Início da temporada reforça dúvidas sobre desempenho do Guarani, que ainda busca identidade e eficiência em campo
O Guarani começou o Paulistão 2026 com uma sequência aquém do esperado, causando preocupação em seu torcedor. A equipe não conseguiu transformar o planejamento da pré-temporada em algo concreto e eficaz dentro de campo.
Após empate em casa contra o Primavera e derrota fora de casa diante do Novorizontino, o time mostrou problemas de eficiência e falta de organização tática. A ausência de um padrão consistente impacta diretamente a confiança do elenco e do treinador Matheus Costa.
O momento também provoca pressão dupla: a externa da torcida, que viu a expectativa inicial virar frustração, e a interna, de um grupo que ainda não conseguiu se encontrar dentro do esquema proposto. O Bugre precisa rapidamente se reerguer para não perder espaço no torneio.
Conforme informação divulgada pelo Paulistão, a situação atual do Guarani reforça o desafio de fazer o time repetir dentro de campo o que foi projetado na preparação, especialmente visando o próximo compromisso contra o Santos.
Controle e eficiência: expectativas frustradas na estreia
Na partida de abertura contra o Primavera, o Guarani dominou boa parte do jogo e criou chances para ampliar o placar, porém pecou na finalização e na eficiência. O empate sofrido nos acréscimos, no estádio Brinco de Ouro, serviu como um alerta sobre as dificuldades ofensivas e o agravamento da falta de contundência.
Esse ponto evidencia que, mesmo com posse e controle, o time tem dificuldades para converter oportunidades em gols, o que compromete a confiança geral da equipe na temporada.
Nova derrota e apatia: desafios ampliados fora de casa
Na sequência, o jogo contra o Novorizontino trouxe ainda mais preocupações. O Guarani foi derrotado e o jogo ficou marcado pela expulsão infantil de um dos reforços principais, além de um desempenho coletivo apático que expôs limitações.
Antes da expulsão, o time já encontrava dificuldades para competir em alto nível, demonstrando falta de repertório tático, pouca pressão sobre o adversário e espaços cedidos com facilidade em tentativas de marcação mais alta.
Pressão e necessidade urgente de evolução para o técnico e elenco
Matheus Costa vive uma fase de pressão interna e externa. Externa, porque a torcida não viu as promessas iniciais refletirem em pontos; interna, por um elenco que ainda não criou uma identidade clara em campo.
Apesar dos riscos de análises após apenas duas rodadas, os adversários do Guarani já demonstram competência para alcançar bons resultados no Paulistão. O Primavera mostrou coragem e organização, enquanto o Novorizontino soube variar seu ataque e controlar o jogo após ficar com um jogador a mais.
O Guarani, por sua vez, não consegue pressionar nem controlar o jogo conforme esperado. A saída de bola se resume a chutões e disputas pela segunda bola, o meio-campo tem participação limitada, e a construção ofensiva carece de criatividade e estratégias claras.
Para o futuro: a resposta precisa ser imediata no próximo confronto
O Bugre teve um período extenso de pré-temporada, ao contrário do habitual, e o elenco foi pensado para suportar pressões e competir desde o começo do Paulistão. Porém, esse discurso ainda não encontrou respaldo prático.
Com o próximo adversário sendo o Santos, a cobrança para o time evoluir é imediata. Se Matheus Costa não converter a teoria em resultados rápidos, o tempo para manter explicações abstratas será reduzido drasticamente. A temporada já demonstra que a busca por regularidade e padrão de jogo será decisiva para o sucesso do Guarani.