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Acordo UE-Mercosul: Diplomata da UE Revela Aplicação Provisória em Março, Apesar de Tensões Internas e Críticas Francesas

Acordo UE-Mercosul pode entrar em vigor provisoriamente em março, aponta diplomata da UE

Um diplomata da União Europeia (UE) revelou à agência de notícias Reuters que o aguardado acordo de livre comércio entre o bloco europeu e o Mercosul tem a possibilidade de ser aplicado de forma provisória já em março. Essa declaração surge em um momento de consideráveis tensões entre os líderes europeus, que debatem o futuro do tratado.

A notícia chega após um revés significativo na quarta-feira, quando legisladores da UE encaminharam o acordo para o Tribunal de Justiça da União Europeia. Essa medida pode, potencialmente, atrasar a implementação do tratado em até dois anos, gerando preocupações sobre o impacto econômico.

O diplomata, que preferiu não se identificar, afirmou que o acordo UE-Mercosul será aplicado provisoriamente assim que o primeiro país do Mercosul o ratificar. A expectativa é que o Paraguai seja o primeiro a fazê-lo, possivelmente em março.

No entanto, essa possibilidade de implementação provisória enfrenta forte oposição, especialmente da França, cujos agricultores têm realizado protestos massivos. Críticos argumentam que o acordo aumentará a importação de produtos como carne bovina, açúcar e aves a preços mais baixos, prejudicando a produção nacional europeia.

Críticas e Preocupações com o Atraso

A decisão de encaminhar o acordo ao Tribunal de Justiça da UE gerou preocupação no governo alemão e entre diversas empresas. Empreendedores alemães e o chanceler Friedrich Merz criticaram o atraso, argumentando que ele prejudica a competitividade da Europa e coloca em risco empregos e prosperidade.

Tobias Meyer, CEO do grupo de logística DHL, expressou à Reuters que seria benéfico se o pacto pudesse ser implementado enquanto o tribunal investiga o caso. Ele enfatizou que a Europa não pode se dar ao luxo de ficar para trás em termos de acordos comerciais estratégicos.

Os defensores do acordo argumentam que ele é essencial para compensar as perdas causadas pelas tarifas impostas pelos Estados Unidos e para reduzir a dependência da UE em relação à China. Um atraso na implementação pode ter consequências negativas para a economia europeia, segundo esses analistas.

Oposição Francesa e o Conceito de Implementação Provisória

A França lidera a oposição ao acordo, com agricultores realizando grandes manifestações em Paris. A porta-voz do governo francês, Maud Bregeon, classificou a implementação provisória do tratado como antidemocrática, antes mesmo dos comentários do diplomata da UE.

O presidente da CGB, uma associação francesa de produtores de beterraba sacarina, rejeitou veementemente qualquer possibilidade de o acordo entrar em vigor provisoriamente. A Comissão Europeia, por sua vez, afirmou que dialogará com os governos e legisladores da UE antes de definir os próximos passos.

A implementação provisória, enquanto se aguarda a decisão judicial e a aprovação parlamentar, pode ser politicamente desafiadora devido à provável reação negativa. Além disso, o Parlamento Europeu ainda manteria o poder de anular a medida posteriormente, caso a decisão judicial não seja favorável.

Contexto Geopolítico e Negociações Longas

O acordo UE-Mercosul, assinado no sábado, 17, representa o maior acordo comercial já firmado pela União Europeia, após 25 anos de negociações. A UE busca fortalecer laços comerciais em um cenário global cada vez mais complexo, com tensões crescentes com os Estados Unidos e uma forte dependência da China.

Líderes da UE se reúnem em Bruxelas para discutir as relações transatlânticas, em parte impulsionadas por recentes exigências do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, relacionadas à Groenlândia. O futuro do acordo UE-Mercosul é um dos pontos de atenção nesse contexto.

A decisão sobre a aplicação provisória do acordo UE-Mercosul, caso se concretize em março, dependerá da ratificação por um dos membros do bloco sul-americano e da capacidade de gerenciar as tensões internas na Europa. A complexidade do processo e as diferentes visões políticas dos estados membros da UE tornam o desfecho incerto.

Óculos de R$ 4 mil de Macron em Davos disparam ações de fabricante em 28% e viralizam na web

Óculos de sol de luxo de Emmanuel Macron em Davos viram fenômeno viral e impulsionam ações de fabricante

O presidente francês, Emmanuel Macron, chamou a atenção em sua participação no Fórum Econômico Mundial em Davos, não apenas por suas declarações, mas também por seu acessório: um par de óculos escuros estilo aviador que rapidamente se tornou o centro das atenções online e no mercado financeiro.

O modelo, identificado como Pacific S 01 da marca Henry Jullien, tem um preço de venda de 659 euros, equivalentes a aproximadamente R$ 4 mil. A escolha de Macron por este item específico gerou uma onda de comentários, memes e especulações nas redes sociais, com muitos comparando seu visual ao de personagens do filme “Top Gun”.

A repercussão do look do presidente francês teve um impacto direto e significativo no desempenho das ações de sua fabricante, a iVision Tech. A empresa italiana viu o valor de seus papéis disparar, refletindo o interesse súbito e a associação positiva com uma figura de destaque global.

Conforme informações divulgadas, a valorização das ações acrescentou cerca de 3,5 milhões de euros, o equivalente a US$ 4,1 milhões, à capitalização de mercado da iVision Tech. Este evento sublinha o poder da exposição midiática e da influência de personalidades públicas no mundo dos negócios e da moda, conforme noticiado pela mídia especializada.

Ações da iVision Tech registram alta expressiva após aparição de Macron

As ações da iVision Tech, empresa que detém a marca francesa de óculos de alto padrão Henry Jullien, experimentaram um **salto impressionante de quase 28%** na quinta-feira, 22 de fevereiro. Essa ascensão ocorreu após a divulgação de que o modelo Pacific S 01, usado por Emmanuel Macron em seu discurso em Davos, foi reconhecido e associado à fabricante.

Na quarta-feira, 21 de fevereiro, as ações já haviam demonstrado força, com uma alta de quase 6%, levando à suspensão temporária de suas negociações na bolsa de Milão. A negociação foi retomada brevemente na quinta-feira, antes de uma nova suspensão, caminhando para registrar o **maior salto diário da história da empresa**.

Motivo inusitado para o uso dos óculos escuros

O gabinete do presidente francês explicou o motivo peculiar para Macron ter optado por usar óculos escuros durante seu discurso, mesmo em um ambiente fechado. Segundo a comunicação oficial, a escolha se deu para **proteger os olhos do presidente** devido ao rompimento de um vaso sanguíneo. A marca específica dos óculos não foi oficialmente confirmada pelo governo.

No entanto, fontes ligadas à fabricante, como o diretor comercial da Henry Jullien, indicaram que o modelo usado era, de fato, o Pacific S 01, e que os óculos foram enviados a Macron em 2024. Essa confirmação, mesmo sem o aval governamental direto, foi suficiente para alimentar o interesse do mercado.

Viralização e memes: o fenômeno “Top Gun”

A imagem de Macron com os óculos escuros rapidamente se espalhou pela internet, dando origem a uma **avalanche de memes e comentários**. A comparação mais frequente nas redes sociais foi com o icônico filme “Top Gun – Ases Indomáveis”, de 1986, estrelado por Tom Cruise, onde os óculos de aviador são um elemento marcante.

O fenômeno viralizou a ponto de atrair a atenção de outras figuras públicas, incluindo o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que também teria comentado o assunto. A associação com o estilo e a cultura pop demonstrou o alcance inesperado do acessório e do próprio presidente.