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Análise da atuação do Santos no clássico contra Corinthians revela fragilidades e alerta para desafios futuros no Paulistão e Brasileiro

Santos teve uma atuação dominada pelo Corinthians com falhas defensivas e pouca criação, dependendo da sorte para evitar derrota no clássico

O empate entre Santos e Corinthians, na Vila Belmiro, pela 4ª rodada do Campeonato Paulista, ficou marcado principalmente pela postura preocupante do Peixe durante o jogo. Apesar de jogar em casa, a equipe foi amplamente dominada pela rival, que poderia ter decidido o confronto nos primeiros 20 minutos se Yuri Alberto tivesse aproveitado o pênalti perdido. Conforme informação divulgada pelo ge Santos, o time apresentou uma rotação abaixo do rival, com muitos erros de passe, falhas individuais e uma recomposição defensiva vulnerável.

O técnico Juan Pablo Vojvoda viu seu time sofrer contra um adversário que explorou os espaços deixados, a ponto de setores importantes da defesa santista, como Zé Ivaldo e João Schmidt, não darem combate necessário para evitar o gol do Corinthians. A arbitragem de Lucas Canetto Bellote teve papel importante na segunda etapa, com oito cartões amarelos mostrados, e o treinador recebeu um deles por reclamação. Mesmo assim, a falta de criatividade no ataque e o domínio adversário persistiram durante quase todo o jogo.

Na reta final, com entradas de jogadores descansados como Gabriel Menino, Lautaro Díaz e Robinho Jr., o Santos cresceu diante de um Corinthians cansado, que fez poucas substituições. Aproveitando a pressão nos minutos finais, o Peixe conseguiu achar o empate graças a uma bola parada e um chute oportuno de Gabigol, para alívio do time e da torcida. No entanto, a ideia de que a sorte foi protagonista aparece muito clara em um jogo em que o desempenho coletivo ficou distante do ideal.

Com jogos decisivos consecutivos pelo Paulistão e a estreia do Campeonato Brasileiro contra a Chapecoense, Vojvoda precisa urgentemente repensar a forma do Santos jogar para não depender apenas da sorte e da vontade nos momentos finais. A análise do clássico mostra que o time sofre com uma escalação ofensiva que expõe a defesa, erros individuais repetidos e um meio de campo pouco povoado, dificultando o controle e a criação de jogadas. Conforme informação divulgada pelo ge Santos.

Erro defensivo e falta de combate dificultaram o desempenho do Santos

O gol do Corinthians evidenciou falhas cruciais dos defensores santistas. A posse da bola voltou para Yuri Alberto dentro da área mesmo com Santistas próximos, já que Zé Ivaldo e João Schmidt não conseguiram dar combate. Outro lance que chamou atenção foi a atuação insegura do lateral Igor Vinícius, que perdeu a disputa com Yuri Alberto e ainda cometeu falta perigosa. Esses erros configuram a fragilização estrutural que o Santos tem apresentado no setor defensivo.

Meio de campo carente prejudica a criação e a finalização de Gabigol

Com um sistema tático arriscado, jogando num 4-2-4, o Santos acabou deixando o meio campo à mercê do adversário, sem conseguir segurar a bola e criar chances claras de gol. Isso afastou a bola de Gabriel Barbosa, que quase não recebeu passes para finalizar. O meio carente não apenas prejudicou a saída de bola, como também deixou o setor defensivo exposto a contragolpes, o que custou caro na partida.

Vojvoda precisa urgentemente encontrar alternativas para os próximos jogos

Aos poucos, o técnico buscou substituições para tentar mudar o panorama, com jogadores frescos que impulsionaram o time no fim da partida. Porém, a dependência de um lampejo individual e da vontade no abafa final não pode se tornar regra. A sugestão é que o Santos passe a povoar mais o meio de campo, controle o jogo e trabalhe o passe com calma para que Gabriel Barbosa tenha chances reais de finalizar. Sem isso, a sorte pode não sorrir na sequência do Paulistão e na estreia do Brasileirão.

Resumo das lições do clássico e o que esperar da sequência santista

O clássico revelou que o Santos tem um sistema defensivo pouco confiável, erros individuais custando pontos e criação ofensiva limitada. O empate nos acréscimos foi um alívio, mas não camufla a necessidade urgente de ajustes para a sequência do Campeonato Paulista, principalmente contra Bragantino e São Paulo, além da estreia no Brasileiro contra Chapecoense. O desafio para Vojvoda é encontrar equilíbrio entre ataque e defesa, sem depender da sorte, para que o Santos consiga resultados consistentes e avance na temporada.

Como a Ponte Preta perdeu mais de um time e mergulhou no caos financeiro e esportivo em 2026 no Paulistão

Crise financeira e instabilidade institucional resultam na saída de 12 jogadores e ameaçam a permanência da Ponte Preta na elite do Paulistão de 2026

Desde o início da pré-temporada em dezembro de 2025, a Ponte Preta vem enfrentando uma grave crise que colocou o clube em situação alarmante no Campeonato Paulista de 2026. A equipe viu mais de um elenco inteiro deixar o Majestoso, com 12 jogadores saindo do clube em meio à instabilidade financeira, ao transfer ban e a problemas institucionais. A situação crítica também se traduz em desempenho ruim dentro de campo, com a Macaca ocupando atualmente a lanterna da competição.

Entre os jogadores que deixaram a Ponte Preta estão atletas importantes, incluindo remanescentes do título da Série C em 2025, consolidando o desgaste no planejamento esportivo do clube. A cobrança judicial do atacante Elvis, que requer R$ 8 milhões por falta de pagamento e a rescisão contratual, simboliza o ponto mais grave da crise. Embora o clube tenha conseguido derrubar o transfer ban, ainda há uma dívida pendente e salários atrasados que comprometem a estabilidade do elenco.

O desempenho da equipe no Campeonato Paulista reflete claramente as dificuldades enfrentadas pela instituição. Até o momento, a Ponte somou quatro derrotas, ainda não marcou gols e está fortemente ameaçada pelo rebaixamento para a Série A2. Dentro do clube, a meta inicial é conquistar sete ou oito pontos nos próximos jogos para garantir a permanência entre os principais times do estado.

Conforme informação divulgada pelo g1, a crise no clube é uma combinação entre problemas financeiros, saídas em massa de jogadores e desafios administrativos, que continuam a impactar negativamente o futuro da Ponte Preta em 2026.

Debandada de jogadores e saída de reforços antes mesmo de estrear

O clube viu uma saída em massa que afetou tanto atletas importantes quanto reforços contratados para a temporada. Saiu do Majestoso Elvis, um dos líderes do elenco, além dos volantes Luiz Felipe (atualmente no Náutico) e Léo Oliveira (Juventude), e o atacante Jeh, que negocia transferência para o clube turco Göztepe. Bruno Lopes aceitou proposta do North, reforçando a debandada de jogadores que fizeram parte do título da Série C.

Além disso, seis reforços que sequer estrearam foram desligados do clube, entre eles zagueiros como Wallace e Walisson Maia, laterais Gabriel Inocêncio e Bryan Borges, volante Lucas Cunha e atacante Herbert. A saída desses jogadores, em meio à espera pela liberação do transfer ban e pela falta de registros, agravou a dificuldade da equipe montar um time competitivo para o Paulistão.

Transfer ban derrubado, mas problemas financeiros e salários atrasados persistem

A Ponte Preta conseguiu superar o bloqueio de registros de jogadores (transfer ban) na CNRD da CBF, pagando R$ 1,9 milhão referente a acordos financeiros não honrados. Também quitou dívida de R$ 600 mil ligada a condenação da Fifa relacionada ao mecanismo de solidariedade. Mesmo assim, as pendências financeiras seguem pesando, com uma dívida aproximada de R$ 2,5 milhões a ser quitada com elenco, comissão técnica e demais profissionais.

Durante a pré-temporada, os atrasos salariais causaram uma paralisação dos treinos por quase duas semanas; jogadores relataram atrasos de até sete meses em seus vencimentos, o que revela a gravidade da crise interna. Embora a diretoria tenha iniciado pagamentos para aliviar o impacto, a instabilidade financeira continua ameaçando o desempenho e a motivação do grupo.

Impacto dentro de campo: a difícil luta para escapar do rebaixamento

No Campeonato Paulista, a sequência ruim da Ponte Preta é visível. A equipe acumula quatro derrotas em quatro jogos, sem marcar gols sequer, ocupando a última colocação da tabela. Durante o período em que o transfer ban esteve em vigor, o time contou com apenas 10 jogadores inscritos na lista principal e precisou recorrer às categorias de base para manter um elenco minimamente competitivo, um reflexo direto da crise.

Com a regularização dos reforços, a Macaca perdeu para o São Bernardo por 1 a 0 no Majestoso, mostrando que ainda há muito a ser melhorado para evitar o rebaixamento. Os próximos adversários serão Noroeste, Guarani, Portuguesa e São Paulo, confrontos decisivos para a definição da sorte do clube na elite do futebol paulista em 2026.

Expectativas e desafios para a saída do caos

Internamente, a diretoria e comissão técnica sabem que será preciso conquistar de sete a oito pontos nos quatro jogos finais para garantir a permanência na Série A1 do Campeonato Paulista. Além da questão esportiva, o desafio de equacionar as finanças, regularizar salários e reforçar o elenco é urgente para impedir que a crise se aprofunde ainda mais.

Mesmo com parte do elenco ainda comprometida e alguns reforços optando por permanecer, a Ponte Preta enfrenta um período delicado que exige respostas rápidas e eficazes para retomar a estabilidade institucional e recolocar a Macaca no caminho das vitórias.