O ano de 2025 foi marcado por figuras e criações polêmicas no universo da inteligência artificial, com personalidades desafiando fronteiras éticas e culturais. O podcast ‘Deu Tilt’ elaborou um ranking das cinco personalidades e eventos mais controversos, revelando um panorama fascinante e, por vezes, bizarro da evolução da IA.
Peter Thiel, empresário do Vale do Silício e figura central da chamada “máfia do PayPal”, lidera a lista. Conhecido por seus investimentos em empresas como o Facebook e sua proximidade com a Casa Branca de Donald Trump, Thiel comanda a Palantir, empresa focada em vigilância e uso militar de IA.
O perfil conservador de Thiel o leva a classificar críticos da IA e ativistas climáticos como “anticristo”. Ele argumenta que a IA depende de data centers que consomem grandes recursos energéticos, ligando a emergência climática a uma visão apocalíptica, o que intensifica o debate sobre o impacto ambiental da tecnologia.
Em segundo lugar, Daniel Ek, fundador do Spotify, surge como um “aspirante a malvado favorito”. Sua posição como presidente do conselho foi marcada por polêmicas envolvendo investimentos pessoais em IA para uso militar, levando artistas a retirarem suas músicas da plataforma e gerando debates sobre a liberação de músicas criadas por IA, que impactam a divisão de receitas.
A cantora de IA, Xenia Monet, conquistou seu espaço ao entrar nas paradas da Billboard e assinar um contrato milionário, ilustrando a entrada definitiva de artistas virtuais no mainstream. O episódio do podcast também destacou a cantora brasileira Tocanna, criada por IA, que viralizou com paródias irreverentes, mas enfrentou uma disputa de direitos autorais com Jay-Z.
Tilly Norwood, a primeira atriz de IA, completa o Top 5. Sua mera apresentação gerou protestos de sindicatos de artistas e de estrelas como Whoopi Goldberg e Emily Blunt, preocupadas com a ameaça aos empregos no cinema. A notícia foi divulgada pelo podcast “Deu Tilt”, do UOL, que analisa as tecnologias que movem os humanos por trás das máquinas.
O bilionário “anticristo” e a vigilância tecnológica
Peter Thiel, figura proeminente no mundo da tecnologia, é apontado como um dos mais controversos por suas posições ideológicas e pelo envolvimento da Palantir com o governo americano em projetos de vigilância e uso militar. Sua visão de que críticos da IA e ativistas climáticos são “o anticristo” reflete uma polarização crescente no debate sobre o futuro da tecnologia e suas implicações.
Spotify e a polêmica das músicas de IA
Daniel Ek, CEO do Spotify, enfrenta críticas devido ao investimento em inteligência artificial para fins militares e pela estratégia da plataforma em liberar músicas geradas por IA. Essa prática tem gerado insatisfação entre artistas, que temem a desvalorização de seu trabalho e a falta de remuneração justa, como relatado na fonte.
O fenômeno Tocanna e a disputa com Jay-Z
A cantora brasileira Tocanna, criada por inteligência artificial, ganhou notoriedade com paródias ousadas, como “São Paulo”, uma versão de “Empire State of Mind” de Jay-Z. A música viralizou, mas foi retirada das plataformas após a equipe jurídica de Jay-Z contestar o uso da obra, levantando questões sobre direitos autorais e a aceitação de criações de IA na indústria musical.
A atriz virtual que gerou protestos
Tilly Norwood, a primeira atriz de IA, mesmo sem ter atuado em produções, já é alvo de protestos de sindicatos e artistas. A preocupação com a substituição de atores humanos por inteligência artificial é palpável, e a chegada de Norwood simboliza um novo capítulo nas discussões sobre o futuro do trabalho no entretenimento.