Bitcoin despenca para menor valor desde posse de Trump: Fatores e previsões chocam investidores

Bitcoin atinge o menor valor em 15 meses, levantando questões sobre o futuro das criptomoedas

O preço do Bitcoin sofreu uma queda acentuada, atingindo o menor valor em 15 meses, o que representa uma desvalorização de 24% somente em 2026. A cotação atual de um Bitcoin é de US$ 65 mil, um valor que não era visto desde outubro de 2024. Essa queda ocorre em um momento surpreendente, considerando o apoio público que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem demonstrado às criptomoedas.

A valorização recente da moeda digital, que a levou a um recorde histórico de US$ 122 mil em outubro, parecia sinalizar um futuro promissor. No entanto, o cenário mudou drasticamente, gerando incertezas no mercado e preocupações entre investidores que apostavam na continuidade da alta. A volatilidade, característica intrínseca do Bitcoin, volta a ser o centro das atenções.

A ascensão do Bitcoin foi, em parte, impulsionada pelo envolvimento direto de Trump no setor. Suas promessas de flexibilizar a legislação e sua declaração de tornar os EUA a “capital mundial das criptomoedas” criaram um ambiente favorável. Trump chegou a lançar sua própria criptomoeda e manteve laços com empresas do ramo, como a World Liberty Financial.

No entanto, a queda recente desafia essa narrativa. Analistas apontam para uma série de fatores que podem ter desencadeado essa desvalorização. A nomeação de Kevin Warsh como novo presidente do Federal Reserve (o banco central dos EUA) é citada como um gatilho importante. A expectativa de uma política monetária mais restritiva, com juros mais altos, tende a desfavorecer investimentos em ativos de maior risco, como as criptomoedas. Conforme informação divulgada pelo Deutsche Bank, essa venda constante sinaliza que os investidores tradicionais estão perdendo o interesse, e o pessimismo geral em relação às criptomoedas está crescendo.

O Impacto das Decisões de Trump e a Mudança de Sentimento do Mercado

Desde seu retorno à Casa Branca em janeiro de 2025, Trump tem implementado ações que visavam fortalecer o mercado de criptomoedas nos EUA. Uma ordem executiva buscou posicionar o país como líder global no setor. Além disso, uma lei sancionada buscou dar respaldo federal às criptomoedas, e uma equipe do Departamento de Justiça focada na regulamentação foi dissolvida, com a Comissão de Valores Mobiliários (SEC) também reduzindo suas atividades de fiscalização na área.

Apesar dessas iniciativas, críticas surgiram, como as dos democratas do Comitê Judiciário do Senado, que questionaram a “agenda pró-criptomoedas” de Trump. Eles destacaram que o presidente acumulou participações em criptomoedas avaliadas em mais de US$ 11 bilhões e obteve uma renda pessoal de US$ 800 milhões com transações desde que assumiu o cargo. Com a queda atual, o Bitcoin acumula uma baixa de 32% nos últimos 12 meses, retornando a níveis vistos no início de 2024 e 2021.

Análise de Especialistas: Volatilidade e o Futuro do Bitcoin

O Bitcoin, a maior e mais conhecida criptomoeda, é intrinsecamente volátil. Contudo, a queda recente tem gerado debates sobre seu futuro. Analistas do Deutsche Bank observaram que a moeda digital está transitando de um “ativo puramente especulativo” para uma fase mais realista, onde precisa “encontrar seu papel específico”. O banco não prevê que o Bitcoin retorne às altas impulsionadas por Trump.

William Barhydt, CEO da Abra Capital Management, concorda que as criptomoedas estão amadurecendo, mas mantém a expectativa de recuperação. Ele ressalta que o Bitcoin já passou por oscilações significativas no passado, e uma queda drástica só seria inimaginável em cenários extremos, como um conflito global. Outras criptomoedas populares, como Ethereum e Solana, também registraram quedas expressivas, cerca de 37% em 2026.

Mercado de Criptoativos Perde Trilhões e Novas Tendências Surgem

O mercado de criptoativos como um todo sofreu perdas substanciais. De acordo com a CoinGecko, o valor total do mercado de criptomoedas caiu mais de US$ 1 trilhão apenas no último mês e US$ 2 trilhões desde o pico em outubro. A Stifel, uma empresa de investimentos e pesquisa, alerta que os preços do Bitcoin podem cair ainda mais, possivelmente até US$ 38 mil.

Uma nova tendência observada é que os preços das criptomoedas parecem estar seguindo mais de perto a cotação do dólar americano. Na semana passada, o dólar atingiu sua menor cotação em quatro anos, o que pode indicar uma correlação crescente entre as moedas fiduciárias e os ativos digitais, alterando a dinâmica de investimento no setor.

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