Vitória suada do Santos no Paulistão traz alívio para Vojvoda, mas questões táticas e de desempenho ainda preocupam torcida
O Santos conseguiu uma vitória importante por 2 a 1 sobre o Noroeste no último domingo, no estádio Alfredo de Castilho, em Bauru, pela sétima rodada do Campeonato Paulista. Este resultado deu maior fôlego para o técnico Juan Pablo Vojvoda no comando da equipe, mantendo as chances do Peixe na briga por classificação às quartas de final e afastando o risco de rebaixamento no estadual.
No entanto, apesar da vitória, o futebol apresentado pelo time ainda gera dúvidas. O Peixe, mesmo com um jogador a mais durante todo o segundo tempo, sofreu pressão do adversário na reta final da partida e não conseguiu exercer um controle efetivo do jogo.
Desde a base do elenco, jogadores como Gabriel Bontempo e Miguelito começaram a apresentar bons sinais, demonstrando potencial para crescerem com mais oportunidades dentro do time titular. Por outro lado, o time ainda mostra dificuldades técnicas que estão longe de agradar a torcida santista.
Conforme informação divulgada pelo ge, a análise do jogo evidencia que Vojvoda tem pontos importantes a corrigir para que o Santos possa evoluir no Paulistão e almejar campanhas melhores.
Aspectos positivos: boas respostas de jovens e criação de jogadas
O jogo contra o Noroeste trouxe algumas notícias animadoras para Juan Pablo Vojvoda. Gabriel Bontempo, que substituiu Zé Rafael, teve destaque especialmente no primeiro tempo e iniciou a jogada do segundo gol santista, com um bom lançamento para Igor Vinícius que terminou em gol de Rony.
Outro nome que ganhou espaço foi o meia Miguelito, que atuou centralizado no esquema 4-3-3, mostrando dinamismo e capacidade para armar jogadas. Miguelito foi o responsável por encontrar Escobar na esquerda, que abriu o placar para o Santos.
Esses jovens jogadores ofereceram maior criatividade e velocidade ao time, elementos essenciais para a circulação rápida da bola que Vojvoda almeja para o Peixe.
Dificuldades na efetividade e controle do jogo
Apesar da posse de bola no segundo tempo, o Santos não conseguiu ampliar a vantagem, deixando o adversário viver até os minutos finais do jogo. Mesmo com superioridade numérica, a equipe evitou conclusões eficazes e não conseguia transformar o domínio em tranquilidade no placar.
Essa dificuldade para “matar” as partidas tem sido uma constante no Paulistão, com vitórias sofridas contra Guarani, Chapecoense e São Paulo. A falta de finalizações efetivas e de um terceiro gol gerou insegurança e abriu brechas para o Noroeste pressionar e quase empatar no fim.
Problemas defensivos e vulnerabilidade nas bolas aéreas
Além dos desafios ofensivos, o sistema defensivo santista continua sendo preocupação. O Peixe repetiu erros na marcação por zona nas jogadas aéreas, o que facilitou as investidas do Noroeste na reta final. A equipe rival aproveitou as bolas paradas para criar chances perigosas, quase empatando o jogo.
Esse desgaste defensivo tem sido recorrente, e a ausência de uma marcação individual mais eficiente nos lances aéreos força o Santos a enfrentar desvantagens físicas durante os confrontos pelo alto. A fragilidade defensiva obriga o time a compensar com maior produção ofensiva para garantir vitórias.
Conclusão e próximos passos para o Santos no Paulistão
Em síntese, a vitória sobre o Noroeste foi importante para o Santos seguir vivo na competição, mas o desempenho mostra que muito precisa ser melhorado. O técnico Vojvoda precisa ajustar a efetividade ofensiva para tornar o time mais decisivo e revisar os problemas defensivos, especialmente nas bolas alçadas na área.
Com os próximos jogos se aproximando, o Peixe depende da evolução coletiva para conquistar uma vaga nas quartas de final e oferecer um futebol que entusiasme novamente sua torcida, que espera ver o Santos competitivo e consistente até o final do Paulistão.