IA no Trabalho: Geração Z é a mais apreensiva com o impacto da Inteligência Artificial nas carreiras, aponta pesquisa global.

A inteligência artificial (IA) está transformando rapidamente o ambiente de trabalho, e a preocupação com seu impacto nas carreiras é generalizada. Uma pesquisa recente aponta que a Geração Z, composta por jovens trabalhadores, é a mais apreensiva com as mudanças que a IA pode trazer para seus empregos.

O estudo, publicado pela agência de recrutamento Randstad, indica que uma vasta maioria de profissionais acredita que a IA afetará suas tarefas diárias. Este cenário se intensifica com a adoção crescente de chatbots e outras ferramentas de automação por parte das empresas em todo o mundo.

A pesquisa “Workmonitor” da Randstad, que consultou 27.000 trabalhadores e 1.225 empregadores, também analisou mais de 3 milhões de anúncios de emprego. Os resultados são claros: a inteligência artificial e a automação estão redefinindo o mercado de trabalho, especialmente em funções mais transacionais e de menor complexidade.

Diante desse cenário, a demanda por profissionais com habilidades ligadas à IA disparou. As vagas que exigem competências de “agente de IA” registraram um aumento impressionante de 1.587%, segundo o levantamento. Conforme informação divulgada pela agência de recrutamento Randstad nesta terça-feira.

Geração Z lidera preocupações com o futuro do trabalho

A Geração Z, que está entrando no mercado de trabalho ou em fases iniciais de suas carreiras, demonstra maior ansiedade em relação à inteligência artificial. Para esses jovens profissionais, a possibilidade de a IA substituir empregos ou alterar drasticamente suas funções é uma realidade cada vez mais palpável.

Essa apreensão se justifica pelo ritmo acelerado com que as tecnologias de IA estão sendo incorporadas. Ferramentas como chatbots e sistemas de automação avançada já são uma realidade em muitas empresas, e a expectativa é que essa tendência se intensifique nos próximos anos.

Aumento expressivo na demanda por “agentes de IA”

Enquanto alguns temem a substituição, outros veem oportunidades emergentes. A pesquisa da Randstad destacou um crescimento vertiginoso nas vagas que buscam profissionais com habilidades de “agente de IA”. Esse aumento de 1.587% sinaliza uma nova fronteira no mercado de trabalho, onde a colaboração entre humanos e máquinas se torna essencial.

Essas novas funções parecem estar focadas em gerenciar, otimizar e interagir com sistemas de inteligência artificial. A capacidade de trabalhar lado a lado com a IA, aproveitando suas capacidades para aumentar a eficiência e a produtividade, será cada vez mais valorizada pelas empresas.

IA e automação: o fim das tarefas repetitivas?

Os dados da pesquisa sugerem uma clara tendência: a inteligência artificial e a automação estão progressivamente assumindo funções que envolvem tarefas repetitivas e de baixa complexidade. Isso pode significar uma mudança significativa na natureza do trabalho para muitos profissionais.

Por um lado, isso pode liberar os trabalhadores para se concentrarem em atividades mais estratégicas, criativas e de maior valor agregado. Por outro lado, exige uma adaptação rápida, com a necessidade de adquirir novas competências para se manter relevante no mercado de trabalho.

O que esperar do futuro do trabalho com a IA?

A pesquisa da Randstad, realizada em 35 mercados, oferece um panorama global sobre o impacto da IA. A conclusão é que a inteligência artificial não é mais uma promessa distante, mas uma realidade que já está moldando o presente e o futuro do trabalho.

Profissionais e empresas precisam estar atentos a essas transformações. Investir em aprendizado contínuo e no desenvolvimento de habilidades complementares à IA será crucial para navegar com sucesso nesta nova era profissional. A adaptação é a chave para prosperar em um mercado cada vez mais digital e automatizado.

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