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Netflix faz oferta bilionária em dinheiro pela Warner Bros. e busca redefinir o cenário do entretenimento

Netflix avança em negociação bilionária pela Warner Bros. com oferta de dinheiro e busca consolidar seu império no entretenimento.

A gigante do streaming Netflix elevou sua proposta de aquisição dos estúdios e operações de streaming da Warner Bros. Discovery para impressionantes US$ 82,7 bilhões (R$ 445,7 bilhões). A novidade reside na estrutura da oferta, agora com pagamento integral em dinheiro, o que recebeu o apoio unânime do conselho da Warner Bros. Discovery.

Esta mudança representa uma alteração significativa em relação à proposta inicial, que combinava dinheiro e ações da própria Netflix. A nova estrutura visa simplificar a transação e oferecer maior segurança aos acionistas da Warner, eliminando a exposição às flutuações do mercado de ações da compradora.

A oferta da Netflix, que agora propõe US$ 27,75 por ação da Warner em dinheiro, é vista como um movimento ousado para integrar um dos maiores portfólios de conteúdo e franquias do mundo, incluindo joias como “Game of Thrones” e “Harry Potter”.

A decisão de priorizar o pagamento em dinheiro elimina a necessidade do “collar knock-in”, um mecanismo que protege contra a volatilidade das ações entre o anúncio e a conclusão de um negócio. Conforme informações divulgadas, desde o anúncio inicial do acordo, as ações da Netflix registraram queda, mas apresentaram recuperação após a divulgação da nova estrutura de pagamento.

Gigante do streaming busca consolidar poder com aquisição estratégica

A Netflix, conhecida por sua vasta biblioteca de filmes e séries, demonstra ambição em expandir seu alcance e controle sobre propriedades intelectuais de grande valor. A aquisição da Warner Bros. traria consigo não apenas seus aclamados estúdios de cinema e televisão, mas também um extenso catálogo de conteúdo e franquias icônicas, como “Game of Thrones”, “Harry Potter” e os super-heróis da DC Comics.

David Zaslav, presidente e CEO da Warner Bros. Discovery, destacou que o acordo de fusão aproxima “a união de duas das maiores empresas de narrativa do mundo”. A proposta da Netflix visa fortalecer sua posição em um mercado cada vez mais competitivo, onde a Paramount também demonstrava interesse.

Warner Bros. Discovery se prepara para cisão e reestruturação

Em paralelo à negociação com a Netflix, a Warner Bros. Discovery anunciou um plano de reorganização que separará suas operações em duas empresas com ações negociadas em bolsa: Warner Bros. e Discovery Global. Essa cisão, no entanto, ainda depende de aprovações regulatórias, do aval dos acionistas e de outras condições de mercado.

A expectativa é que essa reestruturação seja concluída em um prazo de seis a nove meses, antecedendo a finalização da transação com a Netflix. A estratégia da Warner Bros. Discovery parece focada em otimizar o valor para seus acionistas, separando ativos valiosos e potencialmente viabilizando negociações futuras.

Paramount mantém oferta, mas Warner Bros. prioriza Netflix

A Paramount, outra grande operadora de estúdios, havia apresentado uma “oferta hostil” de US$ 77,9 bilhões pela Warner Bros. como um todo, incluindo canais a cabo, e buscava eleger representantes para o conselho da companhia. No entanto, a Warner Bros. rejeitou a proposta da Paramount, optando por avançar nas negociações com a Netflix.

Um dos fatores que favoreceram o acordo com a Netflix, segundo a Warner, foi a possibilidade de os acionistas manterem participação na parte da empresa que não seria adquirida, preservando o acesso a eventuais resultados futuros. A nova estrutura da oferta em dinheiro integral pela Netflix simplifica o processo e remove a complexidade ligada à volatilidade das ações, um ponto crucial para a aprovação do negócio.

Impacto no mercado e futuro do entretenimento

A potencial aquisição da Warner Bros. pela Netflix representa um marco significativo na indústria do entretenimento. A consolidação de um portfólio tão vasto sob o comando de um único player de streaming pode redefinir a distribuição de conteúdo, a produção e o consumo de mídia em escala global.

Ted Sarandos, co-CEO da Netflix, expressou confiança no acordo, afirmando que ele “trará o melhor resultado para acionistas, consumidores, criadores e toda a comunidade do entretenimento”. A conclusão deste negócio, caso aprovado, promete moldar o futuro da forma como consumimos entretenimento por muitos anos.

Secretário do Tesouro dos EUA Pede Calma à Europa em Davos: ‘Não Revidem’ à Groenlândia e Tarifas de Trump

Scott Bessent, Secretário do Tesouro dos EUA, apela por moderação europeia em Davos diante de tensões com Trump.

O Secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, dirigiu um apelo contundente aos líderes europeus presentes no Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça, nesta terça-feira (20). Ele solicitou que os países da Europa evitem qualquer tipo de retaliação em resposta às recentes declarações do presidente Donald Trump sobre a Groenlândia e a imposição de tarifas.

Bessent enfatizou a necessidade de uma abordagem mais ponderada, pedindo calma e que os aliados mantenham a mente aberta sobre as estratégias americanas. A declaração surge em um contexto de crescente tensão entre Washington e a União Europeia, acentuada pela visão de Trump sobre a Groenlândia como um território estratégico para a segurança dos EUA.

Adicionalmente, o presidente americano anunciou a aplicação de uma tarifa de 10% sobre produtos de oito países europeus, com vigência a partir de fevereiro de 2026. Apesar das reações imediatas de líderes europeus, que reafirmaram o apoio à soberania dinamarquesa sobre a ilha, Bessent buscou minimizar o risco de um rompimento diplomático.

O Secretário do Tesouro afirmou que o governo americano mantém o compromisso com o diálogo e que o uso de tarifas deve ser interpretado como uma ferramenta de negociação estratégica, e não como um ataque direto aos parceiros europeus. Ele destacou que essa tática tem se mostrado eficaz para engajar países em discussões sobre temas de interesse mútuo. As informações foram divulgadas com base no conteúdo fornecido.

Europa é Convocada a Aumentar Gastos com Defesa na OTAN

Em sua participação no Fórum de Davos, Scott Bessent também abordou a solidez da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), mas reiterou críticas aos baixos investimentos europeus em defesa. Segundo ele, os Estados Unidos têm arcado com uma parcela desproporcional dos custos militares da aliança ao longo das décadas.

Bessent apresentou dados que evidenciam essa disparidade, afirmando que, desde 1980, os EUA investiram aproximadamente US$ 22 trilhões a mais em defesa do que todos os outros países da OTAN somados. Ele defende que chegou o momento de os europeus assumirem uma contribuição maior para a segurança coletiva.

Mercados Globais Reagem a Fatores Locais, segundo Bessent

O Secretário do Tesouro dos EUA procurou afastar preocupações sobre um impacto financeiro imediato decorrente da disputa em torno da Groenlândia. Bessent avalia que as recentes flutuações nos mercados globais são reflexo de fatores locais e não estão diretamente ligadas às declarações do governo americano sobre o território ártico.

Líderes Europeus Reagem com Firmeza à Ameaça de Tarifas

Previamente, em Davos, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, já havia se posicionado, declarando que a soberania da Groenlândia é inegociável. Ela também classificou a ameaça de tarifas por parte dos EUA como equivocada, reforçando a posição europeia de defesa da integridade territorial e soberania.

Bessent Critica Participação de Powell em Audiências da Suprema Corte

Em uma declaração separada, Scott Bessent expressou sua opinião sobre a participação do presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell, em audiências da Suprema Corte. As audiências tratam da tentativa do presidente Donald Trump de demitir Lisa Cook, uma das diretoras do banco central americano.

Bessent considera a presença de Powell um erro, argumentando que tal ato pode ser interpretado como uma tentativa de influenciar o processo judicial e, consequentemente, politizar o Fed. Ele acredita que isso vai contra o objetivo de manter a independência da instituição. A Suprema Corte deve analisar os argumentos sobre a tentativa de Trump de destituir Cook, que permanece no cargo até uma decisão definitiva da justiça.