O que o brasileiro mais valoriza no emprego em 2025: um olhar sobre prioridades e expectativas profissionais
O mercado de trabalho brasileiro está passando por uma transformação significativa, com trabalhadores cada vez mais conscientes de suas prioridades. Um estudo recente revela as exigências e desejos que moldam as decisões de carreira no país.
O desejo por um **equilíbrio saudável entre vida pessoal e profissional** lidera a lista de aspirações, superando até mesmo a atratividade de salários mais altos em algumas percepções globais.
Além disso, a **coerência ética e o alinhamento de valores** com as empresas se tornaram fatores decisivos, influenciando não apenas a escolha de um novo emprego, mas também a permanência em uma organização.
O estudo Workmonitor 2025, que ouviu cerca de 755 brasileiros, destaca essas e outras tendências, oferecendo um panorama detalhado do que o profissional do país realmente busca em sua jornada de trabalho, conforme informação divulgada pelo estudo.
Equilíbrio Vida-Trabalho: A Prioridade Inegociável do Profissional Brasileiro
A busca por um **equilíbrio entre vida pessoal e profissional** é a aspiração máxima dos trabalhadores brasileiros, com impressionantes 92% apontando essa prioridade, de acordo com o estudo Workmonitor 2025. Este anseio é ainda mais acentuado no Brasil do que a média global, onde 83% dos profissionais consideram esse aspecto mais importante que o próprio salário na hora de escolher uma vaga.
A pesquisa, que entrevistou mais de 26 mil pessoas em 35 mercados, incluindo o Brasil, reforça a ideia de que o bem-estar pessoal é fundamental. A **flexibilidade de horário** (83% no Brasil vs. 73% global) e a **flexibilidade de local de trabalho** (80% no Brasil vs. 67% global) surgem como elementos cruciais para alcançar esse equilíbrio desejado.
Esses dados sinalizam uma mudança cultural, onde a qualidade de vida se equipara, ou até supera, a recompensa financeira. As empresas que não oferecerem essas condições terão dificuldades em atrair e reter talentos.
Salário Competitivo e Alinhamento de Valores: Pilares para a Satisfação Profissional
Embora o equilíbrio vida-trabalho seja o principal foco, o **salário competitivo** continua sendo um fator de peso para os brasileiros, com 92% considerando a remuneração uma prioridade, superando a média global de 82%. Isso demonstra que, apesar da valorização do tempo pessoal, a recompensa financeira justa permanece essencial para a motivação e o engajamento.
Outro ponto que ganha força é o **alinhamento de valores com a empresa**, considerado importante por 58% dos brasileiros, um índice superior aos 48% registrados globalmente. Os trabalhadores buscam organizações cujos princípios éticos, sociais e ambientais estejam em sintonia com os seus próprios.
A pesquisa revela que 76% dos brasileiros acreditam que os valores sociais e ambientais de seus empregadores estão alinhados aos seus. Contudo, 58% afirmam que **rejeitariam uma vaga** em uma empresa cujos valores não fossem compatíveis com os deles, evidenciando a importância da autenticidade e da responsabilidade corporativa.
Desenvolvimento, Ambiente de Trabalho e a Luta Contra a Toxicidade
O estudo também aponta uma crescente exigência por **oportunidades concretas de desenvolvimento profissional**. Cerca de 37% dos brasileiros já deixaram um emprego por falta de chances de crescimento, e 53% considerariam sair se percebessem ausência de progressão na carreira. A necessidade de **atualização de competências**, especialmente em áreas como inteligência artificial, é vista como vital, com 87% considerando treinamento e desenvolvimento importantes para a permanência no emprego.
O ambiente de trabalho é outro ponto crítico. O Brasil se destaca pela baixa tolerância a **ambientes tóxicos**, com 53% dos entrevistados relatando terem pedido demissão por conta de situações prejudiciais. Um forte senso de pertencimento é buscado por 54% dos profissionais.
A pesquisa ainda mostra que 88% dos brasileiros se sentem confiáveis por seus empregadores e 80% confiam na liderança. No entanto, 61% escondem aspectos de si mesmos no trabalho, e 59% acreditam que suas organizações não fazem o suficiente para melhorar a equidade.
Empresas Precisam se Adaptar para Atrair e Reter Talentos
Diante desse cenário, as empresas brasileiras enfrentam o desafio de se adaptar às novas expectativas dos trabalhadores. Investir em **cultura organizacional transparente**, **qualidade de vida** e **flexibilidade** se torna imperativo para atrair e reter talentos qualificados.
Os dados indicam que 63% dos trabalhadores brasileiros já contam com flexibilidade de horário e 60% com flexibilidade de local, o que sugere um movimento gradual das empresas em direção a modelos de trabalho mais modernos.
A proatividade no desenvolvimento de competências, especialmente em tecnologias emergentes, é cada vez mais valorizada. As empresas que oferecerem um ambiente propício para o aprendizado contínuo estarão melhor posicionadas para o futuro, garantindo um quadro de funcionários engajado e preparado para os desafios do mercado.