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Argentina de Javier Milei: Superávit Comercial de US$ 11,3 Bilhões em 2025 e Segundos Anos Seguidos de Contas Positivas

Argentina de Javier Milei alcança superávit comercial de US$ 11,3 bilhões em 2025, segundo ano consecutivo de saldo positivo.

A balança comercial da Argentina apresentou um superávit de US$ 11,286 bilhões em 2025. Este resultado marca o segundo ano seguido de saldo positivo, de acordo com o Instituto Nacional de Estatísticas e Censos (Indec). A divulgação ocorre após o governo anunciar, na semana anterior, o superávit fiscal pelo segundo ano consecutivo.

O superávit comercial ocorre quando um país vende mais bens e serviços para o exterior do que compra. Por outro lado, o superávit fiscal acontece quando as receitas do governo superam suas despesas. Ambos os indicadores apontam para um maior equilíbrio nas contas públicas e externas do país sul-americano.

Em 2025, a Argentina registrou exportações de bens no valor de US$ 87,077 bilhões, enquanto as importações somaram US$ 75,791 bilhões, conforme detalhado no relatório do Indec. Este desempenho, embora positivo, ficou abaixo do recorde histórico alcançado em 2024.

O superávit comercial recorde de 2024, que atingiu US$ 18,899 bilhões, foi impulsionado pela redução nas importações e pelo aumento nas exportações agropecuárias, após um período de seca. Em 2025, as exportações argentinas cresceram 9,3% em relação ao ano anterior, com destaque para produtos primários (+21,2%), manufaturas de origem agropecuária (+2,7%) e manufaturas de origem industrial (+6%). O Brasil se mantém como o principal parceiro comercial da Argentina.

Déficit zero e contas públicas em ordem: o cenário fiscal argentino

A Argentina encerrou 2025 com superávit nas contas públicas pelo segundo ano consecutivo, um feito não visto desde 2008. O resultado é atribuído à política de “déficit zero” implementada pelo presidente Javier Milei, conforme comunicado oficial do governo. O superávit primário em 2025 alcançou 1,4% do Produto Interno Bruto (PIB), enquanto o superávit fiscal total ficou em 0,2% do PIB, segundo o Ministro da Economia, Luis Caputo.

O superávit primário exclui os gastos com juros da dívida pública, mostrando o resultado das operações correntes do governo. Já o superávit fiscal engloba esses juros, apresentando o saldo final das contas públicas. O resultado fiscal de 2025 representa um leve recuo em comparação a 2024, quando o superávit primário foi de 1,8% e o fiscal de 0,3% do PIB.

Este equilíbrio fiscal foi sustentado por um **forte ajuste nos gastos públicos**, que incluiu a **redução de subsídios** e o **congelamento orçamentário** em áreas como educação, saúde, pesquisa científica e obras públicas. O Ministro da Economia prometeu que a ordem nas contas e o crescimento econômico permitirão a devolução de recursos ao setor privado através da redução de impostos.

Pobreza em queda, mas desafios persistem

Apesar da melhora significativa nas contas fiscais e comerciais, a Argentina enfrentou um período de **intensificação da pobreza** no primeiro semestre de 2024, com 52,9% da população vivendo nessa condição. No entanto, no primeiro semestre de 2025, esse percentual apresentou uma **queda expressiva**, atingindo 31%. Os dados referentes ao segundo semestre de 2025 ainda serão divulgados, mas a tendência inicial é de melhora social.

França convoca G7 para debater ameaças de Trump sobre Groenlândia e tarifas comerciais

França busca união do G7 contra ameaças comerciais de Trump em meio a impasse sobre Groenlândia

A tensão comercial internacional ganhou um novo capítulo com as declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que ameaçou impor tarifas adicionais caso os EUA não fossem autorizados a comprar a Groenlândia. Em resposta a essa escalada, o ministro das Finanças da França, Roland Lescure, anunciou que convocará uma reunião de seus colegas do Grupo dos Sete (G7).

O objetivo do encontro, que ocorrerá nos próximos dias, é discutir questões de comércio e soberania. A declaração do ministro francês ressalta a preocupação europeia com as ações unilaterais e a crescente pressão comercial exercida pelos Estados Unidos sob a liderança de Trump.

Lescure foi enfático ao expressar a solidariedade francesa com a Groenlândia e a Dinamarca, países diretamente envolvidos nas declarações de Trump. A postura da França busca reforçar a importância do diálogo e da cooperação entre os países aliados, condenando veementemente qualquer forma de pressão ou chantagem.

A iniciativa francesa também levanta a questão da autonomia europeia em assuntos comerciais e de política externa. A necessidade de a Europa ter “capacidade de agir de forma autônoma” foi destacada por Lescure, indicando um desejo por maior independência em relação às decisões americanas, especialmente em momentos de instabilidade e incerteza no cenário global.

Solidariedade com Groenlândia e Dinamarca

O ministro Roland Lescure declarou explicitamente o apoio da França à Groenlândia e à Dinamarca. “Estamos totalmente solidários com a Groenlândia e com a Dinamarca”, afirmou Lescure. Essa manifestação de apoio é um sinal claro de que a França não vê com bons olhos as tentativas de negociação de soberania por meio de pressões econômicas.

A posição francesa considera as ameaças de Trump como inaceitáveis, especialmente no contexto das relações diplomáticas entre países aliados. A ideia de “chantagem entre amigos” foi utilizada para descrever a situação, sublinhando a gravidade com que o governo francês encara o episódio.

Europa busca autonomia em meio a tensões comerciais

A escalada das tensões comerciais e as declarações de Trump sobre a Groenlândia evidenciam a necessidade de uma resposta coordenada e autônoma por parte da Europa. O ministro francês, Roland Lescure, lamentou a situação, mas ressaltou a importância de a Europa desenvolver sua própria capacidade de ação.

“A Europa precisa ter capacidade de agir de forma autônoma”, pontuou Lescure. Essa declaração reflete um anseio por maior independência nas decisões econômicas e políticas, reduzindo a dependência de outros blocos e fortalecendo a posição europeia no cenário internacional.

Reunião do G7 para alinhar estratégias

A convocação da reunião de ministros das Finanças do G7 pelo ministro francês visa a encontrar um terreno comum para lidar com as recentes ameaças comerciais. O grupo, composto pelas sete maiores economias industrializadas do mundo, buscará alinhar estratégias e fortalecer a posição coletiva diante das ações americanas.

A discussão sobre comércio e soberania no âmbito do G7 é crucial para definir os próximos passos e as possíveis respostas a serem adotadas pelo bloco. A iniciativa francesa busca não apenas condenar a retórica de Trump, mas também propor soluções concretas para proteger os interesses dos países membros e manter a estabilidade das relações comerciais globais.

A matéria está em atualização e mais informações serão divulgadas conforme o desenrolar dos fatos e a realização da reunião do G7.