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Caso Master: PF marca 11 novos depoimentos e STF limita oitiva; veja quem será ouvido e os desafios da investigação

Polícia Federal avança no Caso Master com novos depoimentos e desafios na análise de provas

A Polícia Federal (PF) definiu para a próxima semana a realização de 11 novos depoimentos no âmbito das investigações do caso Master. A informação foi confirmada por fontes da PF ao blog, indicando uma intensificação nos trabalhos de apuração.

As oitivas foram autorizadas pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli. No entanto, Toffoli determinou que os depoimentos ocorram em um período concentrado de apenas dois dias, contrariando a solicitação da PF por seis dias para a realização das oitivas.

Entre os convocados para depor estão figuras chave relacionadas ao caso Master. Estão programadas as oitivas de Augusto Ferreira Lima, que foi sócio do Master, além de ex-diretores do Banco Master. Também será ouvido Paulo Henrique Costa, ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), reforçando a amplitude das investigações.

Ainda não há definição se Daniel Vorcaro, antigo controlador do banco, será chamado para prestar um novo depoimento. A PF busca esclarecer todos os pontos nebulosos que cercam as atividades investigadas.

Desafios na análise de material apreendido e autorizações pendentes

Um dos principais entraves enfrentados pela Polícia Federal é a **dificuldade em analisar o volumoso material apreendido** na segunda fase da operação Compliance Zero, realizada na semana passada. A celeridade na análise dessas provas é crucial para o avanço das investigações.

Por determinação de Dias Toffoli, todo o material apreendido ficará sob a custódia da Procuradoria-Geral da República (PGR). A perícia será conduzida por quatro especialistas escolhidos pelo próprio ministro do STF, o que pode demandar tempo e expertise específica.

A análise detalhada deste material é considerada **fundamental para a coleta dos depoimentos** que serão realizados. Sem a conclusão dessa perícia, a PF pode ter limitações na condução das oitivas, dependendo ainda de autorização de Toffoli para prosseguir.

Investigação sobre influencers e o Banco Central aguarda sinal verde do STF

Outro ponto que aguarda deliberação do STF é o pedido da PF para iniciar uma investigação específica sobre influencers. Estes teriam sido contatados e contratados com o objetivo de **atacar o Banco Central**, uma solicitação feita há uma semana pela própria PF.

O ministro Dias Toffoli ainda não se manifestou sobre o início desta nova frente de investigação, o que também impacta o escopo completo das apurações relacionadas ao caso Master e suas ramificações. A expectativa é que as autorizações ocorram em breve para não atrasar ainda mais o processo.

A **colaboração entre a PF, o STF e a PGR** é essencial para a resolução do caso Master. A PF demonstra empenho em coletar todas as provas e ouvir todas as partes envolvidas, buscando a verdade e a responsabilização, dentro dos trâmites legais estabelecidos.

Caso Master: FGC já recebeu 600 mil pedidos de ressarcimento e processa 11,8 mil por hora, mas atenção a golpes!

FGC avança no pagamento de credores do Banco Master, mas alerta para golpes e desafios técnicos

O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) divulgou um balanço sobre o processo de ressarcimento aos credores do Banco Master. Na noite desta segunda-feira (19), o fundo informou que cerca de 600 mil credores já formalizaram seus pedidos de reembolso, um número expressivo diante da estimativa de 800 mil pessoas com direito ao benefício.

Deste total, 400 mil credores já concluíram todas as etapas do processo, incluindo a validação de documentos e identidade, e estão na fila para receber seus valores. O pagamento, iniciado nesta segunda-feira, é realizado em parcela única para quem investiu em Certificados de Depósito Bancário (CDBs) emitidos pelo Banco Master.

O FGC também destacou que seu aplicativo está operando normalmente, com uma média impressionante de 11,8 mil pedidos processados por hora, o que equivale a aproximadamente três solicitações por segundo. No entanto, o fundo ressalta que, em momentos de pico, o alto volume de acessos simultâneos ainda pode gerar alguma lentidão pontual.

Essas informações foram divulgadas conforme balanço do FGC, que também atualizou dados sobre o número de credores e o valor total a ser pago em garantias, que agora é estimado em R$ 40,6 bilhões, inferior à projeção inicial. O fundo reforça a importância da atenção redobrada contra tentativas de golpe, enfatizando que não cobra taxas, não antecipa pagamentos e não utiliza intermediários, como WhatsApp ou SMS, para contatos.

Processo de ressarcimento e limites de cobertura

Os pagamentos do FGC são realizados à vista e respeitam o teto de R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, por instituição financeira. É importante notar que a indenização engloba o valor principal investido mais os rendimentos acumulados até a data da liquidação do banco. Caso o montante total ultrapasse o limite, o excedente entra na fila de liquidação do banco.

Por questões de segurança e prevenção a fraudes, alguns pedidos podem passar por etapas adicionais de verificação, o que pode estender o prazo para a liberação dos recursos. Os credores recebem uma cópia do documento assinado após a confirmação do pagamento e podem acompanhar o andamento do processo pelo aplicativo do FGC.

Documentação e alertas importantes

Para a validação de identidade no aplicativo do FGC, são aceitos documentos como RG com CPF, Carteira Nacional de Identidade (CIN), CNH (física ou digital), RNE e CRNM. O fundo já registrou casos de recusa de pedidos quando credores tentaram validar a biometria com documentos que não continham o CPF.

O FGC também aproveita para reforçar o alerta sobre tentativas de golpe. A instituição enfatiza que não cobra nenhuma taxa, não antecipa pagamentos e não utiliza intermediários. Qualquer contato suspeito, especialmente por WhatsApp ou SMS, deve ser ignorado. O presidente do fundo, Daniel Lima, destacou a necessidade de atenção, pois o processo de pagamento de garantias pode ser alvo de criminosos.

O caso Banco Master e o que não tem cobertura

O Banco Master, controlado por Daniel Vorcaro, teve sua liquidação decretada pelo Banco Central em 18 de dezembro de 2025, devido a dificuldades financeiras, alto custo de captação e exposição a investimentos de risco. Tentativas de venda da instituição não avançaram devido a questionamentos de órgãos de controle e investigações.

É fundamental que os credores estejam cientes de que nem todos os tipos de aplicações no Banco Master possuem cobertura do FGC. Investimentos como ações, fundos de investimento, debêntures, consórcios, letras financeiras (LFs) e quaisquer outros produtos de investimento que não sejam explicitamente garantidos pelo fundo não serão ressarcidos pelo FGC.