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Azeite Terra das Oliveiras Banido: Anvisa Proíbe Venda de Todos os Lotes Após Identificar Origem Desconhecida e Vendas em Plataformas Online

Azeite Terra das Oliveiras é proibido pela Anvisa em todo o Brasil

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou uma decisão contundente no Diário Oficial da União, determinando a **proibição da venda de todos os lotes de azeite da marca Terra das Oliveiras**. A medida, divulgada nesta quinta-feira (22), abrange a comercialização, distribuição, fabricação, importação, propaganda e até mesmo o uso do produto em todo o território nacional.

A Anvisa justificou a proibição alegando que o azeite em questão apresenta **origem desconhecida**. A comercialização irregular do produto foi identificada principalmente através de plataformas de venda online, como a Shopee. Mesmo após a divulgação da proibição, o g1 constatou a persistência de anúncios do azeite Terra das Oliveiras nas versões de 500 ml e 1 litro na plataforma.

A empresa responsável pela importação do azeite Terra das Oliveiras, identificada como JJ – Comércio de Alimentos Limitada, foi declarada **extinta pela Receita Federal** em 8 de janeiro de 2025, por encerramento de liquidação voluntária. Essa informação agrava a situação, dificultando a rastreabilidade e a responsabilização.

Esta ação da Anvisa se insere em um contexto de fiscalização intensificada. Em 2025, **mais de 20 marcas de azeites já foram banidas ou tiveram lotes específicos proibidos** pelo governo federal, demonstrando um esforço contínuo para garantir a segurança e a qualidade dos alimentos consumidos pela população brasileira.

Como verificar a procedência e regularidade de azeites

Para auxiliar os consumidores a se precaverem contra produtos irregulares, a Anvisa e o Ministério da Agricultura disponibilizam ferramentas de consulta. É possível verificar se uma empresa distribuidora, importadora ou produtora de azeite possui **registro no Ministério da Agricultura** através do Cadastro Geral de Classificação (CGC). Este registro é obrigatório para empresas que processam, industrializam, beneficiam ou embalam azeites e outros produtos vegetais, sujeitando-as à fiscalização.

Adicionalmente, a Anvisa oferece em seu site uma ferramenta que permite ao consumidor **consultar se um produto está na lista de itens irregulares ou falsificados**. Basta inserir o nome da marca na seção específica para verificar a situação do azeite Terra das Oliveiras ou de qualquer outro produto alimentício.

Mais de 20 marcas de azeite já foram alvo de proibições em 2025

A decisão contra o azeite Terra das Oliveiras não é um caso isolado. O ano de 2025 tem sido marcado por uma série de ações do governo federal para coibir a venda de azeites em desacordo com as normas sanitárias e de qualidade. Ao todo, **mais de 20 marcas já foram impactadas por proibições de venda ou apreensão de lotes**, evidenciando a atenção redobrada com este tipo de produto.

A fiscalização busca assegurar que os azeites comercializados no país atendam aos padrões de identidade e qualidade, além de terem sua origem devidamente declarada e comprovada. O Ministério da Agricultura ressalta a importância do registro no CGC como um selo de conformidade e segurança para os consumidores que buscam um azeite de qualidade.

O g1 entrou em contato com a Terra das Oliveiras e a Shopee para obter um posicionamento sobre o caso, e aguarda retorno. A Anvisa reforça a importância da colaboração dos consumidores na denúncia de produtos suspeitos, contribuindo para a manutenção da saúde pública e a integridade do mercado alimentício brasileiro, especialmente em relação ao azeite Terra das Oliveiras.

Meu INSS Fora do Ar Pelo Terceiro Dia: Milhões de Acessos Causam Caos e Revolta nas Redes Sociais

Meu INSS fora do ar pelo terceiro dia consecutivo gera reclamações e revolta de segurados

O sistema Meu INSS está enfrentando instabilidade pelo terceiro dia seguido, causando grande frustração e gerando inúmeras reclamações nas redes sociais. Milhões de brasileiros que dependem da plataforma para consultas e serviços previdenciários se deparam com a impossibilidade de acesso, intensificando o descontentamento.

A Dataprev, empresa responsável pelo suporte tecnológico do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), emitiu um comunicado explicando que a pane no sistema é resultado de um **aumento atípico no volume de acessos**. A situação tem impactado diretamente a rotina dos segurados, que buscam informações essenciais sobre seus benefícios e empréstimos.

Segundo a Dataprev, a média diária de acessos costuma ser de aproximadamente 3,5 milhões. No entanto, os registros apontam um salto expressivo nos últimos dias: **alta de 202,9% na segunda-feira (19)**, chegando a 10,6 milhões de acessos, e **alta de 208,6% na terça-feira (20)**, atingindo 10,8 milhões. Até a tarde de quarta-feira (21), o sistema já registrava 5,9 milhões de acessos.

Conforme informação divulgada pela Dataprev, essa demanda extraordinária é influenciada por uma **combinação de fatores**. A situação exige atenção especial dos usuários e demonstra a fragilidade da infraestrutura diante de picos de uso.

Fatores que Contribuem para a Instabilidade do Meu INSS

O **aumento do salário mínimo**, em vigor desde o início do mês, é um dos principais motivos para a sobrecarga no sistema. Muitos segurados estão acessando o Meu INSS para consultar a margem disponível para a contratação de **empréstimos consignados**, uma das funcionalidades mais utilizadas da plataforma. Esse interesse elevado, naturalmente, eleva o número de acessos simultâneos.

Outro ponto relevante é o **maior volume de desbloqueios de empréstimos** após a virada da folha de pagamento. As novas regras do INSS, em vigor desde novembro, exigem o cadastro de biometria para esses procedimentos. Isso tem concentrado uma grande quantidade de usuários tentando realizar o desbloqueio, o que contribui para o gargalo no sistema.

A **concentração de acessos** também se intensificou após o anúncio de uma indisponibilidade programada dos sistemas do INSS entre os dias 28, 29 e 30 de janeiro. A comunicação sobre a manutenção, apesar de necessária para modernização, pode ter levado muitos usuários a tentarem resolver suas pendências antes do período de inatividade, sobrecarregando ainda mais o sistema.

Esforços da Dataprev para Mitigar os Problemas

A Dataprev informou que suas equipes técnicas estão trabalhando intensamente para **mitigar os problemas e estabilizar o acesso** à plataforma. Medidas como a **redistribuição do tráfego** já foram implementadas e têm apresentado resultados parciais. Somente na segunda-feira, mais de 864 mil extratos de benefícios foram emitidos, e na terça-feira, mais de 1 milhão. Dados parciais desta quarta-feira indicam que mais de 310 mil usuários conseguiram realizar seus serviços.

A empresa assegura que o monitoramento do desempenho do sistema é contínuo e que os esforços visam restabelecer a normalidade o mais rápido possível. O objetivo é garantir que os segurados tenham acesso aos serviços previdenciários sem maiores transtornos, apesar dos desafios técnicos enfrentados.

Manutenção Programada e Mutirões para Reduzir Impacto

É importante ressaltar que o INSS realizará uma **manutenção programada** em seus sistemas entre os dias 28 e 30 de janeiro. Durante este período, os serviços do Meu INSS (site e aplicativo) e da Central 135 estarão indisponíveis a partir das 19h do dia 27 até o dia 31 de janeiro. Essa interrupção é necessária para a **modernização tecnológica** dos sistemas pela Dataprev, visando melhorias na capacidade e sustentabilidade das soluções previdenciárias.

Para amenizar os efeitos da suspensão temporária do atendimento presencial e digital, o INSS promoveu **mutirões** neste fim de semana, 24 e 25 de janeiro. A iniciativa buscou antecipar atendimentos agendados para o período de manutenção. Segurados com agendamentos entre os dias 28 e 30 de janeiro devem verificar as novas datas pelo aplicativo Meu INSS ou pelo telefone 135, garantindo o reencaixe para dias úteis.