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FGC Inicia Pagamentos: 377 Mil Credores do Banco Master Recebem Dinheiro a Partir de Hoje em Parcela Única

FGC Libera Pagamento para Credores do Banco Master: Saiba Como Receber seu Dinheiro

A partir desta segunda-feira, 19 de fevereiro, o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) inicia o processo de ressarcimento para aproximadamente 377 mil credores que investiram em Certificados de Depósito Bancário (CDBs) do Banco Master. Os valores serão pagos à vista, em uma parcela única, proporcionando alívio financeiro para milhares de investidores afetados pela liquidação da instituição financeira.

O prazo para que os credores solicitassem o ressarcimento foi aberto no último sábado, 17 de fevereiro, e os pagamentos já começam a ser processados. Essa ação do FGC visa mitigar os prejuízos de quem confiou seus recursos ao Banco Master, oferecendo uma solução rápida e direta para a recuperação dos valores investidos.

O FGC, responsável por proteger investidores em casos de falência de instituições financeiras, está atuando para garantir que os direitos dos credores sejam respeitados. A comunicação oficial reforça a importância de seguir os procedimentos corretos para evitar contratempos e fraudes durante o processo de solicitação e recebimento.

Para que você, investidor, saiba exatamente como proceder e quais cuidados tomar, detalhamos as informações essenciais sobre este importante ressarcimento. Acompanhe os próximos tópicos para entender todos os passos e garantir seu direito ao recebimento.

Como Solicitar o Ressarcimento do FGC

O processo de solicitação de ressarcimento para os credores do Banco Master começou no último sábado, 17 de fevereiro. Para pessoas físicas, o pedido deve ser feito através do aplicativo do FGC. Já as empresas precisam realizar a solicitação pelo site oficial do Fundo Garantidor de Crédito. É fundamental que os credores sigam atentamente as orientações disponíveis nos canais oficiais para garantir que o processo seja concluído com sucesso.

Valores e Forma de Pagamento

Os valores devidos aos credores do Banco Master serão pagos à vista, em uma única parcela. Por exemplo, um investidor com R$ 200 mil aplicados em CDBs do banco receberá todo o montante de uma vez. O FGC informou que, até o momento, cerca de 569 mil pedidos de ressarcimento foram registrados, sendo que aproximadamente 377 mil já finalizaram a solicitação e estão aptos para o pagamento.

O valor total a ser pago em garantias é estimado em R$ 40,6 bilhões, um montante ligeiramente inferior à estimativa inicial de R$ 41,3 bilhões. O FGC assegura possuir liquidez suficiente para cobrir esses pagamentos, com R$ 125 bilhões disponíveis em novembro de 2025.

Cuidados e Alertas para Evitar Golpes

O FGC tem alertado sobre possíveis tentativas de golpe relacionadas ao pagamento de garantias. É crucial que os credores se atentem e utilizem apenas os canais oficiais de atendimento e divulgação de informações: o aplicativo do FGC, telefone, e-mail e redes sociais oficiais. O presidente do FGC, Daniel Lima, reforça a importância de estar vigilante para não ser enganado.

Alguns credores enfrentaram dificuldades na validação biométrica por utilizarem documentos sem o número do CPF, o que gerou recusas na avaliação de identidade. O órgão enfatiza a necessidade de seguir as instruções que constam no site e no aplicativo para que a validação seja bem-sucedida. O aplicativo do FGC tem operado normalmente, processando milhares de pedidos por hora, embora volumes anormais de acessos simultâneos possam causar lentidão pontual.

Entenda a Cobertura do FGC

O Fundo Garantidor de Créditos protege os saldos de correntistas e investidores até o limite de R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, por instituição financeira. Essa cobertura se aplica a produtos como CDBs, que são investimentos de renda fixa onde o investidor empresta dinheiro ao banco em troca de juros. A remuneração pode ser pré-fixada ou pós-fixada, atrelada a indicadores como o CDI.

O FGC só atua em casos de intervenção ou liquidação de uma instituição financeira. A indenização abrange o valor investido somado aos rendimentos acumulados até a data da liquidação, respeitando o teto de R$ 250 mil. Valores que excedam esse limite devem ser solicitados no processo de liquidação conduzido pelo Banco Central. Produtos como debêntures, CRIs, CRAs e fundos de investimento não possuem cobertura do FGC e, em caso de liquidação, o valor investido entra na fila de credores sem garantia automática de recebimento.

Boletim Focus: Inflação em 2026 Prevê Queda para 4,02%, Menos que os 4,26% de 2025; Juros e PIB Também em Destaque

Mercado Financeiro Ajusta Projeções Econômicas: Inflação em 2026 Esperada em 4,02%, com Queda em Relação ao Ano Anterior

Economistas do mercado financeiro revisaram para baixo a estimativa de inflação para o ano de 2026, de 4,05% para 4,02%. Esta projeção faz parte do Boletim Focus, divulgado semanalmente pelo Banco Central (BC), com base em consultas a mais de 100 instituições financeiras na última semana.

Se confirmada, a nova projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficará abaixo do registrado em 2025, que somou 4,26%. Isso sugere um cenário de maior controle sobre a alta dos preços, impactando diretamente o poder de compra da população.

A inflação elevada corrói o valor do dinheiro, fazendo com que menos bens e serviços possam ser adquiridos com a mesma quantidade de moeda. Para as famílias com rendas mais baixas, esse efeito é ainda mais sentido, pois seus orçamentos são mais impactados pela variação dos preços de itens essenciais.

O Boletim Focus também trouxe atualizações sobre as expectativas para os anos seguintes, mantendo a projeção de 3,80% para 2027 e 3,50% para 2028 e 2029. A partir de 2025, com a meta contínua, o objetivo é manter a inflação em 3%, com tolerância entre 1,50% e 4,50%.

Projeções para Taxa de Juros (Selic) e Crescimento do PIB

Após a taxa básica de juros, a Selic, ter encerrado 2025 em 15% ao ano, o maior nível em quase duas décadas, como medida para conter a inflação, o mercado financeiro continua a prever um recuo nos juros em 2026. A projeção para o fim de 2026 foi mantida em 12,25% ao ano, indicando uma queda de 2,25 pontos percentuais.

Para o fechamento de 2027, a projeção para a Selic permanece em 10,50% ao ano. Contudo, a estimativa para o final de 2028 registrou uma leve alta, de 9,88% para 10% ao ano.

No que diz respeito ao Produto Interno Bruto (PIB), que mede a soma de todos os bens e serviços produzidos no país, a estimativa de crescimento para 2026 foi mantida em 1,80%. Este percentual está abaixo da projeção de cerca de 2,25% esperada para 2025.

Dólar e Câmbio: Estabilidade Prevista para 2026

O mercado financeiro projeta relativa estabilidade para a taxa de câmbio em 2026, mesmo diante de um ano eleitoral, período que historicamente pode gerar volatilidade e pressionar o dólar para cima. Após uma desvalorização de mais de 11% em 2025, fechando o ano a R$ 5,4887, os economistas preveem que a cotação termine 2026 em R$ 5,50.

A trajetória do dólar em 2025, a pior em quase uma década, foi influenciada por apostas em cortes de juros nos Estados Unidos e por preocupações com o déficit público brasileiro. A manutenção da cotação em R$ 5,50 para o fim de 2026 sugere que o mercado não antecipa grandes oscilações cambiais no próximo ano.