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Clientes do Itaú em Alerta: PIX Falha e ‘Dinheiro Não Chega’ Assusta Usuários em Dia de Instabilidade Pontual

Itaú enfrenta onda de reclamações sobre falhas no PIX: usuários relatam que dinheiro não chega ao destino.

Na tarde desta sexta-feira, dia 23, diversos clientes do Itaú utilizaram as redes sociais e plataformas de monitoramento para expressar sua insatisfação com o funcionamento do PIX. As queixas apontam que, apesar de as transações serem processadas pelo aplicativo, os valores não estão sendo creditados nas contas dos destinatários, gerando um clima de apreensão entre os usuários.

O problema ganhou destaque rapidamente, com o site DownDetector registrando um pico de reclamações. Por volta das 15h50, o banco apareceu no topo das menções, acumulando um número expressivo de relatos sobre instabilidades no serviço de pagamentos instantâneos. A situação preocupou quem dependia do PIX para transações urgentes.

As reclamações nas redes sociais descrevem cenários frustrantes, onde o comprovante da transação é gerado, mas o dinheiro simplesmente some, sem chegar à conta de quem deveria recebê-lo. Essa falha específica no PIX tem sido o ponto central das queixas, indicando um problema na transferência efetiva dos fundos, e não apenas no processamento inicial.

Conforme informação divulgada pelo g1, o Itaú Unibanco reconheceu a ocorrência de uma instabilidade pontual. A instituição informou que o problema foi identificado no início da tarde de sexta-feira e que já foi completamente resolvido. O banco aproveitou para pedir desculpas aos clientes pelo inconveniente causado pela falha no PIX. Essa instabilidade afetou uma parcela específica de clientes.

Pico de Reclamações no DownDetector

A plataforma DownDetector, conhecida por mapear falhas em serviços digitais, indicou um aumento significativo nas reclamações direcionadas ao Itaú. Por volta das 15h50, o site registrou **539 reclamações** sobre o banco. Destas, **238 notificações** estavam especificamente relacionadas a problemas com o PIX, evidenciando a dimensão do transtorno para os usuários do sistema de pagamentos instantâneos.

O Que Diz o Itaú Sobre a Falha no PIX

Em nota oficial, o Itaú Unibanco declarou: “O Itaú Unibanco informa que identificou uma instabilidade pontual no início da tarde desta sexta-feira (23), que impactou uma parcela de clientes para transações via Pix. O banco ressalta que as operações já foram totalmente restabelecidas e pede desculpas aos clientes pelo inconveniente”. A comunicação buscou tranquilizar os correntistas e informar sobre a resolução do problema no PIX.

Relatos nas Redes Sociais e a Frustração dos Clientes

Nas redes sociais, o desabafo dos clientes do Itaú tomou conta do feed. Muitos compartilharam suas experiências negativas com o PIX, relatando que, apesar de a transação aparecer como concluída no aplicativo, o dinheiro não era creditado na conta de destino. Essa situação gerou um ciclo de ansiedade e a necessidade de contatar o suporte do banco para tentar solucionar o problema do PIX.

Resolução Rápida e Pedido de Desculpas do Banco

Apesar do transtorno causado pela instabilidade pontual no PIX, o Itaú agiu para solucionar a questão. A confirmação de que as operações foram **totalmente restabelecidas** trouxe alívio para os clientes que ainda enfrentavam dificuldades. O pedido de desculpas reforça o compromisso do banco em oferecer um serviço de qualidade e a importância de manter o PIX funcionando sem interrupções.

Receita Federal desmente FAKE: norma sobre PIX acima de R$ 5 mil não permite monitoramento individual

Receita Federal nega monitoramento individual de PIX acima de R$ 5 mil, esclarece norma para fintechs

Circulam nas redes sociais, especialmente em plataformas como X, TikTok e Instagram, mensagens alarmantes que afirmam que a Receita Federal passará a monitorar todas as transações de PIX acima de R$ 5 mil. Essas publicações, que viralizaram no início deste ano, geram preocupação e desinformação entre os usuários do sistema de pagamentos instantâneos.

Uma postagem específica, que acumulou mais de 10 mil curtidas em janeiro, alegava que o governo estaria retomando o monitoramento do PIX, obrigando as fintechs a informarem movimentações globais acima desse valor. O texto mencionava que o limite consideraria tanto débitos quanto créditos, intensificando o receio de uma fiscalização invasiva.

No entanto, essas informações são categorizadas como #FAKE. A Receita Federal, em nota oficial, esclareceu que a Instrução Normativa (IN) nº 2.278, citada nas mensagens enganosas, não tem o objetivo de detalhar ou identificar individualmente transferências financeiras específicas. O órgão busca, na verdade, ampliar a transparência no setor financeiro.

A reportagem do g1, ao investigar a origem da desinformação, constatou que a IN 2.278, na verdade, estende às fintechs as mesmas obrigações de transparência que já eram exigidas dos bancos tradicionais. O objetivo é coibir o uso dessas plataformas para atividades ilícitas, como lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio, um esforço alinhado a práticas globais de combate ao crime organizado.

O que diz a Instrução Normativa da Receita Federal?

A Instrução Normativa nº 2.278 da Receita Federal não prevê o monitoramento de PIX acima de R$ 5 mil de forma individual. O que o dispositivo legal estabelece é a obrigatoriedade de que as fintechs, assim como os bancos, reportem os volumes financeiros semestrais de seus clientes. Essas informações são compiladas pelo sistema conhecido como e-Financeira.

O e-Financeira, alimentado a cada seis meses, reúne dados sobre saldos em contas, aplicações financeiras e outras movimentações. É crucial entender que a normativa não permite o acompanhamento de transações individuais, respeitando a proibição constitucional da tributação sobre movimentações financeiras. A intenção é aprimorar a fiscalização contra crimes financeiros sem invadir a privacidade do cidadão.

Fintechs e bancos: obrigações de transparência ampliadas

A nova regulamentação não cria novas regras de fiscalização, mas sim uniformiza as obrigações. A denominação de “instituições de pagamento e participantes de arranjos de pagamento”, que inclui as fintechs, já existia desde 2015. A diferença é que, antes, essas empresas não eram obrigadas a apresentar o documento em questão, algo que agora passa a ser exigido.

Essa medida visa garantir que todas as instituições financeiras e de pagamento sigam os mesmos padrões de transparência, fortalecendo o combate a crimes financeiros. A Receita Federal reitera que nenhuma movimentação individual será monitorada, e sim os volumes agregados semestrais, sem detalhamento de transações específicas, como as de PIX acima de R$ 5 mil.

Constituição Federal protege movimentações financeiras

É importante ressaltar que a Constituição Federal proíbe a tributação direta sobre movimentações financeiras. A Instrução Normativa nº 2.278, portanto, atua dentro dos limites legais, focando na transparência e na prevenção de crimes, sem criar mecanismos de fiscalização invasiva sobre o PIX acima de R$ 5 mil ou qualquer outro valor.

A Receita Federal busca, com essa norma, alinhar o Brasil às melhores práticas internacionais de combate ao crime organizado, lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio. O órgão enfatiza que o foco está em dados agregados e semestrais, e não no rastreamento de transações individuais, desmentindo qualquer alegação de monitoramento específico de PIX acima de R$ 5 mil.