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Alpine define meta de performance na Fórmula 1 para 2026 após abandonar temporada de 2025 visando topo do pelotão intermediário

Foco total em 2026: Alpine encerra esforços em 2025 e mira topo do pelotão intermediário na nova era dos motores Mercedes na Fórmula 1

A Alpine, tradicional equipe francesa da Fórmula 1, tomou uma decisão ousada para o futuro ao abandonar precocemente o desenvolvimento do carro para 2025 e concentrar todas as suas energias no projeto da temporada 2026. Em um movimento estratégico de longo prazo, o time de Enstone quer virar a página de um ano difícil, no qual amargou o último lugar no Mundial de Construtores.

O objetivo agora é viabilizar uma reconstrução sólida, mirando não a luta por vitórias imediatas, mas conquistar uma posição de destaque no topo do pelotão intermediário. Segundo o diretor administrativo da Alpine, Steve Nielsen, a inspiração veio da trajetória recente da Williams, que conseguiu dar um salto de performance em curto período sob nova liderança.

Para alcançar esse patamar, a Alpine aposta em sacrificar a temporada de 2025, direcionando esforços para se adaptar rapidamente ao novo regulamento técnico, quando deixará de utilizar motores Renault para se tornar cliente da Mercedes. A esperança é colher benefícios a longo prazo e voltar a ser referência entre as equipes médias da categoria.

Conforme informações publicadas pelo Motorsport.com, Steve Nielsen detalhou o plano nas últimas entrevistas, destacando a necessidade de ‘andar no topo do pelotão intermediário para pontuar em todas as etapas’.

A decisão de abandonar 2025 para maximizar 2026

O diretor da Alpine não escondeu que a escolha de interromper o desenvolvimento do modelo de 2025 é um risco calculado. Nielsen afirmou com clareza: “Espero que ter encerrado o desenvolvimento do carro de 2025 pague dividendos em 2026”. Ele lembrou que, ao priorizar o carro de 2026, a equipe ganha vantagem na complexa preparação dos novos regulamentos e dos ajustes de túnel de vento, etapas fundamentais para criar um monoposto competitivo.

Nielsen citou a rival Haas como exemplo, destacando que, apesar das atualizações no atual campeonato, apostar em um ciclo de desenvolvimento mais longo para 2026 pode ser decisivo. “Eles não colocaram o carro de 2026 no túnel de vento para continuar o desenvolvimento do carro de 2025, e isso me dá uma certa confiança em pensar que seremos pelo menos tão competitivos quanto eles no próximo ano”, acrescentou.

Preparação antecipada como diferencial

Ganhando tempo na corrida tecnológica, a Alpine já começou a adaptar seu túnel de vento para o projeto de 2026 antes de algumas concorrentes. “Fizemos alterações no túnel de vento, é uma iteração lenta, milhares de testes diferentes que iteram em direção às soluções certas”, explicou Steve Nielsen. Para ele, o avanço antecipado pode ser o trunfo decisivo desde o início da nova era técnica da F1.

Além disso, Nielsen acredita que chegar primeiro nessas etapas iniciais de desenvolvimento pode prejudicar adversários que preferiram investir mais tempo nos atuais regulamentos. “Chegar atrasado na execução desses processos deve, espero, ser um fator penalizador para eles”, concluiu o dirigente.

A expectativa da Alpine para o retorno à competitividade

O caminho traçado pela Alpine é ambicioso, mas longe do imediatismo. O plano coloca como hitórico o retorno ao topo do pelotão intermediário, mirando pontuar com regularidade em todas as corridas e pavimentar o caminho para brigas maiores no futuro. A equipe, agora com motores Mercedes em 2026, acredita que a preparação antecipada e a ousadia estratégica podem render frutos, assim como aconteceu recentemente com a Williams.

Os próximos anos serão decisivos para comprovar se o abandono de 2025, inicialmente doloroso para os torcedores, será recompensado na batalha entre as principais equipes médias. Conforme detalhado pelo Motorsport.com, a Alpine aposta todas as suas fichas em estar pronta para o novo horizonte da Fórmula 1.