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Bolsa Família 2026: Pagamentos de Janeiro Começam Hoje para NIS Final 1, Benefício Mínimo de R$ 600 e Adicionais Detalhados

Bolsa Família 2026: Pagamentos de Janeiro Começam Nesta Segunda-feira (19) para NIS Final 1

A Caixa Econômica Federal inicia nesta segunda-feira, 19 de janeiro de 2026, os pagamentos do Bolsa Família referentes a este mês. Os primeiros beneficiários a receberem o valor serão aqueles cujos Números de Identificação Social (NIS) terminam com o dígito 1.

O programa Bolsa Família, essencial para milhões de famílias brasileiras em situação de vulnerabilidade, segue um cronograma de pagamentos escalonado, organizado de acordo com o último dígito do NIS de cada beneficiário. Essa organização visa garantir que o atendimento nas agências e lotéricas ocorra de forma mais fluida.

O valor mínimo do benefício é de R$ 600 por família, mas este montante pode ser acrescido de valores adicionais, dependendo da composição familiar. Há valores extras para crianças pequenas, gestantes e adolescentes, tornando o programa ainda mais abrangente.

Para saber a data exata em que o dinheiro estará disponível na conta, é fundamental que o beneficiário verifique o último número impresso em seu Cartão do Bolsa Família. Com essa informação, é possível consultar o calendário oficial e planejar o uso dos recursos. Conforme informação divulgada pela Caixa Econômica Federal, os pagamentos são realizados nos últimos 10 dias úteis de cada mês, com exceção de dezembro, quando são antecipados.

Calendário de Pagamentos do Bolsa Família para Janeiro de 2026

Os pagamentos do Bolsa Família em janeiro de 2026 seguem o seguinte cronograma, baseado no final do NIS: o NIS final 1 recebe no dia 19, o final 2 no dia 20, o final 3 no dia 21, o final 4 no dia 22, o final 5 no dia 23. Dando continuidade, o NIS final 6 recebe em 26 de janeiro, o final 7 em 27 de janeiro, o final 8 em 28 de janeiro, o final 9 em 29 de janeiro e, por fim, o NIS final 0 recebe em 30 de janeiro. É importante notar que o calendário completo para o ano todo já foi divulgado, com pagamentos previstos de fevereiro a dezembro.

Regras e Requisitos para Receber o Bolsa Família

Para ter direito ao Bolsa Família, a principal regra é que a renda mensal familiar por pessoa não ultrapasse R$ 218. A soma de todos os rendimentos da família deve ser dividida pelo número de integrantes. Se o resultado for inferior a R$ 218, a família se enquadra nos critérios de elegibilidade. Além da renda, existem contrapartidas importantes que os beneficiários precisam cumprir, como garantir a frequência escolar de crianças e adolescentes, realizar o acompanhamento pré-natal para gestantes e manter as carteiras de vacinação atualizadas.

Valores do Benefício e Adicionais

O valor base do Bolsa Família é de R$ 600 por família. Contudo, o programa prevê o pagamento de adicionais que podem aumentar o montante recebido. Famílias com crianças de até 6 anos recebem um adicional de R$ 150 por criança. Há também um adicional de R$ 50 para gestantes, e para crianças e adolescentes entre 7 e 17 anos. Bebês com até seis meses de idade também garantem um adicional de R$ 50.

Como se Cadastrar e Movimentar o Benefício

O primeiro passo para ter acesso ao Bolsa Família é estar inscrito no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico). Este cadastro é a porta de entrada para diversos programas sociais. No entanto, estar no CadÚnico não garante a entrada automática no Bolsa Família, pois cada programa possui regras específicas. Após o cadastro, o governo realiza uma análise para verificar o enquadramento da família. A movimentação do benefício pode ser feita de forma prática e segura através do aplicativo Caixa TEM e do internet banking, sem a necessidade de ir a uma agência. O cartão do programa também pode ser utilizado para compras em estabelecimentos comerciais, na função débito, além de permitir saques em caixas eletrônicos, lotéricas e correspondentes Caixa Aqui.

Acordo Mercosul-UE: Imposto Zero para 5 Mil Produtos Brasileiros na Europa e Revolução na Indústria Nacional

Acordo Mercosul-UE: Imposto Zero para 5 Mil Produtos Brasileiros na Europa e Revolução na Indústria Nacional

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgou um levantamento promissor sobre o acordo entre Mercosul e União Europeia. A entidade estima que mais de **cinco mil produtos brasileiros** terão a **taxa de importação zerada** no bloco europeu assim que o tratado entrar em vigor. Este é um marco significativo para a indústria nacional.

A CNI destaca que o acordo ampliará drasticamente o acesso do Brasil ao comércio global. Atualmente, os acordos preferenciais brasileiros cobrem cerca de 8% das importações mundiais. Com o novo tratado, esse número deve saltar para **36%**, impulsionado pela participação da União Europeia, que representa 28% do comércio global em 2024.

Esta medida representa um avanço considerável para a **inserção internacional da indústria nacional**, criando um ambiente mais competitivo e acessível para os produtos brasileiros no exigente mercado europeu. A entidade também ressalta que o acordo foi desenhado para garantir uma transição previsível para a indústria brasileira, permitindo ajustes produtivos e tecnológicos.

Conforme informação divulgada pela CNI, 54,3% dos produtos negociados no âmbito do acordo terão imposto de importação zerado na União Europeia logo na entrada em vigor do tratado. Do lado do Mercosul, o Brasil terá prazos mais longos para a redução tarifária, garantindo um processo gradual.

Impacto Direto na Indústria Brasileira

O levantamento da CNI revela que a **indústria é a protagonista** do comércio bilateral entre Brasil e União Europeia. Em 2024, 46,3% das exportações brasileiras para o bloco europeu foram compostas por bens industriais. Essa forte presença demonstra a complementaridade das economias e o potencial de modernização que o acordo pode trazer.

Comércio Bilateral e Oportunidades Emergentes

Em 2024, a União Europeia foi um destino crucial para as exportações brasileiras, absorvendo **US$ 48,2 bilhões**, o que equivale a 14,3% do total exportado pelo país. O bloco se consolida como o segundo principal mercado externo para o Brasil. No mesmo período, as importações brasileiras provenientes da UE somaram **US$ 47,2 bilhões**, representando 17,9% do total. É importante notar que 98,4% desses produtos importados foram bens da indústria de transformação.

Um Tratado de Longa Data com Visão de Futuro

As negociações que culminaram neste acordo tiveram início em 1999, atravessando períodos de paralisação e retomadas. O tratado prevê a **redução ou eliminação gradual de tarifas** sobre mais de 90% do comércio entre os blocos, com prazos diferenciados para setores considerados sensíveis. A expectativa é de que os efeitos econômicos se manifestem de forma progressiva, à medida que as etapas de implementação forem concluídas e o acordo ratificado.

Contexto da Assinatura e Representação Brasileira

A assinatura formal do acordo ocorreu em Assunção, no Paraguai. O Presidente Luiz Inácio Lula da Silva não participou da cerimônia, sendo representado pelo Ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira. Lula cumpriu agenda oficial em Brasília no mesmo período. Anteriormente, o presidente havia se reunido com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, no Rio de Janeiro, um encontro visto como um forte sinal político de apoio ao fechamento do acordo.