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Pix Errado ou Golpe? Saiba como Identificar e Evitar Cair em Armadilhas ao Devolver Dinheiro

Recebeu um Pix inesperado? Cuidado! Pode ser um golpe.

Situações de Pix enviado por engano acontecem, como o caso de um estudante em Goiás que recebeu R$ 200 mil e devolveu o valor integralmente. No entanto, criminosos exploram a boa-fé de pessoas para aplicar golpes, utilizando a rapidez do Pix a seu favor.

É fundamental saber diferenciar um erro genuíno de uma tentativa de fraude. A pressa em devolver o dinheiro, pedidos de devolução para outras contas ou a comunicação fora dos canais oficiais do banco são sinais de alerta.

Para garantir a segurança e evitar prejuízos, é essencial utilizar os mecanismos oficiais de devolução oferecidos pelas instituições financeiras. A devolução inadequada pode gerar perdas financeiras irreversíveis.

Conforme informações divulgadas, o Pix, apesar de seguro e rápido, tornou-se alvo de golpes cada vez mais sofisticados. Por isso, antes de qualquer ação, é preciso identificar a natureza da transação recebida. A recomendação é agir com cautela e sempre por meio dos canais oficiais.

Identificando um Pix Errado Genuíno

Em casos de erro real, a origem geralmente é uma confusão de chave Pix ou um erro de digitação. O remetente, em vez de pressionar por uma devolução urgente, tende a buscar a resolução pelos canais oficiais do banco, sem urgência excessiva ou fora do aplicativo.

A devolução nesses casos deve ser feita de forma segura. O ideal é usar a função “Devolver Pix” disponível no aplicativo do seu banco. Essa funcionalidade garante que o dinheiro retorne diretamente para a conta de origem, mantendo o vínculo com a transação original e o registro no Banco Central.

Para utilizar o “Devolver Pix”, basta acessar o extrato ou histórico de transações, selecionar o Pix recebido e optar pela devolução. É possível devolver o valor total ou parcial, e toda a operação é realizada dentro do próprio aplicativo bancário, minimizando riscos.

Golpe do Pix Errado: Sinais de Alerta

No golpe do Pix errado, o criminoso envia um valor e, em seguida, entra em contato solicitando a devolução com urgência. Frequentemente, a vítima é induzida a devolver o dinheiro por fora dos mecanismos seguros, como o “Devolver Pix” ou o Mecanismo Especial de Devolução (MED).

Fique atento a sinais como: pressa excessiva para devolver o valor, pedido para que a devolução seja feita para uma conta diferente da que enviou o Pix, orientação para resolver tudo por WhatsApp ou ligação, fora do aplicativo do banco, ou apresentação de prints e comprovantes duvidosos como única prova.

O professor Luiz Cezar Lustosa Garbini, do Paraná, foi vítima de uma variação desse golpe ao devolver R$ 700, mas teve mais R$ 700 debitados, totalizando R$ 1.400 retirados de sua conta. Isso ocorreu porque o autor do Pix solicitou um MED Pix, que tem sido usado indevidamente para aplicar fraudes.

O que fazer em caso de suspeita de golpe?

Quando há suspeita de fraude, ou se a devolução simples não for possível, o Mecanismo Especial de Devolução (MED) entra em ação. Criado pelo Banco Central, o MED é um protocolo para apurar golpes e transações suspeitas.

A pessoa que enviou o Pix indevidamente deve contatar seu banco e solicitar a abertura do MED. A instituição financeira analisará o caso e tentará bloquear os valores para a devolução. Quanto mais rápido o acionamento, maiores as chances de recuperação do dinheiro.

É importante lembrar que ficar com um valor recebido por engano pode configurar apropriação indébita, configurando crime. Por outro lado, devolver o Pix de forma inadequada pode levar a prejuízos financeiros difíceis de reverter.

Segurança em Primeiro Lugar: Use os Canais Oficiais

A recomendação é sempre agir com boa-fé, mas com extrema cautela, utilizando exclusivamente os mecanismos oferecidos pelos bancos. Em caso de dúvidas sobre a origem de um Pix ou suspeita de golpe, procure o seu banco imediatamente.

Se a fraude for confirmada ou houver tentativa, registrar um boletim de ocorrência é fundamental. Isso auxilia nas investigações e pode facilitar a atuação do banco por meio do MED, garantindo um processo mais seguro e transparente para todos os envolvidos na devolução de um Pix errado.

México: O Ganhador Inesperado das Tarifas de Trump e o Futuro Incerto do T-MEC

México se consolida como maior exportador para os EUA, mas futuro do T-MEC gera incertezas

A política tarifária agressiva do ex-presidente Donald Trump, que visava reequilibrar as relações comerciais dos Estados Unidos, acabou por impulsionar o México como um dos principais beneficiados. Apesar das incertezas, o país vizinho registrou um aumento significativo em suas exportações para o mercado americano, em grande parte devido às isenções e ao Acordo Estados Unidos-México-Canadá (T-MEC).

O chamado “Dia da Liberação”, em abril do ano passado, marcou o anúncio de novas tarifas de importação por parte de Trump. No entanto, México e Canadá, parceiros comerciais cruciais, foram poupados da maioria das imposições, garantindo um alívio temporário e a manutenção da confiança de investidores.

Com isso, o México não apenas manteve seu ritmo de exportações, mas viu um crescimento de quase 6% para os Estados Unidos, consolidando sua posição como um dos “ganhadores inesperados” dessa política, conforme apontado pelo The Wall Street Journal. Especialistas indicam que a reconfiguração do mercado global e a adaptação às políticas de Trump foram determinantes.

Segundo Erica York, analista do Tax Foundation, uma das principais isenções às tarifas anunciadas por Trump foi concedida a produtos que atendem às exigências do T-MEC. Esse benefício impulsionou as transações sob o acordo, tornando o México um destino mais atraente para exportações com tarifas reduzidas. Conforme dados do Departamento de Comércio americano, o México registrou um crescimento geral de 5,66% em suas exportações para os EUA em 2025, contrastando com a queda de 6,19% observada nas exportações canadenses no mesmo período.

O Impacto Estratégico do T-MEC

O Tratado de Livre Comércio entre México, Estados Unidos e Canadá (T-MEC) tornou-se um pilar fundamental para o bom desempenho comercial da América do Norte. Mario Campa, especialista em política econômica da Universidade Columbia, explica que, diante do aumento das tarifas em outros mercados, os compradores americanos tendem a buscar países com alíquotas menores, posição que o México soube aproveitar.

Dados do Modelo de Orçamento Penn Wharton (PWBM), da Universidade da Pensilvânia, indicam que produtos mexicanos pagaram uma tarifa de importação efetiva de 4,6% em outubro de 2025. Essa taxa, significativamente menor que a de outros parceiros comerciais, como a China (37,1%), é resultado de uma combinação de benefícios do T-MEC e negociações estratégicas para condições mais favoráveis.

Embora o Canadá tenha apresentado uma tarifa de importação efetiva ainda menor (3,9%), o volume de exportações mexicanas superou o canadense, que, aliás, caiu no período. O crescimento mexicano é atribuído, em parte, à mudança de estratégia de muitos fabricantes que antes preferiam pagar tarifas menores a cumprir as exigências burocráticas do T-MEC. Com o aumento das tarifas globais, tornou-se mais vantajoso aderir ao acordo.

Setores Específicos e a Resiliência Mexicana

Apesar do sucesso geral, nem todos os setores mexicanos prosperaram igualmente. O setor automotivo, por exemplo, registrou um aumento modesto de 0,9% em 2025, abaixo das expectativas, mesmo com tarifas direcionadas apenas a componentes não fabricados nos EUA. Setores como aço e alumínio, sujeitos a tarifas de 25%, viram suas exportações caírem.

A migração de empresas para o México, impulsionada pelo fenômeno do “nearshoring” durante a guerra comercial anterior com a China, também contribuiu para a consolidação do país como principal parceiro comercial dos EUA. A proximidade geográfica e a mão de obra qualificada tornaram o México uma alternativa atraente para a produção destinada ao mercado americano.

O Futuro Incerto do T-MEC e a Busca por Diversificação

Apesar do cenário favorável recente, o futuro do T-MEC paira em incerteza. Declarações recentes de Donald Trump, que considerou o acordo “irrelevante”, geraram apreensão sobre sua continuidade e possíveis renegociações. A presidente do México, Claudia Sheinbaum, expressou confiança na manutenção da relação comercial, destacando a profunda integração industrial entre os países.

Enquanto isso, o Canadá tem buscado fortalecer laços com a China, assinando novos acordos comerciais. Essa movimentação, segundo Mario Campa, pode ser vista como uma “cobertura ou antecipação” diante da renegociação do T-MEC, sinalizando um possível cenário de instabilidade para o bloco.

Diante desse quadro, o México precisa considerar planos alternativos para diversificar seu comércio e reduzir a dependência dos Estados Unidos. O “Plano México”, anunciado pela presidente Sheinbaum, representa uma aposta ousada nesse sentido, buscando novos mercados e fortalecendo parcerias estratégicas. A capacidade do país em navegar por essas incertezas definirá seu papel no cenário comercial global nos próximos anos.