Maduro Capturado: Dólar e Bolsa Brasileira em Montanha-Russa com Crise na Venezuela e Projeções do BC

Mercados em Alerta: Captura de Maduro Pelos EUA Gera Volatilidade no Dólar e na Bolsa Brasileira

A primeira sessão de negociações de 2026 é marcada por intensa volatilidade nos mercados financeiros brasileiros. A captura de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos em uma operação militar domina as atenções globais e reverbera diretamente na economia, afetando cotações do dólar e o desempenho da bolsa de valores.

Enquanto isso, investidores no Brasil também monitoram de perto as projeções econômicas divulgadas pelo Banco Central, que trazem um panorama para o cenário de juros, inflação, crescimento do PIB e câmbio. Mudanças na composição do Ibovespa, o principal índice da bolsa, também entram no radar.

A reação inicial dos mercados reflete a incerteza gerada pelos desdobramentos da crise venezuelana, que impacta diretamente os preços de commodities como o petróleo. A expectativa é de que novas informações sobre o futuro político da Venezuela e as sanções impostas pelos EUA continuem a influenciar as negociações.

No cenário doméstico, as projeções do Boletim Focus do Banco Central oferecem um contraponto, indicando uma possível estabilidade em alguns indicadores-chave. Conforme informações divulgadas pelo Banco Central, os economistas revisaram suas expectativas para a inflação e o câmbio.

Impacto da Captura de Maduro nos Mercados Globais

A operação militar dos Estados Unidos que resultou na captura de Nicolás Maduro é o principal motor de instabilidade global nesta segunda-feira. Em Nova York, Maduro deve comparecer a uma audiência ainda hoje, um evento que mantém os investidores em compasso de espera. Os preços do petróleo, embora voláteis, operam próximos da estabilidade, enquanto o ouro registra alta superior a 2%. Títulos da dívida venezuelana sobem com força, impulsionados por expectativas de reestruturação da dívida do país.

Nos Estados Unidos, os mercados futuros em Wall Street iniciaram a semana com leve alta, impulsionados pelo setor de petróleo. Há uma crença de que a mudança no comando da Venezuela pode abrir caminho para empresas americanas acessarem as vastas reservas de petróleo do país, apesar do embargo ainda vigente. Ações de gigantes como Exxon Mobil e Chevron apresentaram ganhos significativos.

As bolsas europeias também operam em alta, com destaque para o setor de defesa. Empresas como Rheinmetall e Leonardo registram fortes ganhos, antecipando um possível aumento nos orçamentos militares e novos desdobramentos geopolíticos. O índice pan-europeu Stoxx 600 avançava 0,48% no início do pregão.

No continente asiático, as bolsas fecharam em forte alta, também com o setor de defesa liderando os ganhos. Em Tóquio, ações de fabricantes de defesa dispararam, e o índice Kospi, na Coreia do Sul, renovou recorde histórico pelo segundo pregão consecutivo. O Nikkei subiu 2,97% e o Kospi avançou 3,43%.

Dólar e Bolsa Brasileira: Movimentos e Projeções

No Brasil, o dólar opera com volatilidade. Por volta das 13h25, a moeda americana recuava 0,22%, cotada a R$ 5,4117. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, avançava 0,46%, alcançando 161.276 pontos. No primeiro pregão de 2026, a moeda americana havia registrado queda de 1,18%, a R$ 5,4238, enquanto a bolsa fechou em baixa de 0,36%, aos 160.539 pontos.

O Ibovespa iniciou 2026 em baixa, após ter acumulado uma impressionante alta de quase 34% no ano anterior, seu melhor desempenho em nove anos. A nova carteira do índice passou a incluir as ações da Copasa (CSMG3) e excluiu os papéis da CVC Brasil (CVCB3), conforme a última prévia divulgada. O acumulado da semana para o dólar é de -0,22%, e para o Ibovespa, de -2,16%.

Boletim Focus: Juros em Queda, PIB Lento e Inflação Sob Controle

O Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central, trouxe as primeiras projeções econômicas do ano. Economistas do mercado financeiro projetam uma queda nos juros, um crescimento mais lento do Produto Interno Bruto (PIB) e inflação dentro da meta. A estimativa de inflação para 2025 caiu para 4,31%, enquanto para 2026 subiu levemente para 4,06%.

A previsão para o crescimento do PIB em 2025 foi mantida em 2,26%, e para 2026, ano de eleições presidenciais, a expectativa também permaneceu estável em 1,80%. Quanto ao câmbio, após o dólar ter recuado mais de 11% em 2025, encerrando o ano a R$ 5,4887, os economistas projetam que a moeda norte-americana termine 2026 em R$ 5,50.

Essas estimativas refletem a primeira rodada de projeções do ano, baseada em pesquisa com mais de 100 instituições financeiras. A previsão para a inflação em 2025 se mantém dentro do intervalo permitido pelo sistema de metas do governo, assim como as projeções para os anos seguintes.

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