Mongaguá oferece aulas gratuitas de surfe para moradores e turistas até 12 de fevereiro com foco em inclusão e meio ambiente

Projeto Clínica de Surfe em Mongaguá oferece aulas gratuitas visando democratizar o esporte e conscientizar sobre educação ambiental até 12 de fevereiro

O verão em Mongaguá ganhou um projeto que une esporte, inclusão social e conscientização ambiental. Moradores e turistas da região têm até o dia 12 de fevereiro para participar das aulas gratuitas de surfe promovidas pela Secretaria de Esportes do município em parceria com a ONG Esporte Vida.

As atividades ocorrem no Centro de Mongaguá, em frente à Praça Dudu Samba, e estão disponíveis três vezes por semana durante o período da manhã e da tarde. Esta iniciativa busca tornar o surfe acessível a todos, além de fomentar o bem-estar e a cidadania por meio da prática esportiva.

O projeto complementa a ação da ONG Esporte Vida, que desde 2015 desenvolve o “Projeto Surf Escola”, atendendo 120 crianças e adolescentes da cidade, promovendo habilidades para a vida e um olhar crítico sobre a sociedade.

Conforme informações divulgadas pela Secretaria de Esportes e ONG Esporte Vida, para participar das aulas gratuitas os interessados precisam comparecer nos dias e horários disponíveis e aproveitar essa oportunidade de aprendizagem e integração social.

Detalhes das aulas de surfe gratuitas em Mongaguá

As aulas ocorrem sempre nas segundas, quartas e sextas-feiras, das 8h30 às 11h30 e das 13h30 às 16h30, localizadas no Centro de Mongaguá, em frente à Praça Dudu Samba. Essa estrutura permite que um público amplo, tanto moradores quanto visitantes, participe das aulas e conheça o surfe com todo suporte necessário.

O objetivo é proporcionar um contato inicial com o esporte, com foco na democratização do surfe, transformando a prática em uma ferramenta de transformação social e melhora da qualidade de vida dos participantes.

Projeto Surf Escola e a formação integral dos jovens

A ONG Esporte Vida, responsável pela iniciativa, também desenvolve o projeto principal chamado “Projeto Surf Escola”, voltado para o atendimento de crianças e adolescentes. Atualmente, 120 jovens são acompanhados com foco no desenvolvimento de habilidades para a vida, como disciplina, responsabilidade e consciência ambiental.

Para continuar participando do projeto, os alunos devem apresentar bom rendimento escolar, comportamento adequado e manter frequência nas aulas. Em troca, recebem não apenas o ensino do surfe, mas também conteúdos multidisciplinares que abrangem temas como saúde, solidariedade, turismo e educação ambiental.

Impacto social e ambiental da iniciativa

O projeto vai além do ensino do surfe, ao promover uma relação de respeito com a natureza e o mar por meio da educação ambiental, essencial para a preservação das praias de Mongaguá e para o desenvolvimento sustentável da região.

O esporte torna-se, assim, um caminho para o bem-estar físico e mental, contribuindo para a inclusão social e a formação cidadã dos jovens, reforçando valores que estimulam o comprometimento com a sociedade.

Orçamento Secreto: STF Decide Futuro das Emendas de Relator Antes das Eleições de 2024

STF acelera votação sobre emendas de relator antes do prazo eleitoral

O Supremo Tribunal Federal (STF) está em vias de julgar um dos casos mais importantes relacionados ao uso de verbas públicas, o das chamadas emendas de relator, também conhecidas como orçamento secreto. A decisão está prevista para ocorrer no primeiro semestre deste ano, antes das eleições gerais de outubro.

A urgência em pautar o caso, com o ministro Flávio Dino como relator, visa evitar que a proximidade das eleições e o consequente prazo de desincompatibilização de potenciais candidatos interfiram no julgamento.

Alguns ministros defenderam que o julgamento ocorresse já em março, antes que o período de afastamento de cargos públicos, necessário para quem concorre a eleições, começasse em abril. A presidência do tribunal, no entanto, optou por adiar ligeiramente a data, buscando evitar pedidos de vista que poderiam paralisar o processo.

A definição sobre o orçamento secreto é vista como sensível por envolver diretamente parlamentares que pretendem se candidatar em outubro, conforme informações de ministros da Corte. A proximidade do calendário eleitoral adiciona uma camada de complexidade à discussão sobre o momento ideal para a votação.

O “Inquérito-Mãe” e a Transparência das Emendas

Este processo, considerado o “inquérito-mãe”, é o principal de uma série de ações que investigam possíveis desvios em emendas parlamentares. O foco está nas emendas de relator, mecanismo pelo qual recursos públicos destinados ao Congresso foram utilizados com **falta de transparência** e, em muitos casos, sem comprovação adequada de seu destino.

As investigações atingem figuras importantes do Congresso Nacional e abrangem praticamente todos os partidos políticos. A importância deste inquérito reside no fato de que ele reúne questionamentos que se repetem em outras apurações em andamento no STF, podendo estabelecer diretrizes para casos semelhantes.

As apurações também apontam para a atuação de intermediários, conhecidos como despachantes, que cobravam percentuais para agilizar a liberação de emendas para prefeituras e outras entidades.

Orçamento Secreto Declarado Inconstitucional e Mudanças Insuficientes

Em dezembro de 2022, o STF já havia declarado o orçamento secreto inconstitucional. Em resposta, o Congresso Nacional prometeu aumentar a transparência nos repasses, mas, segundo ministros e técnicos do tribunal, os mecanismos de destinação e prestação de contas dos recursos, que devem atingir R$ 50 bilhões em 2026, ainda se mostram **insatisfatórios**.

Apesar de o Congresso ter editado resoluções e regras internas com a promessa de maior transparência, a avaliação no Supremo é que as mudanças implementadas não foram suficientes para sanar as falhas no controle e na fiscalização dos recursos públicos.

Impacto em Outras Investigações e o Futuro das Emendas

Atualmente, o STF possui pelo menos uma dezena de investigações sobre desvios em emendas parlamentares. Essas apurações, distribuídas entre diversos ministros, caminham em paralelo e levantam suspeitas de irregularidades em estados e municípios.

A expectativa é que o julgamento do “inquérito-mãe” sobre o orçamento secreto tenha um impacto direto e significativo no rumo das demais investigações. A decisão do Supremo poderá definir novos parâmetros para a alocação e fiscalização de verbas parlamentares, buscando garantir maior **transparência e controle** na aplicação do dinheiro público.