Trump acusa Powell de custar bilhões aos EUA e o chama de “idiota” após Fed manter juros altos

Donald Trump intensifica críticas a Jerome Powell, presidente do Federal Reserve, após manutenção das taxas de juros nos EUA.

O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a atacar Jerome Powell, presidente do Federal Reserve (Fed), o banco central americano. A investida ocorreu um dia após o Fed decidir por manter as taxas de juros do país inalteradas, fixadas na faixa entre 3,50% e 3,75% ao ano. Trump, em sua rede social Truth Social, expressou forte descontentamento com a decisão, reiterando suas críticas anteriores.

Segundo Trump, Powell não teria motivos para manter os juros americanos em um patamar considerado “tão elevado”. O republicano chegou a chamar o banqueiro central de “idiota”, afirmando que suas ações estão “prejudicando o país e a segurança nacional”. A declaração aponta para um conflito direto entre as visões econômicas do ex-presidente e as do Fed.

O republicano argumentou que a manutenção das taxas de juros está custando aos Estados Unidos “centenas de bilhões de dólares por ano em despesas com juros totalmente desnecessárias e injustificadas”. Ele defende que as taxas americanas deveriam ser as “menores do mundo”, justificando sua posição pela “vasta quantia de dinheiro” que, em sua visão, entra no país devido às tarifas alfandegárias.

A decisão do Fed de interromper o ciclo de cortes de juros e manter as taxas na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano, o menor nível desde setembro de 2022, estava em linha com as expectativas do mercado financeiro. Conforme comunicado pelo Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc), a geração de empregos nos EUA permaneceu baixa, enquanto a taxa de desemprego mostrou estabilidade. A inflação, no entanto, foi destacada como “um pouco alta”. O texto do Fomc também mencionou a incerteza sobre as perspectivas econômicas e os riscos para o duplo mandato do banco central, que visa estimular o emprego e controlar a inflação.

Fed mantém juros e enfrenta pressão de Trump

A decisão do Fomc de não cortar os juros não foi unânime. Dez dirigentes votaram pela manutenção das taxas, enquanto dois se posicionaram a favor de um corte de 0,25 ponto percentual. Um dos que votaram pelo corte foi J. Waller, cotado para assumir a presidência do Fed após o mandato de Powell, evidenciando divergências internas na instituição.

Esta não é a primeira vez que Trump dirige críticas ao Fed e a Powell. Desde o início de seu mandato, o republicano tem pressionado por cortes de juros, visando estimular o consumo e o crescimento econômico. Sem obter o resultado desejado, Trump já ameaçou demitir Powell e o chamou de “burro” e “teimoso” por defender a independência do banco central.

Processo e declarações de Powell aumentam tensão

No início do mês, o Departamento de Justiça dos EUA processou Powell, acusando-o de má administração em uma reforma na sede do Fed e de mentir ao Congresso sobre os gastos. Em resposta, Powell divulgou um vídeo afirmando que a “ameaça de processos criminais é uma consequência do fato de o banco central fixar as taxas baseado na avaliação sobre o que vai beneficiar o público e não seguindo as preferências do presidente”. Ele classificou a ação como “sem precedentes” e a inseriu no contexto de “ameaças e da pressão contínua do governo”.

Mercados atentos à independência do Fed

A forte ofensiva de Trump ao Fed tem gerado cautela nos mercados financeiros. A expectativa é que o republicano anuncie em breve um novo nome para comandar o banco central. Investidores temem que o indicado possa ceder à pressão política por novos cortes de juros, o que poderia comprometer a independência da instituição.

Santos planeja reforços para meio-campo e ataque com foco em volante de pulmão e ponta, lateral-esquerdo também em pauta para temporada 2024

Santos debate reforços para meio-campo, ataque e lateral-esquerdo visando uma equipe mais forte para enfrentar o calendário exigente da temporada

O Santos está em processo de avaliação sobre a necessidade de reforços para a atual temporada, buscando ajustar o elenco diante da sequência intensa de jogos que o clube enfrentará em 2024.

Uma ala da diretoria defende a contratação de um volante com pulmão para dar mais sustentação ao meio-campo e de um ponta, independentemente da possível chegada do atacante Rony, que já é esperado como titular. Além desses setores, a lateral-esquerda também voltou a ser debatida, para aliviar a pressão sobre o jovem Vini Lira, que assumiu a posição após a saída de Souza e a queda de desempenho de Escobar.

No entanto, a defesa não deve receber reforços imediatos, já que a avaliação inicial é que o sistema defensivo do clube poderá ser mantido para esta fase da temporada. Apesar do início ruim no Campeonato Paulista e da derrota por 4 a 2 para a Chapecoense na estreia do Brasileirão, há otimismo sobre a equipe, mas com atenção especial para a inconsistência defensiva que prejudicou os resultados.

Conforme informações divulgadas pelo g1, o clube está ciente dos desafios que o calendário pode impor e acredita ser fundamental um elenco robusto para evitar desgaste e queda de performance ao longo do ano.

Necessidade de reforços no meio-campo para maior resistência física e qualificação

Na composição do meio-campo, o Santos conta atualmente com jogadores como Willian Arão, Zé Rafael e João Schmidt. Contudo, a diretoria avalia que o setor ainda precisa de qualificação para garantir rendimento constante em 2024, especialmente pensando em 2026. O volante defensivo Tomás Rincón está disponível no banco, enquanto Gabriel Bontempo segue em recuperação de lesão.

O perfil buscado é o de um atleta capaz de suportar a sequência intensa de partidas, com boa capacidade física para dar mais equilíbrio ao meio-campo, reforçando a marcação e a transição para o ataque.

Ataque recebe atenção com chegada de Rony e possível contratação de ponta

A chegada do atacante Rony chega para suprir a saída de Guilherme, pontuando o setor ofensivo com qualidade e experiência. Ele já possui status de titular na equipe montada pelo técnico Juan Pablo Vojvoda.

Nas últimas partidas, o treinador chegou a utilizar o ponta Gustavo Caballero, que teve atuação considerada fraca diante da Chapecoense e retrocedeu na lista de opções para o setor. Por isso, a diretoria enxerga com bons olhos a contratação de mais um ponta para garantir competição saudável pela vaga e mais opções para o ataque.

Lateral-esquerda é setor de preocupação após saída de Souza e queda de Escobar

Outro ponto em discussão no Santos é o reforço para a lateral-esquerda. Desde a saída de Souza, o jovem Vini Lira tem atuado como titular, mas as diretorias reconhecem que ele carrega uma grande responsabilidade para a idade e experiência que possui.

A queda significativa no desempenho do lateral-esquerdo Escobar também preocupa, impulsionando a busca por um nome que possa competir e fortalecer essa posição.

Situação atual do Santos e perspectiva para próximos jogos

Apesar do começo complicado na temporada, com posição fora da zona de classificação no Campeonato Paulista e a derrota no Brasileirão, o Santos mantém a confiança na evolução do trabalho técnico e na recuperação dos jogadores. O foco é montar um elenco equilibrado para encarar as dificuldades futuras, sem entrar em ‘modo desespero’.

As movimentações para reforços refletem uma preocupação em evitar que o calendário acabe prejudicando os objetivos do clube no ano, com atenção especial para manter a competitividade em todas as frentes.