba.

XV de Piracicaba encerra a terceira passagem de Moisés Egert após maus resultados

No domingo, o XV de Piracicaba anunciou o desligamento de Moisés Egert, que estava há pouco mais de um ano no comando da equipe desde o início de 2025. Egert encerra sua terceira passagem pelo clube após 170 jogos e sequência de cinco partidas sem vitória, incluindo duas derrotas e dois empates depois da vitória inicial no campeonato.

O Nhô Quim atravessa momento delicado na Série A2, e a mudança tenta interromper a fase negativa para buscar melhores resultados nas próximas rodadas.

Gastos de Brasileiros no Exterior Disparam em 2025: Dólar em Baixa e IOF em Alta Não Freiam Viagens Internacionais

Brasileiros gastam mais de US$ 21 bilhões no exterior em 2025, maior marca desde 2014

Os gastos de brasileiros em viagens internacionais atingiram um pico histórico em 2025, totalizando US$ 21,7 bilhões. Este valor representa um aumento significativo em relação aos US$ 19,7 bilhões registrados no ano anterior. Segundo dados divulgados pelo Banco Central, este é o maior patamar de gastos no exterior em 11 anos, superando marcas anteriores desde 2014.

Esse expressivo aumento nas despesas internacionais ocorreu em um cenário econômico favorável para o Brasil. O país vivenciou um aumento no nível de atividade econômica, com crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) e elevação da renda da população. Paralelamente, a cotação do dólar apresentou uma forte desvalorização frente ao real.

A desvalorização da moeda americana em 2025 foi notável, com uma queda de 11,18% no Brasil. Essa é a maior retração do dólar em quase uma década, o que tornou itens como passagens aéreas, hospedagens e compras no exterior mais acessíveis para os brasileiros. A influência da moeda estrangeira em serviços e produtos é direta, tornando viagens mais vantajosas quando o dólar está em baixa.

Apesar do cenário propício, os gastos de brasileiros no exterior avançaram mesmo com o aumento do Imposto Sobre Operações Financeiras (IOF) sobre câmbio, implementado em maio de 2025. A elevação da alíquota encareceu a compra de moeda estrangeira, mas não foi suficiente para frear o ímpeto dos viajantes brasileiros. As informações foram divulgadas pelo Banco Central nesta segunda-feira (26).

Dólar em Queda e IOF em Alta: Um Cenário de Contradições para o Turista Brasileiro

O ano de 2025 foi marcado por uma forte desvalorização do dólar no cenário internacional e nacional. No Brasil, a moeda norte-americana recuou 11,18% em relação ao real, configurando o maior recuo em quase 10 anos. Essa queda direta impacta o custo de viagens, tornando passagens, hotéis e despesas em geral mais baratas para quem utiliza o real.

No entanto, o governo brasileiro implementou um aumento no IOF sobre operações de câmbio em meados de maio de 2025. A alíquota para compra de moeda em espécie e remessas para contas no exterior saltou de 1,1% para 3,5%. Anteriormente, essas modalidades eram vantajosas para turistas, pois tinham um IOF menor que o do cartão de crédito, que também teve sua alíquota elevada para 3,5%.

Apesar da elevação do IOF, que visava desestimular a saída de moeda do país, os gastos de brasileiros no exterior continuaram a crescer. A combinação de uma economia doméstica mais forte, com aumento de renda, e um dólar mais barato prevaleceu sobre o custo adicional do imposto, demonstrando a resiliência da demanda por viagens internacionais.

Turismo Estrangeiro no Brasil Bate Recorde em 2025: Um Contraponto Positivo

Enquanto brasileiros exploram o mundo, o Brasil também celebrou um recorde no turismo receptivo em 2025. Os gastos de turistas estrangeiros no país somaram US$ 7,8 bilhões, superando o recorde anterior de US$ 7,34 bilhões registrado em 2024. A série histórica do Banco Central, iniciada em 1995, aponta para um desempenho notável do setor.

O Ministério do Turismo informou que o Brasil recebeu 9,29 milhões de turistas estrangeiros, o maior volume já observado. Esse fluxo impressionante equivale a quase três mil voos internacionais desembarcando em território brasileiro no período, evidenciando a crescente atratividade do país como destino turístico global.

O Ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, destacou a importância das parcerias para alcançar este marco. “Alcançar esse recorde só foi possível graças a uma parceria sólida e consistente entre Ministério do Turismo, Embratur e o trade turístico. Trabalhamos de forma estratégica para mostrar ao mundo a diversidade, a hospitalidade e o potencial do Brasil como um dos grandes destinos turísticos globais”, afirmou o ministro.

Balança Comercial e Contas Externas: Um Quadro Complexo para a Economia Brasileira

Apesar do aquecimento no turismo, as contas externas do Brasil apresentaram um desempenho misto em 2025. A balança comercial, embora tenha registrado um superávit de US$ 59,9 bilhões (metodologia do BC), apresentou uma redução em comparação com o saldo positivo de US$ 65,9 bilhões de 2024.

A conta de serviços, que engloba viagens internacionais, mostrou um déficit de US$ 52,9 bilhões em 2025, uma leve melhora em relação ao saldo negativo de US$ 55,2 bilhões do ano anterior. Já a conta de renda, que inclui lucros, dividendos e juros, manteve o resultado negativo em US$ 81,3 bilhões, sem variação em relação a 2024.

O aumento dos gastos de brasileiros no exterior, mesmo com o IOF mais alto, contribui para o déficit na conta de serviços. O cenário econômico geral, com a valorização do real frente ao dólar e o aumento do poder de compra dos brasileiros, impulsionou tanto as viagens internacionais quanto o turismo receptivo, gerando um dinamismo importante para a economia nacional.