Elon Musk nega conhecimento sobre imagens explícitas de menores geradas pelo Grok, chatbot da xAI, em meio a crescentes críticas globais

Musk afirma não ter conhecimento de conteúdo impróprio gerado pelo Grok, sua IA

Elon Musk, CEO da Tesla e proprietário da rede social X, negou nesta quarta-feira (22) ter qualquer conhecimento sobre a geração de “imagens de menores nus” pelo Grok, o chatbot de inteligência artificial de sua empresa xAI.

A declaração surge em um momento de intensa pressão sobre a xAI e a X, com parlamentares e organizações exigindo que gigantes da tecnologia como Apple e Google retirem o Grok de suas plataformas de aplicativos.

As críticas e a pressão internacional se intensificam com investigações governamentais e ações legais em países como Malásia e Indonésia, que buscam coibir a disseminação de conteúdo potencialmente prejudicial.

“Não tenho conhecimento de nenhuma imagem de menores nus gerada pelo Grok. Literalmente zero”, afirmou Musk em sua plataforma X, em resposta às crescentes preocupações.

Crescente pressão sobre a xAI e o Grok

A controvérsia em torno do Grok tem levado a pedidos formais para que as lojas de aplicativos reavaliem a presença da ferramenta. Grupos de defesa e legisladores de diversos países têm se manifestado, cobrando maior responsabilidade das plataformas digitais.

A situação se agrava com a abertura de investigações por parte de órgãos reguladores em várias nações. A Malásia, por exemplo, já tomou medidas legais, e a Indonésia também está avaliando ações contra a disseminação de conteúdo gerado por IA.

O foco das autoridades reside na **potencial violação de leis de proteção à infância** e na necessidade de garantir que as tecnologias de inteligência artificial não sejam utilizadas para fins ilícitos ou prejudiciais a menores.

Impacto e futuras regulamentações

A declaração de Musk, apesar de negar conhecimento direto, não diminui a urgência das discussões sobre a **regulação de IAs generativas**. A capacidade dessas ferramentas de criar conteúdo visual levanta questões éticas e de segurança complexas.

A resposta das empresas de tecnologia, como Apple e Google, diante das exigências dos governos e da sociedade civil, será crucial para definir os próximos passos na **governança da inteligência artificial**. A pressão por maior transparência e controle sobre os dados e algoritmos utilizados pelas IAs tende a aumentar.

A comunidade internacional acompanha atentamente os desdobramentos, buscando um equilíbrio entre a inovação tecnológica e a proteção de grupos vulneráveis, especialmente crianças e adolescentes, contra a exploração e a disseminação de material impróprio.

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