França Avança em Proibição para Adolescentes nas Redes Sociais: Macron Apoia Medida para Proteger Jovens do Excesso de Telas

França dá o pontapé inicial para barrar adolescentes das redes sociais, visando proteger a saúde mental e o bem-estar dos jovens.

A França deu um passo significativo rumo à proibição do uso de redes sociais por menores de 15 anos. A iniciativa, que conta com o **apoio do presidente Emmanuel Macron**, busca **proteger crianças e adolescentes** dos efeitos nocivos do tempo excessivo diante das telas.

A medida visa combater o impacto das plataformas digitais no desenvolvimento e na saúde mental dos mais jovens. A proposta surge em um momento de crescente preocupação global com o vício em tecnologia e a exposição a conteúdos inadequados.

Após um extenso debate, a câmara baixa do Parlamento francês aprovou os pontos centrais do projeto de lei em sua primeira votação. O placar foi de 116 votos a favor da proposta e 23 contra, demonstrando um **consenso considerável** entre os legisladores sobre a necessidade de ação.

O projeto, de autoria de parlamentares centristas, ainda prevê a **proibição de celulares em escolas de ensino médio**. Este trecho específico será submetido a uma segunda votação, onde o texto integral do projeto será apreciado antes de seguir para o Senado.

Detalhes da Proibição e Próximos Passos no Parlamento

A proposta de barrar adolescentes das redes sociais na França representa uma das tentativas mais firmes de regulamentação digital voltada para o público jovem. A idade de 15 anos foi definida como um limite para o acesso a essas plataformas, considerando a fase de desenvolvimento crucial que os adolescentes atravessam.

O presidente Macron tem se mostrado um defensor ativo dessa medida, enfatizando a importância de criar um ambiente digital mais seguro para as crianças. A ideia é **reduzir a exposição a conteúdos potencialmente prejudiciais e a pressão social** que muitas vezes é amplificada pelas redes sociais.

A votação na câmara baixa, com um resultado expressivo a favor, sinaliza a força do movimento legislativo. Agora, o projeto de lei avança para a próxima etapa, onde o texto completo será analisado em detalhe pelos parlamentares.

Impacto da Proibição e Debate Sobre o Uso de Celulares nas Escolas

Além da restrição no acesso às redes sociais, a proposta também aborda o uso de celulares nas escolas de ensino médio. A intenção é **minimizar distrações e promover um ambiente de aprendizado mais focado** e interativo, longe das notificações constantes e do apelo visual dos smartphones.

A discussão sobre a proibição de celulares em escolas já é um tema recorrente em diversos países, e a França parece estar dando um passo concreto nessa direção. A medida visa não apenas aprimorar o desempenho acadêmico, mas também **incentivar a interação social presencial** entre os alunos.

O caminho para a aprovação final ainda envolve a análise e votação no Senado. Caso seja aprovado, o projeto de lei terá um impacto significativo na forma como os adolescentes franceses interagem com o mundo digital e com as tecnologias em seu cotidiano escolar e social.

Copom em 2026: Juros em 15%? Mercado Aposta em Manutenção da Selic na Primeira Reunião do Ano, Maior Nível em Quase Duas Décadas

Copom deve manter juros em 15% na primeira reunião de 2026, aponta mercado financeiro

A primeira reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central em 2026, marcada para esta quarta-feira (28), deve resultar na manutenção da taxa básica de juros, a Selic, em 15% ao ano. Esta é a expectativa da maioria dos economistas do mercado financeiro, o que configuraria a quinta vez seguida que o Copom decide por manter os juros inalterados neste patamar, o mais elevado em quase 20 anos.

O anúncio da decisão, que impacta diretamente o custo do crédito e o controle da inflação, está previsto para ocorrer após as 18h. A taxa Selic é o principal instrumento do Banco Central para tentar frear a alta dos preços, cujos efeitos são sentidos de forma mais intensa pela população de menor renda.

A projeção indica que o ciclo de cortes na taxa Selic só deve começar em março deste ano, com uma possível redução para 14,5% ao ano. Essa cautela se deve à estratégia do Banco Central de olhar para as projeções futuras da inflação, e não apenas para os dados correntes, pois as alterações na Selic levam tempo para surtir efeito pleno na economia, entre seis e 18 meses.

Conforme informação divulgada pela imprensa, o Banco Central tem como meta de inflação para 2026 o patamar de 3%, com margem de tolerância entre 1,5% e 4,5%. No entanto, com a inflação permanecendo acima da meta por seis meses seguidos em junho, o BC precisou emitir uma carta pública explicando os motivos. A instituição já está focando suas análises no terceiro trimestre de 2027 para definir suas próximas ações.

Economia aquecida justifica cautela do Copom

A estratégia atual do Banco Central para conter a inflação inclui uma desaceleração controlada do crescimento econômico. A lógica é que um ritmo menor de expansão da economia gera menos pressões inflacionárias, especialmente no setor de serviços. A ata da última reunião do Copom, em dezembro, indicou que o chamado “hiato do produto” segue positivo, o que significa que a economia opera acima do seu potencial sem gerar pressões inflacionárias significativas.

Sérgio Samuel dos Santos, economista e especialista em fundos e previdência do Sistema Ailos, reforça a visão de conservadorismo e cautela por parte do Copom em janeiro. “O comitê tem atuado de uma forma muito técnica, o que é positivo, e a manutenção vem em linha com os dados de atividade econômica divulgados na semana passada, do índice de atividade econômica vindo acima do esperado. Temos uma economia ainda crescendo, o mercado de trabalho bastante aquecido, com desemprego nas mínimas”, declarou.

Mercado aguarda consolidação de cenário para iniciar cortes

Gustavo Sung, economista-chefe da Suno Research, também prevê a manutenção da taxa de juros em 15% ao ano. Segundo ele, o Banco Central deve aguardar uma confirmação dos sinais de melhora nos indicadores econômicos antes de iniciar o processo de corte da Selic. “Apesar da melhora gradual do quadro inflacionário, entendemos que o Comitê deve privilegiar uma condução prudente, assegurando que o início do ciclo de cortes ocorra em um ambiente mais consolidado, com maior conforto em relação à dinâmica prospectiva da inflação e à ancoragem das expectativas”, afirmou.

A decisão do Copom nesta quarta-feira será um termômetro importante para as expectativas do mercado sobre o futuro da política monetária no Brasil, especialmente em relação ao ritmo e momento dos futuros cortes na taxa Selic, que busca equilibrar o controle da inflação com o dinamismo da economia.