Figo: Não é fruta nem planta carnívora! Descubra o segredo da flor invertida que digere vespas e intriga a ciência

A Verdade Surpreendente por Trás do Figo: Uma Flor Invertida que Alimenta Vespas

Muitas pessoas acreditam que o figo é uma fruta comum, mas a realidade botânica é bem mais intrigante. Na verdade, o figo é uma estrutura floral invertida, que esconde um mecanismo fascinante capaz de digerir a vespa-do-figo, um inseto essencial para sua reprodução.

Apesar dessa capacidade digestiva, o figo não é classificado como uma planta carnívora. Essa distinção é importante e tem raízes na função biológica por trás desse processo. Vamos entender melhor.

O professor Paulo Minatel Gonella, da Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ), explica que a digestão no figo é um mecanismo de defesa e reprodução, diferente da estratégia nutricional das plantas carnívoras.

Para que o figo produza sementes férteis, ele depende da polinização realizada exclusivamente pela vespa-do-figo. O pólen, localizado no interior da flor invertida, só pode ser alcançado por esse inseto especializado, que entra por uma pequena abertura.

Plantas Carnívoras vs. Figo: Uma Diferença Fundamental

A principal diferença entre o figo e as plantas carnívoras reside em suas necessidades e estratégias de sobrevivência. Plantas carnívoras, como explica Gonella, geralmente habitam solos com poucos nutrientes.

Elas capturam insetos para complementar sua dieta, obtendo elementos vitais como nitrogênio e fósforo, essenciais para seu crescimento e sobrevivência em ambientes desafiadores.

O Consumo Comercial do Figo: Sem Vespas à Vista

Para o consumidor, a preocupação de encontrar uma vespa no figo comprado no supermercado é praticamente inexistente. Isso ocorre porque os figos comercializados são cultivados e reproduzidos por métodos que dispensam a polinização natural.

Ao longo do tempo, a pesquisa agrícola focou em desenvolver variedades de figo que atendessem às preferências do consumidor. Como resultado, os figos para consumo possuem predominantemente flores femininas internas e não necessitam de sementes férteis para sua produção.

O Ciclo de Cultivo Moderno do Figo

Além disso, um cuidado especial é tomado durante o desenvolvimento dos figos destinados ao comércio. Eles são ensacados para impedir a entrada das vespas e proteger contra pássaros, que na natureza auxiliam na dispersão de sementes.

Como as sementes desses figos não são férteis, o cultivo para a produção em larga escala é realizado por meio de técnicas como clonagem e estaquia. Essa abordagem garante a propagação das características desejadas da planta, promovendo o enraizamento de partes como ramos no solo.

Santos inicia Brasileirão com derrota amarga, rodízio falho e zaga em crise preocupam torcida e diretoria

Santos tem começo complicado no Campeonato Brasileiro, perdendo por 4 a 2 para a Chapecoense com um time bastante alterado

O Santos abriu sua participação no Campeonato Brasileiro de forma negativa, sucumbindo diante da Chapecoense por 4 a 2 em partida disputada fora de casa na última quarta-feira. A decisão do técnico Juan Pablo Vojvoda de apostar num rodízio amplo, que deixou titulares importantes no CT e no banco, não trouxe o resultado esperado, evidenciando problemas estruturais no elenco.

Além da derrota, o que mais chamou a atenção foi a atuação alarmante de algumas contratações feitas em 2023, com destaque para o zagueiro Alexis Duarte. O desempenho do paraguaio revelou fragilidades defensivas que preocupam não só a comissão técnica, como também a diretoria santista, hoje repelindo novas contratações para a zaga mas podendo ter que rever essa postura.

O ataque santista também sentiu a ausência dos seus principais nomes. Gabigol foi poupado para recuperação e, sem ele, Lautaro Diaz e Caballero não conseguiram se destacar, com falhas técnicas evidentes e troca de jogadores que não surtiram efeito prático no jogo.

Conforme informação divulgada pelo ge, o Santos ainda conta com sinais positivos vindos dos jovens Miguelito e Gabriel Menino, que apesar da derrota demonstraram potencial para ajudar no decorrer da temporada.

Rodízio não gera resultado e zaga segue sendo ponto fraco

O técnico Vojvoda optou por deixar vários titulares fora da viagem e realizar alterações significativas no time para a partida, numa tentativa de descanso e teste de opções. Contudo, o rodízio comprometeu a performance geral e a consistência tática do Peixe.

Entre os destaques negativos da defesa apareceu Alexis Duarte, que participou dos quatro gols sofridos e foi diretamente responsável por pelo menos três falhas graves. Seu desempenho evidenciou a atual falta de confiança na zaga santista, que respinga preocupação na cabeça da comissão técnica e diretoria.

Recentemente, o clube apostou em nomes como Adonis Frias e Zé Ivaldo além de Alexis, o que atualmente impede a busca por reforços para o setor. Porém, diante dos resultados e das atuações deste início de temporada, a cúpula do Santos pode ser obrigada a mudar a estratégia.

Ataque sem ritmo e falhas comprometem chances de reação

No ataque, a ausência de Gabigol foi sentida fortemente. O argentino Lautaro Diaz não correspondeu às expectativas e mostrou dificuldades técnicas que prejudicaram a equipe. Já o meia Caballero demonstrou estar desincronizado com o time, não conseguindo encaixar jogadas nem aproveitar suas chances.

Jogadores jovens como Rollheiser e Barreal ficaram no banco durante a maior parte do confronto, entrando apenas no segundo tempo e sem tempo suficiente para influenciar positivamente.

Sinais positivos de Menino e Miguelito animam para sequência difícil

Mesmo com a derrota, o meio-campo contou com boas atuações de Gabriel Menino e Miguelito. O boliviano parece amadurecer a cada jogo, ganhando intensidade e mais minutos na equipe. Menino ajudou a controlar o ritmo da partida e ainda marcou um golaço no ângulo que deu esperança ao Santos.

Esses nomes podem ser fundamentais para que o clube tente superar as adversidades defensivas e ofensivas que surgiram, principalmente em jogos contra adversários tradicionais pela frente, como o São Paulo, no próximo fim de semana pelo Campeonato Paulista e na rodada seguinte pelo Brasileirão, quando a equipe precisará reagir urgentemente.

Próximos desafios colocam à prova a recuperação do Santos no ano

O Peixe vai enfrentar o São Paulo em dois jogos seguidos, primeiro no Morumbi no sábado às 20h30 pelo Paulistão e na quarta-feira na Vila Belmiro pelo Brasileirão às 20h. Estas partidas serão decisivas para avaliar se o elenco consegue superar as dificuldades atuais e reagir para uma temporada que promete ser de luta intensa contra o rebaixamento.

A campanha inicial reforça a necessidade de ajustes, tanto na escalação quanto na postura em campo, para que o Santos possa apresentar um futebol mais competitivo e consistente nas 37 rodadas restantes do Brasileiro.

Fonte: ge Santos