IA na CES 2024: Robôs Humanoides Encantam, Mas Casas Inteligentes e PCs com IA são a Realidade Próxima

CES 2024: A Revolução da IA em Casa e no Bolso, Enquanto Robôs Humanoides Permanecem no Futuro

A CES 2024, a maior feira de tecnologia do mundo, confirmou a inteligência artificial como a grande protagonista. Empresas de todos os portes apresentaram inovações que prometem transformar nossas vidas e lares, desde assistentes virtuais mais inteligentes até eletrodomésticos que aprendem com o uso.

Enquanto a visão de robôs humanoides realizando tarefas complexas ainda cativa o público com demonstrações como jogar pôquer e dançar, a realidade para o consumidor comum aponta para avanços mais práticos e imediatos. A inteligência artificial está se infiltrando em gadgets do dia a dia, prometendo mais conveniência e eficiência.

No entanto, a jornada para ter um robô de serviço em casa, capaz de realizar tarefas domésticas de forma autônoma, ainda é longa. Desafios como capacidade de processamento, duração da bateria e a habilidade de lidar com imprevistos impedem que essa tecnologia chegue ao mercado de consumo em massa tão cedo, especialmente a preços acessíveis.

Conforme informações divulgadas por veículos como a Reuters, a IA está impulsionando um ciclo de inovação sem precedentes, com investimentos massivos e uma corrida para integrar essa tecnologia em chips e dispositivos. A CES 2024 serviu como vitrine para essa transformação, com destaque para PCs com IA e soluções de automação residencial.

PCs com IA: O Próximo Grande Salto para o Consumidor

Grandes players como a Intel e a AMD apresentaram novos processadores projetados especificamente para computadores pessoais com inteligência artificial. A Intel lançou o processador Panther Lake AI para laptops, utilizando um processo de fabricação de ponta, enquanto a AMD anunciou uma linha de microprocessadores focados em IA para PCs. A Lenovo também demonstrou sua plataforma de assistente de voz Qira AI, prometendo integração com diversos dispositivos e serviços.

Apesar do avanço, ainda há um caminho a percorrer para que o consumidor médio compreenda totalmente o que um PC com IA significa e quais benefícios ele pode trazer. Ben Bajarin, CEO da Creative Strategies, aponta que essa clareza virá com o tempo, à medida que mais aplicações práticas forem demonstradas.

Dispositivos Domésticos Inteligentes: IA para Tarefas Cotidianas

A inteligência artificial também está revolucionando eletrodomésticos e gadgets para o lar. Vimos demonstrações de um aparelho de lavagem a seco com IA, que promete identificar materiais e limpar roupas em minutos, e conjuntos de cortadores de cabelo com IA para auxiliar no corte. Empresas como a Meta aprimoraram seus óculos inteligentes com recursos de IA, e o Google integrou seu modelo Gemini em TVs e outros dispositivos domésticos.

No entanto, analistas como Jay Goldberg, da Seaport Research, observam que muitas dessas inovações podem ser apenas uma nova roupagem para tecnologias antes chamadas de “inteligentes”, utilizando o termo IA mais como uma tática de marketing. A verdadeira promessa reside na capacidade desses dispositivos de aprender e se adaptar, otimizando seu desempenho com base no uso.

Robôs Humanoides: Um Futuro Promissor, Mas Distante

O fascínio por robôs humanoides foi evidente na CES, com demonstrações de robôs da LG e de outras empresas realizando tarefas variadas. O interesse crescente em máquinas com aparência humana reflete a visão das empresas sobre a próxima fronteira da IA e da automação. Contudo, a lentidão com que essas máquinas executaram as tarefas evidenciou os desafios técnicos ainda existentes.

A capacidade de processamento, a duração da bateria e a habilidade de lidar com situações imprevistas são gargalos que os desenvolvedores precisam superar. Por isso, especialistas não preveem a chegada de robôs humanoides viáveis e acessíveis ao mercado consumidor em um futuro próximo, deixando essa tecnologia mais para o campo da pesquisa e desenvolvimento por enquanto.

O Futuro é Agora: IA no Chip e a Democratização da Tecnologia

A tendência é que a maioria das aplicações de IA, que hoje rodam em grandes centros de processamento de dados, migre para os próprios dispositivos. Essa mudança é impulsionada pelo custo e pela necessidade de respostas mais rápidas. Para isso, chips com funções especializadas serão cruciais.

Chris Bergey, da Arm, destaca que a IA está verdadeiramente impulsionando um ciclo de inovação e demanda. A expectativa é que, com o barateamento dos custos de processamento e o desenvolvimento de hardware mais eficiente, a inteligência artificial se torne ainda mais presente em nosso cotidiano, moldando o futuro da tecnologia e da interação humana com as máquinas.

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