Lei do Ex define nomes decisivos no clássico Guarani x Ponte Preta e traz tensão ao dérbi campineiro

Guarani e Ponte Preta entram em campo neste sábado para o dérbi campineiro, onde a ‘lei do ex’ pode pesar, com quatro atletas de cada lado que já defenderam o time adversário e prometem influenciar o clássico

O dérbi entre Guarani e Ponte Preta, marcado para este sábado às 16h no Brinco de Ouro, é carregado de rivalidade e decisões que vão além da tabela. Um dos ingredientes mais sensíveis do confronto é a chamada “lei do ex“, um fator que coloca em destaque atletas que vestiram as duas camisas e podem se tornar cartas decisivas para seus times.

Ambos os clubes possuem quatro jogadores que já passaram pelo rival, e cada um deles carrega histórias e desempenho que podem interferir diretamente no resultado do clássico. Esses nomes, mesmo sem garantias absolutas de titularidade, são tratados com atenção redobrada pelos técnicos e torcedores, pois podem decidir momentos importantes da partida.

No Guarani, o goleiro Caíque França é o exemplo máximo dessa dinâmica, com 93 jogos pela Ponte Preta entre 2022 e 2023 e atuações decisivas. Na Ponte, o zagueiro David Braz, com passagens por grandes clubes do futebol brasileiro, estreia em dérbis campineiros contra o time do qual já fez parte. Um confronto recheado de histórias e rivalidades internas será decidido em campo conforme revelado em informações divulgadas pelo ge.

Jogadores do Guarani que conhecem a rivalidade de dentro para fora

O Guarani conta com quatro nomes que vestiram a camisa da Ponte Preta e carregam a responsabilidade da ‘lei do ex’. O goleiro Caíque França é o destaque: disputou 93 partidas pela Macaca recentemente, incluindo jogos importantes como o título da Série A2 do Paulistão, onde brilhou ao defender três pênaltis na final contra o Novorizontino.

Além dele, o atacante Lucca, embora atualmente seja reserva, possui histórico de 45 gols pelo time alvinegro em duas passagens, em 2017 e 2022, e busca seu primeiro gol no dérbi, com três partidas disputadas no clássico. O lateral-direito Cicinho, que já atuou por ambos os lados, e o atacante Herbert, que deixou a Ponte antes de uma estreia oficial, completam o quarteto do Bugre que conhece a arena rival.

Ponte Preta tem nomes experientes e que viveram o conflito no outro lado

Do lado da Ponte Preta, o zagueiro David Braz é o foco principal. Campeão por clubes como Palmeiras, Flamengo e Santos, ele defendeu o Guarani em 2025, mas nunca esteve presente nos tradicionais dérbis da Serie C. Agora, como peça-chave na defesa da Macaca, Braz terá sua estreia em um clássico tão esperado.

Outros jogadores que transitam entre os dois times são o lateral-direito Lucas Justen, com histórico de quatro dérbis pelo Guarani e possibilidade de estreia pela Ponte caso recupere-se da lesão, além do campineiro Pacheco, que soma retrospecto positivo no clássico, com quatro vitórias e um empate em cinco jogos, tendo defendido ambos os clubes.

Institucionalmente, a ‘lei do ex’ atinge também técnicos e reforça a tensão do clássico

Não são apenas os jogadores que ilustram a ‘lei do ex’ no dérbi. O técnico Marcelo Fernandes, demitido do Guarani na Série C e imediatamente contratado pela Ponte Preta, conquistou o título nacional com a equipe alvinegra e soma duas vitórias em dérbis, mostrando como a rivalidade ultrapassa o gramado. Essa troca entre os clubes mexe com a estratégia de ambos os lados e aumenta a expectativa para o confronto.

Confronto crucial para Guarani e Ponte Preta em fases opostas do Paulistão Série C

O duelo deste sábado apresenta equipes em momentos distintos na competição. O Guarani está na quinta posição, com oito pontos e embalado por duas vitórias seguidas, mirando a classificação para o mata-mata decisivo. Já a Ponte Preta amarga a lanterna do campeonato, com apenas um ponto em cinco jogos, e vê o dérbi como uma partida decisiva para escapar do rebaixamento.

A partida terá torcida única, conforme recomendação do Ministério Público de São Paulo desde 2018, com cobertura do ge em tempo real para os torcedores acompanharem cada lance. A tensão gerada pela “lei do ex” traz um capítulo a mais para a história centenária do clássico interiorano de Campinas.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *