MPF exige explicações urgentes da Petrobras e Ibama sobre vazamento de fluido na Foz do Amazonas

MPF exige explicações urgentes da Petrobras e Ibama sobre vazamento de fluido na Foz do Amazonas

O Ministério Público Federal (MPF) solicitou, com urgência, explicações detalhadas da Petrobras e do Ibama sobre o recente vazamento de fluido de perfuração ocorrido na Foz do Amazonas. O órgão federal estabeleceu um prazo de 48 horas para que ambas as partes apresentem suas respostas, buscando esclarecimentos sobre o incidente que ocorreu durante atividades de pesquisa exploratória na região.

A medida do MPF integra um inquérito civil instaurado em 2018, que visa apurar a regularidade do licenciamento ambiental concedido pelo Ibama para o empreendimento da Petrobras. A investigação se intensifica após a divulgação pública do caso, que gerou preocupação sobre os potenciais impactos ambientais na sensível área da Margem Equatorial.

A Petrobras informou ter interrompido a perfuração no local após identificar a perda de fluido em duas linhas auxiliares, que ligam o navio-sonda ao poço Morpho. A empresa assegura que o fluido é à base de água, com aditivos de baixa toxicidade e biodegradável, não apresentando riscos ao meio ambiente ou à população. O Ibama, por sua vez, confirmou ter sido comunicado e afirmou que não houve vazamento de petróleo.

Apesar das declarações de que não houve danos, a atuação do MPF demonstra a necessidade de uma análise aprofundada e transparente sobre o ocorrido. A Foz do Amazonas é uma área estratégica para a exploração de petróleo e gás, mas também alvo de críticas por parte de ambientalistas devido à sua relevância ecológica. Acompanhe os desdobramentos desta investigação.

Petrobras detalha incidente e garante segurança da operação

Conforme comunicado pela Petrobras, a perda de fluido de perfuração foi identificada no último domingo, em duas linhas auxiliares que conectam a sonda ao poço Morpho, localizado a aproximadamente 175 quilômetros da costa do Amapá. A companhia informou que a situação foi imediatamente contida e isolada, com as linhas afetadas sendo levadas à superfície para avaliação e reparo. A Petrobras ressaltou que a sonda e o poço permanecem em total segurança, e que o fluido liberado atende aos limites de toxicidade permitidos e é biodegradável.

Ibama confirma comunicação e aponta fluido biodegradável

O Ibama informou ter recebido a Comunicação Inicial de Incidente da Petrobras via Sistema Nacional de Emergências Ambientais (Siema). Segundo o órgão ambiental, a estatal declarou que as operações foram interrompidas, as linhas afetadas isoladas em superfície e a válvula de fundo mantida fechada, paralisando a descarga. O Ibama confirmou que o material liberado foi um fluido hidráulico biodegradável, e que não houve vazamento de petróleo. As causas do incidente estão sob apuração.

Margem Equatorial: área de grande potencial e debate ambiental

A perfuração na Foz do Amazonas ocorre em um contexto de grande interesse e debate sobre a exploração de petróleo e gás na Margem Equatorial brasileira. Essa região, que se estende do Amapá ao Rio Grande do Norte, é vista como uma nova fronteira com potencial para se tornar um novo “pré-sal”, com estimativas que apontam para reservas de até 10 bilhões de barris de petróleo.

Inquérito do MPF investiga licenciamento ambiental desde 2018

O ofício do MPF enviado à Petrobras e ao Ibama está inserido no âmbito de um inquérito civil instaurado em 2018. O objetivo principal é apurar a regularidade do licenciamento ambiental concedido pelo Ibama para o empreendimento de exploração na Foz do Amazonas. A atuação do MPF visa garantir que todas as etapas do processo, desde a autorização até as operações em campo, estejam em conformidade com a legislação ambiental vigente.

A atividade de pesquisa exploratória na área, autorizada pelo Ibama em outubro de 2023, tem previsão de duração de cerca de cinco meses. Apesar de ser uma fase de pesquisa e não de produção, a permissão para a perfuração é vista como um avanço significativo para a exploração na região, intensificando as discussões sobre os riscos e benefícios dessa atividade.

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