SpaceX Mira IPO Histórico de US$ 50 Bilhões, Ligado a Alinhamento Planetário e Aniversário de Elon Musk

SpaceX se prepara para um IPO monumental, com potencial de superar todos os recordes históricos. A empresa de Elon Musk visa arrecadar impressionantes US$ 50 bilhões, o que a colocaria com uma capitalização de mercado de US$ 1,5 trilhão.

Se concretizada, esta oferta pública inicial (IPO) se tornaria a maior da história, eclipsando até mesmo os US$ 29 bilhões levantados pela Saudi Aramco em 2019. A expectativa inicial, divulgada pela Bloomberg em dezembro, já indicava um valor superior a US$ 30 bilhões, o que por si só já seria um marco.

O momento escolhido para essa entrada no mercado de ações tem gerado burburinho, evidenciando o estilo peculiar de Elon Musk, que frequentemente mescla decisões empresariais com elementos pessoais e até mesmo caprichos.

Essa estratégia já foi vista no passado, como em 2018, quando Musk tuitou sobre fechar o capital da Tesla a US$ 420 por ação, uma referência à cultura do 4:20. Agora, a SpaceX parece alinhar sua estratégia financeira com eventos cósmicos e pessoais.

O histórico de resistência de Musk a IPOs e a mudança de rota

No passado, Elon Musk demonstrou relutância em realizar um IPO para a SpaceX. Ele expressou desconforto com o nível de escrutínio público que a Tesla enfrentava como empresa de capital aberto. Havia um receio de que a pressão do mercado por retornos financeiros pudesse desviar o foco principal da SpaceX: a colonização de Marte.

No entanto, as ambições futuras da SpaceX, que demandam investimentos substanciais para o desenvolvimento de novas tecnologias e a expansão de suas operações interplanetárias, parecem ter impulsionado o magnata a reconsiderar sua posição. A necessidade de capital para sustentar essas metas audaciosas tornou a abertura de capital uma opção estratégica.

Alinhamento planetário e datas simbólicas

Fontes indicam que a SpaceX estaria considerando datas específicas para o IPO que coincidem com eventos astronômicos e o aniversário de Elon Musk. Essa escolha não é aleatória e reflete a crença de Musk em momentos auspiciosos e na sincronia entre ambições terrestres e cósmicas.

A SpaceX, sob a liderança de Musk, sempre teve um forte apelo público, alimentado pela visão de um futuro multiplanetário. Um IPO histórico poderia não apenas financiar essa visão, mas também consolidar a empresa como um dos pilares da nova economia espacial, atraindo investidores fascinados pela exploração e pela inovação.

O impacto de um IPO recorde no mercado financeiro e espacial

Um IPO de US$ 50 bilhões da SpaceX seria um divisor de águas no mercado financeiro global. Além de quebrar o recorde da Saudi Aramco, a operação sinalizaria uma nova era de investimentos em empresas espaciais, atraindo atenção e capital para o setor.

A empresa busca não apenas levantar fundos, mas também legitimar seu valor de mercado em US$ 1,5 trilhão. Esse valor reflete a confiança dos investidores no potencial da SpaceX em revolucionar não apenas o transporte espacial, mas também a comunicação, a exploração e, eventualmente, a própria presença humana no espaço.

Diretor do BC em depoimento à PF: “Governança do BRB falhou” na identificação de problemas em créditos do Master

BC aponta falha na governança do BRB em aquisição de créditos do Banco Master

Em depoimento à Polícia Federal, o diretor do Banco Central, Ailton Aquino, afirmou ter certeza de que a **governança do Banco de Brasília (BRB) deveria ter identificado problemas** nos créditos adquiridos do Banco Master. Os vídeos do depoimento, prestado em 30 de dezembro, foram tornados públicos nesta quinta-feira (29) pelo ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF).

A investigação policial busca determinar se houve omissão de gestores do BRB e falhas nos métodos de prudência e governança na aquisição de carteiras que chegaram a representar cerca de 30% dos ativos do banco público. A suspeita é de que o Banco Master, já liquidado pelo BC em novembro por problemas de liquidez, tenha revendido ao BRB ativos por aproximadamente R$ 12 bilhões, sem que estes possuíssem o valor declarado.

Segundo Aquino, a aplicação de técnicas adequadas de análise seria suficiente para verificar a existência real dos créditos. “Tenho certeza que a governança do BRB deveria ter identificado. Não tenho dúvida disso. Aplicando-se técnicas é possível identificação da existência ou não dos créditos. Falha na governança do BRB”, declarou o diretor.

A área de supervisão do Banco Central, conforme relatou Aquino, questionou o BRB diversas vezes, por meio de ofícios formais, sobre a origem e a geração dos créditos adquiridos do Banco Master. O diretor mencionou que a equipe de supervisão “inqueriu muito o BRB em vários ofícios, acerca da geração dos créditos”.

Acreação de versões entre dono do Master e ex-presidente do BRB

O ministro Dias Toffoli também divulgou o vídeo de uma acareação entre o empresário Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, e o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa. Os dois apresentaram versões conflitantes sobre a origem das carteiras de crédito negociadas.

Daniel Vorcaro sustentou que informou ao BRB que as carteiras teriam origem em terceiros, e não diretamente do Master. Ele também afirmou não ter conhecimento, na época da negociação, de que os papéis vendidos pertenciam à empresa Tirreno. “Eram carteiras dos mesmos originadores que faziam originação para o Master, mas não especificamente originadas por nós”, explicou Vorcaro.

Em contrapartida, Paulo Henrique Costa declarou que a informação recebida pelo BRB era de que os créditos foram **originalmente originados pelo próprio Banco Master**. Essa divergência de relatos intensifica as suspeitas sobre a lisura da transação e a falha na **governança do BRB** em sua due diligence.

Banco Master liquidado pelo Banco Central

O Banco Master teve sua liquidação decretada pelo Banco Central em novembro do ano passado, após a identificação de severos problemas de liquidez. A medida visou proteger os depositantes e a estabilidade do sistema financeiro diante das irregularidades apuradas.

A investigação da Polícia Federal e os depoimentos colhidos apontam para uma possível **falha na governança corporativa do BRB**, que teria deixado de realizar uma análise aprofundada sobre a real procedência e o valor dos créditos adquiridos do Master. A omissão na identificação desses problemas pode ter gerado um prejuízo significativo aos cofres públicos.