Grupo Fictor Pede Recuperação Judicial de R$ 4 Bilhões após Crise Ligada à Intervenção no Banco Master

Grupo Fictor entra com pedido de recuperação judicial de R$ 4 bilhões após crise ligada ao Banco Master

O Grupo Fictor protocolou um pedido de recuperação judicial para suas empresas Fictor Holding e Fictor Invest no Tribunal de Justiça de São Paulo. A medida visa reorganizar um passivo financeiro que soma cerca de R$ 4 bilhões.

A companhia busca, com o aval da Justiça, equilibrar suas operações e garantir o pagamento de todos os seus compromissos. A intenção é fazer isso **sem a necessidade de descontos sobre as dívidas**, conforme comunicado oficial do grupo.

O pedido de recuperação judicial é um mecanismo legal que permite a empresas em dificuldade financeira renegociar suas dívidas sob supervisão da Justiça, suspendendo cobranças por um período determinado e evitando a falência.

A Fictor relaciona diretamente a crise de liquidez que enfrenta ao episódio envolvendo o **Banco Master**, cuja liquidação extrajudicial foi decretada pelo Banco Central em 18 de novembro de 2025. Conforme informação divulgada pelo grupo, essa situação impactou severamente sua reputação e suas finanças.

Crise de Liquidez e o Episódio do Banco Master

Em novembro de 2025, um consórcio liderado por um dos sócios do Grupo Fictor havia anunciado uma proposta para a aquisição do Banco Master. No entanto, a operação foi suspensa abruptamente após a intervenção do Banco Central na instituição bancária.

Segundo a Fictor, a decretação da liquidação do Banco Master, um dia após o anúncio da aquisição, gerou um turbilhão de especulações e notícias negativas. Isso, por sua vez, **atingiu duramente a liquidez da Fictor Invest e da Fictor Holding**, conforme descrito em nota oficial do grupo.

Medidas de Reestruturação e Continuidade das Operações

O grupo Fictor destacou que, desde o início de suas atividades, sempre honrou seus compromissos sem atrasos. Diante da crise, a empresa já vinha implementando um plano de reestruturação, que incluiu a **redução de sua estrutura física e do quadro de funcionários**.

Essa reestruturação interna foi antecipada para proteger os direitos dos colaboradores e agilizar o pagamento de eventuais indenizações trabalhistas, antes mesmo da formalização do pedido de recuperação judicial, conforme explicado pela companhia.

Estrutura do Grupo Fictor e Subsidiárias

Fundado em 2007, o Grupo Fictor atua em diversos setores, incluindo indústria alimentícia, energia, infraestrutura e soluções de pagamento. No pedido encaminhado à Justiça, a empresa ressaltou que a recuperação judicial **não abrange suas subsidiárias**.

O objetivo de excluir as subsidiárias é garantir que empresas economicamente viáveis não sejam prejudicadas pelas restrições inerentes a um processo de recuperação judicial. Dessa forma, as subsidiárias devem manter suas rotinas operacionais e contratos em dia, assegurando a continuidade de seus negócios.

Proposta de Quitação e Prazo Judicial

O Grupo Fictor manifestou a intenção de quitar suas dívidas **sem nenhum deságio**, ou seja, sem a necessidade de oferecer descontos aos credores. Para viabilizar essa negociação estruturada e a continuidade de suas atividades, o grupo solicitou à Justiça um prazo de 180 dias para a **suspensão de cobranças e bloqueios**.

A empresa acredita que este período será fundamental para criar um ambiente propício à negociação e para reorganizar suas finanças, visando a superação da atual crise e a manutenção de suas operações no mercado.

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