EUA e Argentina Fecham Acordo Histórico: Tarifas Caem, Minerais Estratégicos Circulam e Parceria Trump-Milei Vira Modelo

Acordo EUA-Argentina Impulsiona Comércio e Minerais Críticos sob Nova Liderança

Os Estados Unidos e a Argentina selaram um importante acordo comercial que promete redefinir as relações econômicas entre os dois países. Anunciado pelo embaixador norte-americano Jamieson Greer, o pacto visa a redução de tarifas e a facilitação de investimentos recíprocos, com um foco especial em minerais críticos. Essa iniciativa alinha-se diretamente com a estratégia do presidente Donald Trump de diminuir a dependência da China na cadeia produtiva desses insumos vitais.

O entendimento, intitulado Acordo entre os Estados Unidos e a República Argentina sobre Comércio Recíproco e Investimento (ARTI), foi divulgado após uma reunião entre Greer e o ministro das Relações Exteriores argentino, Pablo Quirno. A parceria é vista como um modelo para outras nações das Américas, promovendo a segurança econômica e nacional através de uma colaboração mais estreita.

O embaixador Greer destacou que o acordo elimina barreiras comerciais de longa data, abrindo um acesso significativo ao mercado americano para exportadores dos EUA. A expectativa é que isso impulsione negócios em setores variados, desde veículos automotores até produtos agrícolas. Conforme informação divulgada pelo governo norte-americano, o pacto ainda não está em vigor, necessitando de 60 dias após a troca de notificações formais para sua efetivação.

Detalhes do Acordo Comercial e Benefícios Mútuos

Uma vez implementado, o acordo prevê que a Argentina zerará ou reduzirá significativamente as tarifas sobre milhares de produtos americanos, chegando a cerca de 2%. Além disso, serão abertas cotas isentas para itens estratégicos, como 80 mil toneladas de carne bovina e 10 mil veículos. Em contrapartida, os Estados Unidos eliminarão tarifas sobre produtos agrícolas argentinos selecionados e limitarão sobretaxas a um teto de 10% para outros bens.

A abertura comercial também contempla o fim da taxa estatística argentina, cobrada sobre importações para custear serviços aduaneiros, em um prazo de até três anos. As reduções tarifárias serão graduais, ocorrendo anualmente a partir de 1º de janeiro. O governo de Javier Milei celebrou o acordo, classificando-o como um consolidado de uma relação estratégica, pautada na abertura econômica, regras claras e uma visão moderna de complementaridade comercial.

Minerais Críticos e Investimentos em Setores Estratégicos

O foco em minerais críticos é um dos pilares do ARTI, visando reduzir a dependência de um único país na produção e refino desses materiais essenciais para a indústria de tecnologia, energia e defesa. Os Estados Unidos planejam cooperar e investir em toda a cadeia de valor desses minerais na Argentina, desde a exploração até a exportação. Essa colaboração é crucial para a segurança econômica e tecnológica de ambas as nações.

Além dos minerais, o acordo amplia o acesso de investimentos americanos a outros setores vitais da economia argentina. Isso inclui energia, com facilitação de aportes em toda a cadeia de exploração, produção, refino e geração elétrica, visando a segurança energética e a industrialização. Infraestrutura, como telecomunicações, transporte e logística, também será beneficiada.

Ampliação para Tecnologia, Defesa e Financiamento

A parceria se estende à tecnologia e comunicações, com abertura para investimentos em infraestrutura de informação, redes 5G e 6G, satélites e cabos submarinos. Bens de capital, como máquinas e equipamentos para construção, agricultura e saúde, também terão entrada facilitada. O setor de defesa prevê simplificação e ampliação do comércio e da cooperação industrial.

O financiamento é outro ponto chave, com a possibilidade de apoio de agências americanas, como o EXIM Bank e o DFC, em parceria com o setor privado. Essa estrutura robusta visa fortalecer a posição da Argentina no cenário global e intensificar a relação bilateral, consolidando uma visão de futuro compartilhada.

Brasil Observa Acordo e Avalia Participação em Bloco de Minerais Críticos

Enquanto EUA e Argentina fortalecem laços, o Brasil acompanha de perto os desenvolvimentos. Recentemente, o país participou de uma reunião nos EUA onde foram apresentados planos para formar um bloco comercial de minerais críticos. O governo brasileiro, por meio do Itamaraty, confirmou a presença em Washington, mas ainda avalia a possibilidade de integrar o grupo, buscando parcerias que agreguem valor e que sejam tratadas de forma bilateral.

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